Category: Barbera

50 tintos nacionais abaixo de 50 reais

Por , 04/12/2016 16:14

 Olá amigos

Nas minhas andanças pelas redes virtuais e até mesmo em conversas presenciais, é fácil de constatar que o consumidor brasileiro, conhece mais os vinhos chilenos e argentinos, do que os vinhos nacionais, principalmente aqueles produzidos pelos pequenos produtores, pois  não estão na mídia e muito menos nas prateleiras  das redes de supermercados e aqueles que estão, ficam posicionados em locais secundários. 

O intuito desta postagem é mostrar que existem sim, vinhos nacionais de boa qualidade a preço acessível.

Nesta nossa primeira relação, selecionamos 50 rótulos de pequenos, médios e grandes produtores a preços inferiores a 50 reais, alguns serão encontrados nos supermercados, outros em lojas especializadas e nos sites das próprias vinícolas e muitos em lojas virtuais.

abar

01- Aracuri Merlot      49,00         

02-Aracuri Cab. Sauvignon 49,00

*03-Batalha Merlot 45,00              

*04-Batalha Cab. Sauvignon 49,00    

05-Barcarola Cab.Sauvignon 42,00

06-Barcarola Tannat 49,00  

07-Casa Valduga Origem Cab.Sauvignon 39,00

*08-Casa Venturini Tannat 49,00 

09-Casa Venturini Merlot 49,00

10-Casa Venturini Cab.Sauvignon 49,00

11-Dal Pizzol do Lugar Cab.Franc 39,90

12-Don Abel Reserva Merlot 49,90

13-Don Abel Reserva Cab.Sauvignon 49,90

14-Don Guerino Vintage Malbec 48,00

*15-Don Guerino Reserva Teroldego 49,00

16-Don Guerino Tannat 39,90

17-Don Guerino Merlot 39,90

18-Don Guerino Cab.Sauvignon 39,90

19-Don Laurindo Reserva Merlot 34,00

20-Don Laurindo Reserva Cab.Sauvignon 34,00

21-Don Miguel Merlot 47,00

22-Don Miguel Cab.Sauvignon 47,00

23-Dunamis Cor Assemblage 45,00

24-Guatambu Estância Assemblage 33,00

*25-Lídio Carraro Agnus Tannat  44,00

26-Lídio Carraro Agnus Cab.Sauvignon 44,00

27-Lídio Carraro Agnus Merlot 44,00

*28-Malgarim Ouro Merlot 48,00

29-Malgarim Ouro Cab.franc 48,00

*30-Malgarim Assemblage 34,90

31-Maximo Boschi Merlot Leve 49,90

32-Miolo Reserva Merlot 44,00

33-Miolo Reserva Cab.Sauvignon 44,00

34-Miolo Reserva Tannat 44,00

35-Miolo Reserva Pinot Noir 44,00

*36-Perini Barbera 48,00

37-Pizzato Fausto Cab.Sauvignon 49,00

38-Quinta Don Bonifácio Tannat 43,00

39-Quinta Don Bonifácio Refosco 43,00

*40-Routhier & Darricarere Assemblage 37,00

*41-Ruby Cabernet Sauvignon-Campos de Cima 49,10

42-Salton Paradoxo Cab.Sauvignon 39,90

43-Salton Paradoxo Merlot 39,90

*44-Salvattore Merlot 43,00

45-Salvattore Cab.Sauvignon 43,00

*46-Sozo Reserva Pino Noir  44,90

*47- Valmarino Sangiovese 39,90

48-Valmarino Tannat 39,90

*49-Valmarino Merlot 39,90

*50-Valmarino Cab.Sauvignon 39,90

Destes 50 rótulos, eu degustei os  15 que estão marcados com asteriscos,  os demais são indicados por enólogos, sommeliers e especialistas.

