Category: Produtores

22 VINHOS TINTOS BRASILEIROS ENTRE 56 E 99 REAIS

Por , 19/07/2017 19:47

 

Olá amigos!

É importante registrar que  todos estes vinhos, são produtos de qualidade diferenciada,  alguns inclusive são campeões de vendas nas vinícolas que os produzem.

Tirando um vinho da Villa Francioni que é de Santa Catarina, todos os demais são gaúchos das regiões da Serra, Campanha, Campos de Cima da Serra e Serra do Sudeste(Encruzilhada do Sul).

Segue a relação

* 01-Pizzato Merlot Reserva 2013- 69,00

02-Luiz Argenta Cabernet Franc- 63,00

03-Cave de Pedra Adaga Sangiovese 2012- 79,90

*04-Valmarino XX Cabernet Franc 2015- 99,00

05-Viapiana Expressões Merlot 2012- 78,00

*06-R&D Salamanca do Jarau Cab.Sauv. 2012- 78,00

*07-Aracuri Pinot Noir 2016- 69,90

08-Alma Única Reserva Syrah 2014- 74,00

*09-Terragnolo Reserva Merlot 2012- 73,00

10-Villa Francioni Francesco 2012- 82,00

11-Vinhedos Capoani Merlot/Tannat 2013- 66,00

*12-Don Cândido Documento Merlot 2011- 72,00

*13-Vallontano Merlot Reserva 2012- 58,00

*14-Angheben Touriga Nacional- 75,00

15-Guatambú Rastros do Pampa Pinot Noir 2016- 89,00

*16-Pizzato Fausto Verve Gran Reserva 2012- 93,00

*17-Pizzato Concentus- Blend 2013- 95,00

*18-Miolo RAR Cab.Sauvignon/Merlot 2011- 79,90

*19-Barcarola Specialitá Teroldego 2012- 67,00

20-Don Abel Premium Tannat 2013- 69,00

21-Alma Única Reserva Merlot 2012- 67,00

*22-Lídio Carraro Dádiva Pinot Noir 2016- 56,00

Os vinhos que estão com um asterisco ao lado do número, são aqueles que eu já degustei e posso afirmar que todos são bons, mas alguns são ótimos e outros são bons custo/benefício.

Os ótimos na minha opinião são:

Valmarino XX Cabernet Franc 2015

abcabernetfracaxx

Pizzato Fausto Verve Gran Reserva 2012

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Os melhores custo/benefício:

Vallontano Merlot Reserva 2012

Lídio Carraro Dádiva Pinot Noir 2016

Os vinhos desta relação, estão a venda na Loja Vinhos e Sabores de Porto Alegre, mas possuem serviço de entrega para todo o Brasil.

Ao finalizar gostaria de esclarecer que as indicações que fazemos em todas nossas mídias,  não envolvem nenhum tipo de pagamento, favores ou quaisquer outros tipos de benefício. Nosso único compromisso é  com os amigos que acessam os nossos conteúdos. 

Vinho Laranja Brasileiro

Por , 24/01/2017 09:00

Se você assistiu o Globo Repórter de 18 de novembro do ano passado, já está sabendo que Eduardo Zenker, é o “jovem que faz sucesso produzindo vinho na garagem de casa”no município de Garibaldi na Serra Gaucha!

A partir de agora você também vai conhecer um dos vinhos elaborado por este “alquimista do vinho” que não é enólogo e nem químico, apenas um apaixonado pela bebida.

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O Sui Generis Brasilis 2014, é um vinho branco natural(sem a adição de produtos químicos),elaborado com a uva Peverella, utilizando o mesmo método de vinificação dos tintos, onde o suco da uva permanece um período mais longo em contato com as cascas, o que  faz com que adquira uma coloração que varia entre o  dourado  e o cobre.

Esta técnica denominada de “Vinho Laranja”  que remonta os primórdios da vitivinicultura, nasceu há milhares de anos em algum ponto da atual república da Geórgia.

Nos últimos 17 anos, alguns países retomaram a produção do vinho laranja, influenciados pelo produtor Italiano Josko Gravner que foi o pioneiro nesta retomada.  

