Category: produção limitada

VINHO É POESIA

Por , 10/07/2017 22:47

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Definitivamente o vinho não é apenas uma bebida.
Dentro de uma garrafa vazia, 
existirá sempre uma história de vida.

Pode ser o começo de um grande amor,
o início de uma amizade, 
uma reconciliação, um encontro,
uma viagem.

Talvez uma comemoração,
uma festa, pode ser até uma paisagem.

Pode ser um momento de emoção,
de alegria, 
uma música, poesia,
pode ser contemplação,
quem sabe,encanto ou magia.

A grande verdade meus amigos,
é que o vinho não é somente uma bebida,
para mim, o vinho é a própria vida.

 

Vinho Laranja Brasileiro

Por , 24/01/2017 09:00

Se você assistiu o Globo Repórter de 18 de novembro do ano passado, já está sabendo que Eduardo Zenker, é o “jovem que faz sucesso produzindo vinho na garagem de casa”no município de Garibaldi na Serra Gaucha!

A partir de agora você também vai conhecer um dos vinhos elaborado por este “alquimista do vinho” que não é enólogo e nem químico, apenas um apaixonado pela bebida.

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O Sui Generis Brasilis 2014, é um vinho branco natural(sem a adição de produtos químicos),elaborado com a uva Peverella, utilizando o mesmo método de vinificação dos tintos, onde o suco da uva permanece um período mais longo em contato com as cascas, o que  faz com que adquira uma coloração que varia entre o  dourado  e o cobre.

Esta técnica denominada de “Vinho Laranja”  que remonta os primórdios da vitivinicultura, nasceu há milhares de anos em algum ponto da atual república da Geórgia.

Nos últimos 17 anos, alguns países retomaram a produção do vinho laranja, influenciados pelo produtor Italiano Josko Gravner que foi o pioneiro nesta retomada.  

Mas vamos ao vinho do nosso Alquimista: No visual possui uma coloração amarelo dourado, puxando para o âmbar, os aromas são maravilhosos, complexos, uma mistura de frutas secas, raízes, terra molhada e um final com toque de mel, na boca apresenta um volume médio, a acidez é boa e o final fica entre curto, para médio.

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O Sui Generis Brasilis Peverella 2014 é um vinho diferente,  encanta pelo aroma, mas deixa a desejar no paladar. 

O preço é de R$134,00, mas este eu comprei numa promoção em Gramado, por R$80,40.

Não é um vinho fácil de encontrar, pois a sua produção é bem reduzida.

O Grande Vinho Nacional do Ano

Por , 31/12/2016 09:47

Quase ao apagar das luzes deste 2016, acabei tomando um dos melhores tintos brasileiros do ano e talvez de todos os anos.

Fiquei impressionado com a grande qualidade deste vinho, no visual apresentou um rubi granada transparente, com discretos sinais de evolução, aromas intensos e agradáveis de frutas vermelhas, baunilha, especiarias e um leve toque da madeira, me lembrou nitidamente de um  bom Nebbiolo do Piemonte ou algo semelhante, na boca é pura elegância, com taninos bem presentes, boa acidez, carvalho integrado e um final de grande persistência, as cegas eu diria que é um Velho Mundo tradicional.

Existem vinhos que me agradam, mas existem alguns que me encantam ! Pena que a tecnologia ainda não permite fotografar os aromas e sabores de um grande vinho !

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Estou falando de um assemblage não muito usual  aqui no Brasil, elaborado com 6 castas: Cabernet Sauvignon, Cabernet Franc, Malbec, Merlot, Pinot Noir e Petit Verdot, das safras de 2004 a 2007, colhidas entre abril e maio de cada ano.

Os vinhedos  estão localizados na região de Herciliópolis, município de Água Doce, nos campos de Altitude de Santa Catarina, a 1.300 metros acima do nível do mar. Após a vinificação o vinho passou um período de 6 meses em barricas novas de carvalho francês. Sua graduação alcoólica é  13.8%  e foram produzidas apenas 13.213 garrafas de um único lote.

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Este vinho é uma verdadeira obra de arte da enologia, de autoria da vinícola Villágio Grando que lhe deu o nome de INNOMINABILE, por acreditar que esta é a única forma de descrever este maior símbolo de uma nova era nos vinhos Brasileiros. Innominabile significa algo que não se pode denominar.

