ESPUMANTE INUSITADO E EXCLUSIVO

Nos próximos dias deve chegar ao mercado o lote de 500 garrafas do espumante Miolo Cuvée Tradition Brut que envelheceram durante 12 meses, submersas no mar da Bretanha a 60 metros de profundidade.

Para comemorar o sucesso de vendas do espumante na França e divulgar a marca no mercado nacional e internacional, a Miolo Wine Group decidiu investir numa ousada e  inovadora ação de marketing.

A empresa contratada para realizar esta experiência inusitada, é a francesa  Amphoris, especializada em selecionar locais para imersão de espumantes, criando caves submarinas em condições ideais, como escuridão, umidade total e temperatura constante, adequadas para o envelhecimento do produto.

Esta técnica tem sido explorada na França desde 2010, quando foram encontrados garrafas de Champagnes em navios naufragados.

Segundo degustações e testes de laboratórios, o espumante submerso apresentou 10 vezes mais compostos moleculares do que os envelhecidos pelo método tradicional, influenciando diretamente na sua complexidade.

A embalagem é lindíssima, uma verdadeira obra de arte, fabricada de forma artesanal, em madeira, vidro e metal, o desing foi inspirado em conceitos de navegação e fundo do mar.

A pré venda destas raridades, deve iniciar em poucos dias, através do e-commerce da vinícola, segundo fontes extra oficiais, o preço vai girar em torno de mil reais. 

É uma peça ideal para colecionadores! Quem se habilita?

SAIBA COMO FAZER O SEU PRÓPRIO VINHO

Na segunda quinzena de agosto, começa  a VI Edição do Projeto Winemaker Vinho Tinto da Miolo, na Serra Gaúcha.

O curso é uma oportunidade ímpar, para quem deseja aprender a fazer um vinho tinto, na teoria e na prática, tendo como professores, os profissionais da equipe responsável pela produção de vinhos da vinícola, formada por engenheiro agrônomo, enólogos, técnicos de laboratório, além do próprio Adriano Miolo, superintendente do Grupo Miolo que acompanha de forma presencial todas as etapas do programa.

Desde a sua primeira edição em 2009, o Winemaker Vinho Tinto,  já formou mais de uma centena de enófilos de todo o Brasil.

O projeto é realizado na sede da vinícola no Vale dos Vinhedos em 4 etapas, conforme veremos a seguir: 

1) Poda Seca – agosto/19

2) Poda Verde – novembro/19

3) Vindima – março/20

4) Definição do corte- junho/20

Os encontros do grupo, para a 1ª, 2ª e 4ª etapa, serão realizados de sexta a domingo e a 3ª etapa de quinta a domingo.

Além das aulas práticas e teóricas, o programa conta com intensa e variada atividade social, como degustações, almoços e jantares em restaurantes de primeira linha da região.

Durante o período do curso, os participantes ficarão hospedados no Hotel SPA do Vinho, em frente a sede da Miolo. 

Os participantes também terão a disposição, serviço de transfer em microônibus, para buscá-los e levá-los ao aeroporto de Porto Alegre.

Ao final do curso, cada participante terá direito a 10 caixas do vinho elaborado pelo grupo, com rótulo exclusivo, desenvolvido pela agência da Miolo.

Ainda existem 5 vagas para esta VI Edição do Programa, se você deseja mais informações, entre em contato com a Taís do setor de marketing da Miolo.

Não perca esta oportunidade, a experiencia é fantástica! 

VINHO BRASILEIRO NO FREE SHOP

Na primeira semana de junho, a Receita Federal publicou no Diário Oficial da União, a autorização para a abertura dos primeiros free shops brasileiros em fronteira terrestre, localizados nas cidades gaúchas de Jaguarão, Uruguaiana e Barra do Quarai.

No total, 33 municípios  de 10 estados brasileiros estão aptos a implantar free shops, só no Rio Grande do Sul, serão 10 cidades

A estimativa é que a primeira loja, o free shop Caraballat na cidade de Jaguarão-RS, entre  em operação ainda em junho.

Vários produtos da indústria brasileira, poderão ser adquiridos, por preços  em torno de 60% mais baratos.

Para quem, como eu, adora vinhos brasileiros, a expectativa é que estejam à venda nestas lojas, o mais breve possível. 

Sei que algumas vinícolas brasileiras já estão em tratativas, para colocar os seus vinhos neste novo mercado. 

 A cota máxima de compras é de US$ 300 por CPF ou o equivalente em outra moeda a cada intervalo de 30 dias em compras de produtos nacionais. Já o excedente em mercadorias importadas terá taxa de 50%. O software fará este controle e também quanto à quantidade de alguns itens:

  • Bebidas alcoólicas – 12 litros 

  • Cigarro – 20 maços 

  • Charutos ou cigarrilhas – 25 unidades 

  • Fumo preparado para cachimbo – 250 gramas 

  • Ainda se tenta manter a cota para brasileiros comprarem em free shops estrangeiros quando estão em viagens terrestres. Com a abertura das lojas francas no Brasil, o limite cairia de US$ 300 para US$ 150. Se aumentar, o consumidor poderá gastar um total de US$ 600 sem pagar tributos sobre o excedente. Metade de cada lado da fronteira.

CARTA ABERTA AO PRESIDENTE DA REPÚBLICA

Não é do nosso hábito, publicar artigos de terceiros aqui neste espaço, mas diante da relevância da matéria,publicada no site da revista Amanhã, escrita de forma tão brilhante, pelo jornalista Marcos Graciani que também é sommelier e blogueiro, decidi compartilhar com nossos leitores, para que mais apreciadores e defensores do vinho brasileiro, tomem conhecimento e também compartilhem, com seus amigos. Quem sabe chega no Presidente?


