Category: Vinhos Californianos Tintos

Agora eu sei porque Miles detestava o Merlot Californiano

Por , 04/04/2015 21:14

Os vinhos californianos nunca caíram muito no agrado dos consumidores brasileiros, entre os quais eu me incluo. Porém logo depois de ter passado no Brasil o excelente filme Sideways que em meio a trama, aborda com riqueza de detalhes os vinhos e o turismo daquela região, ocorreu por aqui, um aumento considerável na  sua procura, especialmente pelos Pinot Noir. Mas este movimento não durou muito, pois  os preços proibitivos e a pouca oferta no mercado nacional, fizeram com que a situação  voltasse ao normal, em pouco tempo.

Segundo informações o grande motivo, seria que o mercado interno absorve a maior parte da sua produção, como consequência o volume de vinhos para exportação ao resto do mundo é inexpressivo, se comparado com a demais regiões vinícolas tradicionais.

 Pelo menos aqui no Rio Grande do Sul,  poucas  lojas possuem vinhos californianos em suas prateleiras, e esta escassez, eu senti na própria pele, ao tentar comprar alguns, para uma degustação da nossa confraria no ultimo mês de março.

adegust

Depois de vários dias de procura, consegui comprar seis vinhos de 3 produtores diferentes(dois de cada), com preços que variavam , de 74 a 126 reais, ficando na média em 95 reais.

Dois  eram muito ruins(Merlot e Cabernet Franc), dois eram razoáveis(Pinot Noir e Zinfandel) e dois eram bons( Cabernet Sauvignon), mas pelo preço que valem eu não voltaria a comprar nenhum deles. Até mesmo porque, com menos de 95 reais, se consegue vinhos bem melhores, inclusive, vários nacionais. 

Alias, agora entendo porque o personagem Miles, interpretado pelo ótimo Paulo Giamatti, detestava o Merlot Californiano.  

Vale apenas como experiência, para conhecer os vinhos de uma das regiões mais importantes do mundo !

Cabernet Franc Nacional supera Californiano que custa mais que o dobro.

Por , 31/03/2015 13:38

Uma das coisas que mais me encanta no mundo do vinho, é que ele adora  aplicar lições de humildade nos donos na verdade.  Ontem por exemplo, foi a vez de desmentir um argumento que ouço com alguma frequência, de  pessoas que vivem  dizendo que preferem tomar vinhos importados, porque são melhores e mais baratos.

No último final de semana ao degustarmos dois Cabernet Franc, um americano produzido na Appellation de Lodi na Califórnia e outro nacional da região da Campanha Gaúcha, os desmentidos já começaram na hora de comprar os vinhos: pagamos pelo vinho californiano a importância de R$74,10,  enquanto o nacional custou R$35,00, ou seja, menos da metade do preço.

airenstone

Até ai tudo bem, pois sabemos que os vinhos médios e bons da Califórnia, não chegam baratos no Brasil, a grande surpresa aconteceu na hora da degustação,  o Ironstone Cabernet Franc 2010, se mostrou um vinho de pouca expressão, no nariz apresentou aromas não muito agradáveis e na boca  nos deparamos com um vinho ralo e de final curto, já o Cabernet Franc 2012 da Peruzzo , deu um show tanto no olfato, quanto no palato. Nos aromas, predominaram as frutas vermelhas maduras e na boca  se revelou um vinho elegante,  intenso, equilibrado de acidez viva e final longo.

aperuzzo

 Não é sem razão que este Cabernet Franc de Bagé, vem sendo elogiado pela crítica nacional, inclusive foi considerado o 4º melhor vinho tinto brasileiro em degustação as cegas realizada em 2014 na  VII Vinum Brasilis de 2014, um dos maiores eventos de vinhos do Brasil.

Parodiando o velho ditado, nada como um vinho depois do outro, para mostrar que no universo da viticultura, não existem verdades definitivas, uma delas é que nem sempre o vinho importado, é melhor e mais barato.

 

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