A partir de agora o  INNOMINABILE  já  tem um novo significado, pode ser utilizado como sinônimo de  GRANDE VINHO !

Surge um novo terroir na fronteira Argentina !

Por , 07/10/2016 16:28

Localizado na Fronteira Oeste do Rio Grande do Sul, no município de São Borja, fundado pelos padres jesuítas em 1682, considerada uma das civilizações mais antigas do estado, a família Malgarim encontrou um modo de resgatar suas origens e produzir um vinho que expressasse as características de um terroir único e de qualidade.

A Malgarim Vinhos deu início ao cultivo das videiras há 15 anos , com mudas  importadas da França, visando elaborar vinhos diferenciados, para que cada rótulo leve até  seus apreciadores a história das missões gaúchas.

No portfólio da vinícola constam quatro  vinhos tintos varietais( Tempranillo, Merlot, Cabernet Sauvignon e Cabernet Franc), um assemblage composto pelas uvas Merlot, Cabernet Franc e Cabernet Sauvignon), além dos brancos Riesling e Sauvignon Blanc. A produção é limitada a poucas unidades de cada rótulo, seguindo o conceito de vinhos de boutique.

Ouvi falar que o melhor vinho da Malgarim é o Tempranillo, mas quando tentei comprar  pelo site da vinícola, já havia esgotado.

Acabei comprando  uma caixa com duas garrafas de Merlot, duas de Cabernet Franc e as outras duas do Assemblage e recebi antes do prazo estipulado no site .

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Dos seis vinhos comprados, bebi apenas o Assemblage safra 2013 e achei bem interessante ! Apresenta aromas persistentes e agradáveis de frutas vermelhas, na boca é elegante, corpo médio, taninos macios, boa acidez e final de persistência média, sua graduação alcoólica é de 12.5%, seguindo uma tendência mundial de se fazer vinhos com teores de álcool mais baixos. Realmente é um vinho diferente dos produzidos em outras regiões do nosso estado.

Aproveite, pois as últimas 100 garrafas estão em promoção no site da vinícola, de R$59,90 por R$34,90 e frete grátis na compra de uma caixa .

Vale muito a pena , ótimo custo/benefício !

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Vinho Top Argentino em Parceria com Artista Plástico Gaúcho !

Por , 19/09/2016 22:44
Nesta última sexta feira, tive o prazer e privilégio de participar do  evento de lançamento do mais novo vinho tinto ícone da Vinícola Tempus Alba de Mendoza, realizado no restaurante Atelier das Massas em Porto Alegre.
O Tempus Alba Radaelli é uma parceria da vinícola argentina, com o artista plástico gaúcho Gelson Radaelli que foi o criador do rótulo para este tinto excepcional.
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O vinho é um varietal formado 100% por uvas Cabernet Sauvignon de três safras distintas (2009, 2010 e 2011) de vinhedos próprios de Anchoris Lujan de Cuyo (1040 metros acima do nível do mar) que em média descansaram por mais de 22 meses em barricas novas de carvalho francês. Por causa do excelente aproveitamento de 4000 quilos de uvas por hectare, foram produzidas apenas 900 garrafas deste vinho que serão  comercializadas, somente no Atelier de Massas. “Já havíamos criado excelentes vinhos juntos em 2007 e 2008, mas confesso que desta vez a vinícola se superou e temos em mãos uma verdadeira obra prima” - comenta o artista plástico Gelson Radaelli que também é proprietário do restaurante Atelier das Massas.
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No almoço harmonizado, para convidados especiais, além do Tempus Alba Radaelli, foram servidos o vinho tinto Tempus Alba Pleno 2010 (corte de 65% Malbec e 35% Cabernet Sauvignon) e os Espumantes nacionais Província de São Pedro Extra Brut, feito com uvas Chardonnay e o Espumante Salamanca do Jarau Rosé, com 100% de uvas Cabernet Sauvignon da região da Campanha Gaúcha, elaborado pelo método ancestral, com rótulo também criado por Radaelli, os dois espumantes foram produzidos pela vinícola Routhier e Darricarrère de Rosário do Sul.
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O Tempus Alba Radaelli lançado hoje, possui coloração rubi violáceo profundo, aromas intensos e complexos, onde frutas vermelhas maduras e especiárias se completam, na boca é encorpado, com taninos estruturados carvalho bem integrado, ótima acidez e final de grande persistência, ainda tem muito o que evoluir em garrafa.
O proprietário e enólogo da vinícola, Leonardo Biondolillo que estava presente no evento comentou: “Este vinho resume o amor de minha família pela arte de fazer belos vinhos, por isso decidimos repetir a parceria com um grande artista, meu amigo Gelson.”
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Outra novidade no evento, ficou por conta do espumantes gaúchos que encantaram o proprietário da Tempus Alba, a ponto de ter decidido importá-los para apresentar ao público  argentino.
Os espumantes podem ser adquiridos através do site www.redvin.com.br, na loja Vinho e Arte e no Armazem dos Importados, ambos em Porto Alegre. O vinho tinto Tempus Alba Pleno 2010 pode ser encontrado nos supermercados da Cia Zaffari e Bourbon e o exclusivo Tempus Alba Radaelli poderá ser degustado e comprado no Atelier das Massas que já possui lista de espera. 
Visite a nossa página no Facebook - http://www.facebook.com/blogdoumpierre –  e fique sabendo tudo sobre o mundo dos vinhos e os vinhos do mundo, de uma forma leve, livre e descontraída, como deve ser levada a vida.
 