Espero que esta relação  seja útil e caso necessitaram de alguma informação adicional, estou a disposição, em nossa página no Facebook – facebook.com.br/blogdoumpierre ou @blogdoumpierre.

 

 

 

Barberas Nacionais, Superam Italianos em Degustação as Cegas.

Por , 28/09/2015 13:37

“Descobrindo os Barberas” foi o tema de mais uma edição da já tradicional degustação as cegas da Confraria Clube do Tinto, no ano do seu décimo aniversário, quando foram degustados três Barberas italianos e dois nacionais.

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A Barbera  é uma uva ancestral,  originária da região do  Piemonte, onde é considerada a mais popular, além disso é uma das mais cultivadas em toda a Itália. É  utilizada tanto para fazer vinhos leves, para o dia-a-dia, como para produzir vinhos estruturados com alta capacidade de envelhecimento. A Barbera, também é cultivada nos Estados Unidos, Argentina, Austrália  e no Brasil, trazida pelos primeiros imigrantes italianos que chegaram em nosso país, porém com exceção dos  Barberas  do Piemonte,  os demais vinhos produzidos com esta casta no resto do mundo, ainda são pouco conhecidos.

Não existem dúvidas que os piemonteses Barbera D’Alba e Barbera D’Asti  DOC e DOCG,  são considerados os melhores do mundo, mas em Piancenza na região da Emília Romagna, também estão produzindo um  Barbera de  grande qualidade.

Os Barberas D’Alba eu conheço muito bem e os bebo com certa frequência,  pois estão entre os meus vinhos preferidos, pela sua elegância,  taninos macios e alta acidez, quanto aos da denominação D’Asti, conheço pouco, mas sei  que também são excelentes.

Dos outros países que produzem Barberas, nunca provei nenhum exemplar, mas já ouvi falar que nos Estados Unidos, estão fazendo ótimos vinhos com esta uva.

No Brasil, tenho conhecimento da existência  de três vinhos elaborados com a uva Barbera,  porém o único que conheço  bem é o produzido pela Angheben do Vale dos Vinhedos, elaborado com uvas cultivadas em Encruzilhada do Sul , na Serra do Sudeste e trata-se de um dos melhores  custo/benefício, em termos de vinho nacional, pela sua alta qualidade e preço acessível. Desde a sua primeira safra, o Barbera da Angheben faz sucesso entre enófilos e especialistas brasileiros, mas  devido a sua baixa produção, ainda é pouco conhecida do grande público.

Também em solo gaúcho, a vinícola Perini, começou a produzir recentemente, um Barbera com uvas cultivadas no Vale Trentino, no município de Farroupilha na Serra Gaúcha, apesar de já ter ouvido e lido alguns elogios a seu respeito, eu ainda não o havia provado, até  e realização desta degustação. É  bem possível que este Barbera da Perini, num futuro breve, venha a ser mais conhecido pelo consumidor brasileiro, pois sua produção é maior e está a venda numa grande rede de supermercados, além de lojas especializadas 

Há pouco tempo fiquei sabendo da existência de um terceiro Barbera brasileiro, trata-se do Pireneus Bandeiras Barbera, produzido pela vinícola  Pireneus Vinhos e Vinhedos da região dos Cerrados no Centro-Oeste do país,   também considerado Barbera, porém  elaborado com 85% desta casta e segundo alguns experts, trata-se de um grande vinho, mas também de baixa produção e pouca divulgação.

A degustação contou com a participação dos seguintes vinhos :  Barberas D’Alba Fratello Dogliani  2011 e  Collina San Ponzio 2012, o  Barbera D’Asti Icardi 2011 e os Barberas nacionais Angheben 2012 e Perini 2013.

