Category: Vinhos portugueses

Mais uma bela supresa do Douro de excelente relação preço/qualidade

Por , 12/07/2015 18:49

Analisando as opções da carta de vinhos de uma antiga Galeteria, da zona norte de Porto Alegre, onde almoçamos no último sábado,  decidimos escolher um Douro de 46 reais, preço considerado baixo, em se tratando de um restaurante.

Fiquei um pouco apreensivo quanto a sua qualidade, mas  a verdade é que nunca antes, havíamos ficado decepcionado com vinho produzido no Douro, independente de preço.

Quando as taças foram servidas, os primeiros aromas já demonstravam que havíamos acertado novamente na escolha e quando bebemos os primeiros goles, tivemos a certeza que estávamos diante de mais um ótimo vinho !

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Não é a primeira vez que somos surpreendidos, por um belo vinho português de excelente relação preço/qualidade, mas este Quinta do Cachão Douro, foi simplesmente a maior de todas.

Não sou muito de ficar indicando vinhos, pois sei que o paladar das pessoas são diferentes, mas este vinho tem tudo para agradar muita gente. Para ter certeza só bebendo.

Creio que vale muito a pena conferir, pois no varejo seu preço deve ser ainda mais barato,  mas infelizmente não sei aonde tem para vender aqui na nossa Capital, só sei que a importadora é a Porto a Porto, especializada na importação de vinhos portugueses.

   

Tão sábio para fazer o Barca Velha. Tão simples para produzir o Tons de Duorum

Por , 30/03/2014 20:37

Este cidadão na foto abaixo( ao meu lado esquerdo), foi por durante mais de 20 anos, o  grande responsável pela produção do Barca Velha,  o  vinho mais famoso e mais caro de Portugal.

Atualmente tocando o seu projeto próprio, o qual já foi assunto de um post anterior aqui neste blog.dupla (640x478)

Seu Nome é José Maria Soares Franco, depois de beber algumas taças  de vinho, passou a chamar-se, simplesmente Zé Maria!  

O brinde da foto acima, serviu para selar uma aposta que fizemos, após outras taças de vinho a mais. Se o Brasil for campeão, ele virá ao nosso País para as comemorações. Se Portugal conquistar o título , vou participar das festas no Douro.

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Um dos grandes momentos de 2013, foi conviver por algumas horas com uma pessoa, tão sábia e tão simples!

Sábia para fazer o ícone Barca Velha, um vinho vendido no mercado por preços que atingem facilmente, cifras superiores 2 mil reais. Simples para produzir o Tons de Duorum, um dos melhores custos benefício que já bebi até hoje, cujo preço gira em torno de 40 reais. 

Por trás de um grande vinho tem uma grande história!

Por , 15/03/2014 12:16

 Todo o enófilo que se preze  sabe que  o ato de degustar um vinho, tem tudo a ver com subjetividade, gosto pessoal e afetividade,  é  utilizar os  sentidos, para extrair todo  prazer que ele pode proporcionar.  Vou mais além, na minha opinião, para degustar um vinho em toda a sua plenitude(não estou falando em degustação técnica), é preciso  conhecer as suas origens, saber de onde veio, como tudo começou, quando começou e o que se passou, até  o momento  de  chegar às nossas taças.

Um dos momentos marcantes destas minhas andanças pelo mundo dos vinhos, foi conhecer  a história de D. Antonia Adelaide Ferreira, a Ferreirinha,  uma das principais personagens da vitivinicultura do Douro no século XIX.

Ouvir os relatos dos fatos desta lenda do vinho português, estando presente num dos  cenários históricos,  foi um momento mágico. A beleza daquele lugar e a emoção de estar naquele ambiente, fez a minha mente viajar no tempo e imaginar D. Antônia, entrando por este portão entreaberto, para admirar aquela que foi a sua obra mais arrojada. 

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Em 1877,  já aos 76 anos de idade, D. Antônia decidiu comprar  300 hectares de terras virgens em Vila Nova de Foz Coa, para a implantação de um  ambicioso projeto vitivinícola. Nascia ali a Quinta do Monte Meão, hoje denominada Quinta do Vale Meão,  a obra mais importante da incansável Ferreirinha que no entanto, teve pouco tempo para desfrutar mais um sucesso retumbante do seu talento  empreendedor, pois veio a falecer um ano após a conclusão do empreendimento, em 1895.

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Desde então a Quinta se manteve sempre na posse de seus descendentes, nos anos 70, o seu trineto  Francisco Javier de Olazabal, assumiu a sua gestão e iniciou um processo de  aquisição das partes de seus familiares e co-proprietários, em 1994 tornou-se o único proprietário da Quinta.

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Até então as uvas da Quinta eram vendidas a empresa AA Ferreira S.A, fundada pelos descendentes de D. Antonia Ferreira e estavam na base de seus melhores vinhos.

Em 1998 Francisco Javier Olazabal, renunciou ao cargo de presidente que ocupava na AA Ferreira S.A, para se dedicar, juntamente com seu filho enólogo Francisco  de Olazabal y Nicolau de Almeida, a produção e comercialização de vinhos da Quinta, fundando a empresa  F. Olazabal & Filhos, Lda.

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Os primeiros vinhos lançados, foram os da safra de 1999, muito bem aceitos pelo mercado, a partir dai foi ganhando notoriedade a cada safra.

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Atualmente a Quinta do Vale Meão, é uma das  mais  renomadas  do Douro e de Portugal e seus vinhos são sucesso de crítica e de público em todo o mundo .

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O prazer que sentimos aos degustar os excelentes vinhos da Quinta do Vale Meão, só não foi maior que a emoção de conhecer a sua história !

 

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