Acredite ! Existe um vinho nacional acima de 500 reais.

Por , 17/04/2015 14:14

Com todo o preconceito que existe no Brasil contra o vinho nacional, não creio que seja uma boa política colocar a venda em nosso mercado, um vinho,  cujo preço é um verdadeiro acinte para os padrões da imensa maioria dos consumidores. 

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Não vou entrar no mérito se o vinho vale ou não vale este valor, pois esta é uma questão subjetiva. Muito menos vou fazer comparações de qualquer ordem,  apenas acredito que neste momento, em que produtores e instituições ligadas ao setor, tentam  de várias maneiras,  mudar a cultura dos brasileiros que hoje preferem consumir vinhos importados, por considerar que vinho nacional bom é caro, vender um vinho por mais de 500 reais,  é uma atitude que  vai totalmente contra as campanhas de mostrar ao consumidor que existe sim, vinho nacional de qualidade a preço baixo. 

A não ser que este produtor  esteja  pensando, apenas no seu próprio negócio, na sua própria empresa e no seu próprio vinho e  não está nem um pouco preocupado, com  o contexto.

Os que acompanham as minhas postagens, sabem que além de defensor dos vinhos nacionais, também sou um consumidor assíduo, bem como,  através deste meu blog e no meio social em que convivo,  procuro combater o forte preconceito  que existe contra o nosso vinho.

Nesta condição me sinto muito a vontade para expressar a minha  contrariedade, sobre este fato, que diga-se a bem da verdade não é o único(este  apenas superou  os demais),  cabe ressaltar que  existem muitos outros, cuja faixa de preço é  menor, mas ainda assim, caríssimos.

Esta prática  acaba sendo um forte argumento,  para a grande maioria dos consumidores que vivem alardeando que o vinho nacional de boa qualidade é muito caro.

Repito, não acho que seja uma boa política para o vinho brasileiro, mas enfim,  cada produtor tem todo o direito de colocar o preço que quiser no seu vinho, assim como o consumidor tem o direito de fazer o que quiser com o seu dinheiro, inclusive comprar este vinho.

Eu por exemplo, jamais farei essa loucura.

Sauvignon Blanc Nacional Estilo Loire- É tudo aquilo que estão falando e mais um pouco

Por , 20/03/2015 19:37

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Por tudo o que eu já tinha ouvido falar a respeito deste vinho e pela demora em conseguir comprar uma garrafa, a minha primeira degustação do Dall’Agnoll Fumê Blanc 2014,  foi cercada de grande expectativa! 

Produzido com a uva  Sauvignon Blanc, ao estilo dos vinhos da Região do Loire, este é mais uma inovação da Vinícola Estrelas do Brasil de Faria Lemos que ganhou destaque nos últimos anos, exatamente pela criação de produtos diferenciados e inusitados, fruto do espirito  criativo e arrojado de seus enólogos.

