Category: Petit Verdot

O Melhor Vinho Brasileiro na Opinião dos Consumidores

Por , 03/05/2017 11:47

Ao contrário da grande maioria dos eventos, onde a escolha dos melhores vinhos, normalmente é feita pelos experts, nesta enquete realizada através da página no Facebook- @vinhosdoumpierre- ,  o melhor vinho brasileiro, foi escolhido pelos consumidores.

A consulta foi realizada no período, entre 20 de abril a 1º de maio deste ano e contou com a participação  de 212 consumidores, de vários estados e municípios do nosso país.

A votação foi espontânea, não foi elaborada nenhuma relação com nomes ou safras de vinhos, para evitar qualquer tipo de condicionamento nas respostas.

As pessoas responderam a seguinte pergunta: Qual o melhor vinho brasileiro na sua opinião?

Em função do formato da enquete, o resultado ficou bem pulverizado, com 86 vinhos obtendo de  1 a 30 votos.

Os cinco vinhos mais votados receberam 41,04% dos votos. Os outros oitenta e um vinhos receberam 58,96%  

O vinho mais votado pelos participantes, foi o Maximo Boschi Biografia Merlot, elaborado com uvas cultivadas na região da Campanha, pela  Maximo Boschi, uma pequena vinícola da Serra Gaúcha, focada na produção de vinhos e espumantes de alta qualidade, em pequenas quantidades.

Na minha opinião o título de melhor vinho brasileiro, ficou em boas mãos!

Segue o ranking dos cinco vinhos mais votados:

1º Lugar – Maximo Boschi Biografia Merlot –  30 votos – 14,62% – preço R$ 126,00

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2º Lugar – Miolo Lote 43- 25 votos – 11,79%- preço R$ 145,00

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3º Lugar – Villaggio Grando Innominabile Lote IV – 13 votos – 6,13%- preço R$ 99,00

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4º Lugar – Salton Desejo Merlot- 10 votos – 4,72%-preço R$ 83,00

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5º Lugar – Casa Valduga Storia- 9 votos – 4,24%- preço R$218,00

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O Grande Vinho Nacional do Ano

Por , 31/12/2016 09:47

Quase ao apagar das luzes deste 2016, acabei tomando um dos melhores tintos brasileiros do ano e talvez de todos os anos.

Fiquei impressionado com a grande qualidade deste vinho, no visual apresentou um rubi granada transparente, com discretos sinais de evolução, aromas intensos e agradáveis de frutas vermelhas, baunilha, especiarias e um leve toque da madeira, me lembrou nitidamente de um  bom Nebbiolo do Piemonte ou algo semelhante, na boca é pura elegância, com taninos bem presentes, boa acidez, carvalho integrado e um final de grande persistência, as cegas eu diria que é um Velho Mundo tradicional.

Existem vinhos que me agradam, mas existem alguns que me encantam ! Pena que a tecnologia ainda não permite fotografar os aromas e sabores de um grande vinho !

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Estou falando de um assemblage não muito usual  aqui no Brasil, elaborado com 6 castas: Cabernet Sauvignon, Cabernet Franc, Malbec, Merlot, Pinot Noir e Petit Verdot, das safras de 2004 a 2007, colhidas entre abril e maio de cada ano.

Os vinhedos  estão localizados na região de Herciliópolis, município de Água Doce, nos campos de Altitude de Santa Catarina, a 1.300 metros acima do nível do mar. Após a vinificação o vinho passou um período de 6 meses em barricas novas de carvalho francês. Sua graduação alcoólica é  13.8%  e foram produzidas apenas 13.213 garrafas de um único lote.

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Este vinho é uma verdadeira obra de arte da enologia, de autoria da vinícola Villágio Grando que lhe deu o nome de INNOMINABILE, por acreditar que esta é a única forma de descrever este maior símbolo de uma nova era nos vinhos Brasileiros. Innominabile significa algo que não se pode denominar.

A partir de agora o  INNOMINABILE  já  tem um novo significado, pode ser utilizado como sinônimo de  GRANDE VINHO !

Ex-jogador de futebol brasileiro se transforma em produtor de vinhos por acaso

Por , 26/05/2016 19:38

Ontem à noite tomei um vinho na casa de  amigos que me agradou  bastante, tanto no quesito qualidade, quanto pelo preço acessível, algo em torno de 75 reais nas lojas especializadas.

O Contador de Estórias safra 2009, é um corte de 60% de uvas Syrah, 30% de Touriga Nacional e 10% de Petit Verdot, estagiou 70% em cuba de inox e 30% em barricas de carvalho francês e americano durante 12 meses, seu teor alcoólico é de 14% .

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No visual apresenta uma coloração rubi violáceo intensa, aromas de frutas negras maduras, especiarias e um toque mineral, na boca é redondo, elegante, o carvalho está bem integrado, a acidez está no ponto e o final é persistente.

Este vinho é produzido pela vinícola Manzwine, localizada na Vila de Cheleiros distrito de Setúbal à 20 minutos de Lisboa, propriedade do brasileiro André Manz, ex-jogador de futebol que  ao mudar-se para esta localidade em 2004, queria apenas fazer um vinho para consumo da família, pois era um apreciador da bebida, mas a descoberta de 200 cepas de uma uva branca chamada Jampal, praticamente extinta em Portugal, fez com que André  decidisse produzir um vinho com esta casta, mesmo sendo desaconselhado pelas pessoas do lugar, em função da abundância de outras variedades e da fraca rentabilidade em grande escala da Jampal. “Eu não quero fazer muito vinho, quero fazer bom vinho,” justificou André ao seguir em frente com seu projeto.

O resultado foi surpreendente: o seu vinho era diferente de tudo o que se havia provado até então, constituindo uma oportunidade de negócio inesperada e o mote para a produção de outras castas portuguesas tintas mais antigas, assim como para a exploração de vinhas nas regiões nobres do Alto Douro e Palmela.

Hoje seus vinhos  são reconhecidos em  Portugal e  em diversos países europeus e já estão sendo exportados para vários países, inclusive o Brasil.

 

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