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Ao final da degustação, computadas as notas dos onze degustadores,  a classificação dos vinho, ficou sendo a seguinte:

1º lugar  – Perini Barbera 2013-   67,5 pontos                                        

2ºlugar – Angheben Barbera 2012- 67,0 pontos

3ºlugar – Fratello Dogliani Barbera D’Alba 2011- 59 pontos

4ºlugar – Collina San Ponzio Barbera D’Alba 2012-57 pontos 

5ºlugar – Icardi Barbera D’Asti 2011- 23 pontos

Cabe ressalvar que o Icardi Barbera D’Asti  teve o seu julgamento prejudicado, pois apresentava sinais  claros de decomposição, por possíveis problemas de armazenamento, transporte inadequado ou ainda alguma outra situação que veio a alterar as suas caraterísticas originais, não se admite que um vinho, com apenas 4 anos de idade, produzido por uma vinícola conceituada, esteja praticamente morto.

Obs.: o sexto vinho que vocês estão vendo na foto abaixo, trata-se de um dos cinco que colocamos repetido, numa das técnicas que utilizamos, para  avaliar o grau de conhecimento dos confrades.

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O Barbera da Angheben eu até esperava que pudesse competir em igualdade de condições, pois conheço muito bem a sua qualidade, mas a vitória do Perini foi realmente a surpresa positiva do evento. Além disso foi o vinho mais barato da competição e pode ser encontrado facilmente em alguns supermercados da rede Zaffari, onde eu comprei esta garrafa, por R$34,90. Aliás os dois vinhos gaúchos, eram os de menor preço, pelo Angheben paguei R$59,90. Já os Barberas D’Alba estavam na faixa dos R$80,00 e o vinho mais caro foi o Icardi Barbera D’Asti que custou R$102,00.

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A primeira conclusão desta degustação as cegas do Clube do Tinto, é que o Brasil agora conta com dois ótimos Barberas a  disposição do consumidor brasileiro e a segunda é que mais uma vez os vinhos nacionais, quando livres do preconceito e da influência dos rótulos,  sempre conseguem bons resultados em degustações as cegas, diante  de vinhos tradicionais e de reconhecida qualidade.

Pietro Rinaldi Monpiano Barbera D’Alba 2010

Por , 21/05/2015 18:55

Alguns momentos de felicidade que surgem na vida da gente, vem de coisas simples que quase sempre estão ao nosso alcance, dependem unicamente da nossa vontade, criatividade e inspiração.

Há algum tempo tenho por hábito, dar alguns dias de descanso para o fígado, assim sendo, depois dos nossos almoços dominicais, só volto a tomar vinho na quarta-feira, mas ontem resolvi quebrar a rotina, decidi mudar o calendário e antecipei a quarta-feira.

O vinho escolhido não poderia ter sido mais apropriado para transformar uma prosaica noite de terça-feira, em momentos de prazer.

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O Pietro Rinaldi Monpiano Barbera D’Alba 2010 arrasou  e de quebra ainda trouxe belas lembrança de grandes momentos vivenciados  no Piemonte! 

Foi produzido com 100% de uvas Barbera, cultivadas em vinhedos na localidade de Madonna Di Como, com exposição Sul-Oeste, em solo rico de calcário e argila, numa altitude entre 280 a 340 metros acima do nível do mar.

O envelhecimento durante 6 meses em barricas de segundo uso 80%  e  barricas novas 20%, revelou-se uma estratégia acertada,  pois  a madeira ficou bem integrada, servindo apenas para dar estrutura e complexidade ao vinho, sem  a pretensão de ser a protagonista.

 De cor vermelho rubi translúcido, apresentou aromas intensos e nítidos de frutas vermelhas maduras, toques de especiarias e notas balsâmicas, na boca muito elegante, equilibrado, ótima acidez e final persistente. Seus 14% de teor alcóolico em nenhum momento se destacou.  

Eu diria que o  Pietro Rinaldi Monpiano Barbera D’Alba 2010, entra para a minha galeria dos  vinhos especiais, não só pela sua alta qualidade, mas principalmente por ter me proporcionado  momentos prazerosos, numa simples e corriqueira noite de terça-feira   !

 

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