As uvas que deram origem ao Dall’Agnoll Fumê Blanc, foram cultivadas em vinhedos próprios, localizados no município de Nova Prata-RS e  vinificadas na sua cantina em Faria Lemos, estagiou pelo período de seis meses em barricas de carvalho, tempo suficiente, para dar uma leve estrutura ao vinho, sem comprometer o  seu frescor e a  acidez.

A exemplo dos vinhos lançados anteriormente, o Dall’Agnoll Fumê Blanc 2014, também  foi produzido em escala reduzida, são apenas 2000 garrafas que certamente sumirão do mercado em pouco tempo.

Eu que sou fã dos Sauvignon Blanc do Loire, fiquei surpreso com as semelhanças deste Fumê Blanc, com os vinhos produzidos naquela região.

Na minha opinião este é mais um vinho da Estrelas do Brasil que chegou para fazer história no cenário da vitivinicultura nacional!

É tudo aquilo que estão dizendo dele e mais um pouco, confirmou com sobras as minha expectativas !

 

 

Uma raridade da Patagônia !

Por , 20/01/2015 10:40

É com imensa satisfação que hoje eu escrevo, sobre um vinho raro da Patagônia Argentina, uma verdadeira obra de arte da enologia, cuja produção se limitou a apenas 600 garrafas ! Eu estou falando do Miras Pinot Noir 2005, produzido pelo enólogo Marcelo Miras.

Escrever sobre um grande vinho é uma forma de redobrar o prazer que senti quando da sua degustação, talvez tenha sido esta a minha principal motivação para criar este blog.

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Miras conseguiu fazer um Pinot Noir, diferente de todos os que eu já tomei até hoje e não tenho dúvidas que  é um dos melhores ! 

Completando 10 anos de idade neste 2015 , acredito que o vinho está no seu melhor momento ! A sua coloração apresenta tons escuros, mesclados com cores  já puxando para o alaranjado,  seus aromas são intensos e complexos,  as frutas vermelhas maduras se confundem com baunilha e especiarias, na boca é um vinho potente, porém  extremamente equilibrado, o carvalho (estagiou 36 meses) francês e americano,está muito bem integrado , na mais perfeita harmonia, a acidez é uma maravilha  e o final  é de grande persistência. O teor alcóolico é de 14% . 

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A rolha deste vinho é uma das maiores que eu já vi até hoje, me pareceu até maior que a dos Premier Grand Cru Classe e de outros grandes vinhos, o seu rótulo, mesmo que eu não entenda nada de artes, achei lindíssimo ! 

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Com certeza não é um vinho barato, mas dificilmente  encontraremos raridades a preço baixo! Outro grande problema, é que não será nada fácil encontrar, ao menos mais uma garrafa!

 

O segredo e a magia do vinho da Bruxa

Por , 23/08/2014 21:24

Um ilustre  desconhecido do grande público consumidor e até mesmo de muitos enofilos engajados, se destaca  no meio da multidão por se tratar de um vinho nacional  comprovadamente orgânico e o único que eu conheço que  ostenta no rótulo, o selo de garantia de  PRODUTO ORGÂNICO BRASIL , emitido pela SisOrg- Sistema Brasileiro de Avaliação da Conformidade Orgânica,  válido para qualquer produto orgânico comercializado no Brasil, inclusive produto importado.

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 Há três anos atrás, quando provei o Hex Von Wein  pela primeira vez, fiquei encantado com o seu estilo elegante   e com o seu baixo preço, lembro de ter comprado  várias garrafas e nas diferentes oportunidades em que o degustei, ele sempre correspondeu as expectativas. 

No inicio deste mês numa degustação as cegas, que relatei no post anterior, o Hex Von Wein voltou a confirmar que é um belo vinho, continua mantendo o mesmo padrão , a mesma qualidade e por incrível que pareça, continua custando os mesmos 30 reais .

 O Hex Von Wein é produzido artesanalmente  pela pequena vinícola que leva o mesmo nome do vinho, localizada em Picada Café, próxima a Nova Petrópolis na Serra Gaúcha, sua produção é limitada a pouquíssimas garrafas em cada safra.

O seu grande defeito é a dificuldade de encontrá-lo, pois não está a venda nas lojas especializadas !

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