Caríssimo Presidente, faça um favor ao vinho nacional

Baixe um decreto determinando que a bebida se torne alimento e transforme a vida de todos os brasileiros

Por Marcos Graciani

graciani@amanha.com.br

Tenho um amigo que – vez ou outra – gosta de publicar suas cartas abertas. Esse humilde blogueiro, jornalista e Sommelier resolveu usar a mesma estratégia. Faço isso apenas por ser um defensor do mundo vinícola e acreditar que essa incrível bebida transforma vidas, aproxima pessoas, revigora e faz com que respeitemos todo e qualquer tipo de cultura. Eis a missiva – ou melhor, o bilhete, afinal, o bom comunicador ao menos tenta condensar o recado em poucas frases. 

“Caríssimo Presidente,

Peço que nos próximos dias o Senhor faça um favor ao vinho nacional: baixe um decreto determinando que a bebida se torne alimento e transforme a vida de todos os brasileiros. O nefasto gole de quase 60% de impostos por garrafa tem sufocado o setor vinícola de Norte a Sul há décadas. Com a inserção do vinho na cesta básica de todo e qualquer consumidor, transformaremos essa grande Nação. Afinal, como a Europa descobriu há muitíssimo tempo, a bebida é alimento por aquelas terras. 

Cá entre nós, o Rio Grande do Sul, maior produtor de vinhos finos no Brasil, poderia ter encampado a vanguarda desse pleito há mais de uma década, mas não fomos corajosos o suficiente para defender essa bandeira que poderia ter sido uma mola propulsora para o segmento. Fechado esse parêntese tão comezinho a nosso respeito, o senhor pode nos dar a satisfação de voltarmos a estar no centro das atenções do país – e quem sabe de todo o Planeta. Caso o Senhor esteja presente na abertura oficial da Festa Nacional do Vinho (Fenavinho), datada para o próximo 14 de junho em Bento Gonçalves – a Capital Nacional do Vinho (tal qual costumamos fazer em algumas solenidades por aqui a comemoração iniciará na véspera) –, baixe um decreto no dia anterior ou na data específica determinando que a bebida se torne alimento tal qual já é na Europa há muito tempo. Com isso – e com a consequente aprovação do Congresso Nacional alguns meses depois –, teremos um novo país, pois os brasileiros passarão a viver muito melhor. 

Afinal, como alguns médicos gostam de defender aos quatro cantos, a bebida, sempre tomada com moderação, faz bem à saúde. Na Rússia, inclusive, há campanhas que incentivam o hábito do vinho de modo a combater o alcoolismo, decorrência do costume da ingestão de vodka. Além do mais, vinho faz com que a gente se interesse por ter hábitos saudáveis. E conhecer outras culturas. Por consequência, respeitar as pessoas, independentemente da condução social ou crenças. Vinho também faz a roda da economia girar. Saiba, Presidente, que em tempos que as safras de vinho têm altíssima qualidade, a cadeia vinícola na Itália pode ser responsável por até 14% do PIB! E só em solo gaúcho são quase 600 estabelecimentos que fabricam a bebida. Santa Catarina também está fazendo excelente produção. E o Paraná, mais especificamente na região metropolitana de Curitiba, além do Oeste, tem acumulado progressos. Sem contar o que se faz na região Nordeste, em Minas e, pasme, até aí nos arredores de Brasília. 

Caríssimo, nesses anos todos que acompanho o setor, nunca tinha visto um Presidente afirmar que estivesse preocupado com a indústria do vinho do Sul, como Paulo Guedes relatou em 14 de maio. Ele contou que o Senhor estava angustiado com a indústria desta região que produz vinho – e mais especificamente com as relações envolvendo o Brasil, a Argentina e a União Europeia. Espero que logo tenhamos alvissareiras notícias para os vitivinicultores, ainda que exista quem defenda que salvaguardas para qualquer indústria sejam mortais. No entanto, para um setor que sempre esteve à margem da economia nacional, não se trata de um privilégio, mas uma questão de sobrevivência.”

TOURIGA NACIONAL DA LENDÁRIA SAFRA 2018

No próximo mês a Vinícola Miolo, deverá iniciar a entrega do vinho histórico, comemorativo aos 10 Anos do Projeto Winemaker, aos participantes das cinco edições já realizadas desde 2008.

O vinho é um corte de Touriga Nacional de dois lotes diferentes, dos vinhedos de Seival na Campanha Gaúcha, com inacreditáveis 15% de teor alcoólico, fruto da excepcional safra 2018, considerada a melhor de todos os tempos no Brasil, maturou 10 meses em barricas de carvalho francês de segundo uso, nos próximos dias, será engarrafado e rotulado, com o rótulo exclusivo de cada Winemaker.

Na última semana de maio, em visita as instalações da vinícola, tivemos a oportunidade de realizar uma última prova do vinho, ainda na barrica.

No visual, apresentou uma coloração rubi violácea brilhante e intransponível, no nariz, aromas de frutas negras maduras, misturam-se a notas de tostados, baunilha e especiarias, na boca é um veludo,super estruturado, ataque picante, grande acidez e final de longa duração. Lembrei dos grandes alentejanos, elaborados com esta casta portuguesa que tão bem se adaptou ao terroir da Campanha Gaúcha.