Category: Syrah

Às cegas Don Abel Rota 324 supera nacionais caros e famosos

Por , 08/04/2017 16:42

Em degustação às cegas realizada pelo Clube do Tinto, na noite da última sexta-feira, tendo como tema, os diferentes terroir do Brasil, o grande vencedor da noite, surpreendendo alguns vinhos mais caros e famosos, foi o Don Abel Rota 324  safra 2012, Cabernet Sauvignon((97,00) , produzido pela vinícola Don Abel, do município de Casca-RS.

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Os demais concorrentes, foram o Miolo Merlot Terroir(126,00),  do Vale dos Vinhedos, o Miolo Testardi Syrah(146,00) do Vale do São Francisco, o Salamaca do  Jarau, Cabernet Sauvignon(78,00),  da Campanha Gaúcha, o Pericó Benedictum Cabernet Sauvignon(159,00), da Serra Catarinense e o Aracuri Collector, Cabernet Sauvignon(79,00), dos Campos de Cima da Serra, todos da safra 2012.

A degustação, contou com a presença de 13 confrades, 8 dos quais votaram no vinho de numero 1  que após a retirada do papel alumínio que encobria as garrafas, foi constatado que se tratava do Don Abel .   

Ex-jogador de futebol brasileiro se transforma em produtor de vinhos por acaso

Por , 26/05/2016 19:38

Ontem à noite tomei um vinho na casa de  amigos que me agradou  bastante, tanto no quesito qualidade, quanto pelo preço acessível, algo em torno de 75 reais nas lojas especializadas.

O Contador de Estórias safra 2009, é um corte de 60% de uvas Syrah, 30% de Touriga Nacional e 10% de Petit Verdot, estagiou 70% em cuba de inox e 30% em barricas de carvalho francês e americano durante 12 meses, seu teor alcoólico é de 14% .

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No visual apresenta uma coloração rubi violáceo intensa, aromas de frutas negras maduras, especiarias e um toque mineral, na boca é redondo, elegante, o carvalho está bem integrado, a acidez está no ponto e o final é persistente.

Este vinho é produzido pela vinícola Manzwine, localizada na Vila de Cheleiros distrito de Setúbal à 20 minutos de Lisboa, propriedade do brasileiro André Manz, ex-jogador de futebol que  ao mudar-se para esta localidade em 2004, queria apenas fazer um vinho para consumo da família, pois era um apreciador da bebida, mas a descoberta de 200 cepas de uma uva branca chamada Jampal, praticamente extinta em Portugal, fez com que André  decidisse produzir um vinho com esta casta, mesmo sendo desaconselhado pelas pessoas do lugar, em função da abundância de outras variedades e da fraca rentabilidade em grande escala da Jampal. “Eu não quero fazer muito vinho, quero fazer bom vinho,” justificou André ao seguir em frente com seu projeto.

O resultado foi surpreendente: o seu vinho era diferente de tudo o que se havia provado até então, constituindo uma oportunidade de negócio inesperada e o mote para a produção de outras castas portuguesas tintas mais antigas, assim como para a exploração de vinhas nas regiões nobres do Alto Douro e Palmela.

Hoje seus vinhos  são reconhecidos em  Portugal e  em diversos países europeus e já estão sendo exportados para vários países, inclusive o Brasil.

 

“Poesia Engarrafada”

Por , 24/12/2015 09:29

Que importa saber a cor

Para que serve descrever aromas

Ou divulgar sensações

Quando um vinho me seduz

Me basta curtir este momento prazeroso

E torcer para que o tempo demore a passar

E o vinho custe acabar

apoesia

Chateau De Pourcieux-Um Rose Para Derrubar Preconceitos

Por , 20/02/2015 18:51

Nestes quase 20 anos habitando o planeta vinho, devo ter comprado no máximo, umas duas ou três garrafas de vinhos rose, os demais bebi em  eventos e apesar de ter gostado de alguns, nenhum despertou o meu entusiasmo.

Não sei ao certo os  motivos pelos quais nunca me interessei pelos roses, mas desconfio que o principal seja  preconceito. 

Ocorre que na última sexta-feira 13, eu fui surpreendido por um rose simplesmente maravilhoso.  Beber o Chateau De Pourceiux 2013, um legítimo Provence,  foi muito prazeroso e vai fazer eu explorar com mais frequência o universo dos roses.  

 

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Tudo é bom  neste rose, sua bela coloração salmão já seduz ao primeiro olhar, o aroma é um festival de frutas vermelhas, um mix de framboesa, cerejas e morangos, além de um agradável toque floral,  quando o palato entra em contato com o vinho é um show de sensações, desde sabor, frescor,  acidez, até o  final persistente. 

Produzido a partir de um corte de 3 uvas, Cinsault, Syrah e Grenache, não foi por mero acaso que venceu o Top Ten da Expovinis por 5 anos (2007, 2008, 2010,2011 e 2012). Pode ser tomado como aperitivo ou serve também, para acompanhar saladas,  frutos do mar, peixes, frangos grelhados e outros alimentos leves. Seu teor alcóolico é de 13.5% .

Abrir uma garrafa deste Chateau De Pourcieux, para tomar num final de tarde ou inicio de uma noite de verão, após um dia de trabalho cansativo e estressante, é  garantia de  total relaxamento e momentos de muito prazer .

 

Vinho nacional de 26 reais é primeiro lugar em degustação as cegas

Por , 12/08/2014 11:40

Na noite do último sábado,  a Confraria Clube do Tinto de Porto Alegre, que vai completar 10 anos no próximo ano, realizou uma degustação as cegas, com  vinhos de pequenos produtores e garagistas do Brasil, Chile, Argentina e Uruguai.

Um grupo formado por 10 enófilos, degustaram seis vinhos tintos varietais,  das uvas Cabernet Sauvignon(Brasil), Cabernet Franc(Argentina), Tannat(Uruguai), Teróldego(Brasil), Syrah(Chile) e Merlot(Brasil). No final, cada degustador fez o seu ranking e a soma das melhores colocações , serviu para a elaboração de um ranking geral.  É bom que se diga que não foi utilizado nenhum critério técnico de avaliação, apenas a  experiência, sensibilidade e a percepção, olfativa e gustativa dos participantes.

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O Valmarino Merlot 2013, com a sua imbatível combinação  qualidade e preço baixo, foi o primeiro colocado no ranking geral,   considerado o melhor  da noite, por 7 dos 10 degustadores, o que para mim não foi nenhuma surpresa, pois já conhecia o seu potencial e sempre achei que  numa degustação as cegas,  poderia superar vinhos mais caros e  complexos.

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O segundo colocado, foi o ótimo Miras Cabernet Franc  2010 da Patagônia, um vinho com muita qualidade e  complexidade. 

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O vinho que obteve a terceira colocação, foi talvez a mais agradável surpresa, por se tratar de um vinho desconhecido da grande maioria do público consumidor. O Hex Von Wein(Vinho da Bruxa) Cabernet Sauvignon 2011 de Picada Café, é o único vinho nacional que eu conheço que traz estampado no rótulo o selo de Produto Orgânico do Brasil . Ficou a frente de 3 vinhos de maior preço e foi o segundo mais barato da degustação.

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Abaixo, segue a descrição completa dos vinhos degustados e o ranking geral :

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- Bruta Bestia Teróldego 2013 - Arte da Vinha – Garibaldi-RS-Brasil- R$ 35,00 – 5º lugar

- Hex Von Wein- Cabernet Sauvignon 2011- Picada Café-RS-Brasil-R$  30,50 – 3º lugar

- Valmarino Merlot 2013- Pinto Bandeira-RS- Brasil- R$  26,00 – 1º lugar

- Miras Cabernet Franc 2010-Patagônia- Argentina-R$  89,00 – 2º lugar

- Emoción Syrah 2008- Starry Night-Vale do Maipo- Chile- R$  69,00 – 6º lugar

- De Lucca Reserve Tannat 2011- Canelones-Uruguai- R$  49,41 – 4º  lugar

   

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