Mas vamos ao vinho do nosso Alquimista: No visual possui uma coloração amarelo dourado, puxando para o âmbar, os aromas são maravilhosos, complexos, uma mistura de frutas secas, raízes, terra molhada e um final com toque de mel, na boca apresenta um volume médio, a acidez é boa e o final fica entre curto, para médio.

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O Sui Generis Brasilis Peverella 2014 é um vinho diferente,  encanta pelo aroma, mas deixa a desejar no paladar. 

O preço é de R$134,00, mas este eu comprei numa promoção em Gramado, por R$80,40.

Não é um vinho fácil de encontrar, pois a sua produção é bem reduzida.

50 tintos nacionais abaixo de 50 reais

Por , 04/12/2016 16:14

 Olá amigos

Nas minhas andanças pelas redes virtuais e até mesmo em conversas presenciais, é fácil de constatar que o consumidor brasileiro, conhece mais os vinhos chilenos e argentinos, do que os vinhos nacionais, principalmente aqueles produzidos pelos pequenos produtores, pois  não estão na mídia e muito menos nas prateleiras  das redes de supermercados e aqueles que estão, ficam posicionados em locais secundários. 

O intuito desta postagem é mostrar que existem sim, vinhos nacionais de boa qualidade a preço acessível.

Nesta nossa primeira relação, selecionamos 50 rótulos de pequenos, médios e grandes produtores a preços inferiores a 50 reais, alguns serão encontrados nos supermercados, outros em lojas especializadas e nos sites das próprias vinícolas e muitos em lojas virtuais.

abar

01- Aracuri Merlot      49,00         

02-Aracuri Cab. Sauvignon 49,00

*03-Batalha Merlot 45,00              

*04-Batalha Cab. Sauvignon 49,00    

05-Barcarola Cab.Sauvignon 42,00

06-Barcarola Tannat 49,00  

07-Casa Valduga Origem Cab.Sauvignon 39,00

*08-Casa Venturini Tannat 49,00 

09-Casa Venturini Merlot 49,00

10-Casa Venturini Cab.Sauvignon 49,00

11-Dal Pizzol do Lugar Cab.Franc 39,90

12-Don Abel Reserva Merlot 49,90

13-Don Abel Reserva Cab.Sauvignon 49,90

14-Don Guerino Vintage Malbec 48,00

*15-Don Guerino Reserva Teroldego 49,00

16-Don Guerino Tannat 39,90

17-Don Guerino Merlot 39,90

18-Don Guerino Cab.Sauvignon 39,90

19-Don Laurindo Reserva Merlot 34,00

20-Don Laurindo Reserva Cab.Sauvignon 34,00

21-Don Miguel Merlot 47,00

22-Don Miguel Cab.Sauvignon 47,00

23-Dunamis Cor Assemblage 45,00

24-Guatambu Estância Assemblage 33,00

*25-Lídio Carraro Agnus Tannat  44,00

26-Lídio Carraro Agnus Cab.Sauvignon 44,00

27-Lídio Carraro Agnus Merlot 44,00

*28-Malgarim Ouro Merlot 48,00

29-Malgarim Ouro Cab.franc 48,00

*30-Malgarim Assemblage 34,90

31-Maximo Boschi Merlot Leve 49,90

32-Miolo Reserva Merlot 44,00

33-Miolo Reserva Cab.Sauvignon 44,00

34-Miolo Reserva Tannat 44,00

35-Miolo Reserva Pinot Noir 44,00

*36-Perini Barbera 48,00

37-Pizzato Fausto Cab.Sauvignon 49,00

38-Quinta Don Bonifácio Tannat 43,00

39-Quinta Don Bonifácio Refosco 43,00

*40-Routhier & Darricarere Assemblage 37,00

*41-Ruby Cabernet Sauvignon-Campos de Cima 49,10

42-Salton Paradoxo Cab.Sauvignon 39,90

43-Salton Paradoxo Merlot 39,90

*44-Salvattore Merlot 43,00

45-Salvattore Cab.Sauvignon 43,00

*46-Sozo Reserva Pino Noir  44,90

*47- Valmarino Sangiovese 39,90

48-Valmarino Tannat 39,90

*49-Valmarino Merlot 39,90

*50-Valmarino Cab.Sauvignon 39,90

Destes 50 rótulos, eu degustei os  15 que estão marcados com asteriscos,  os demais são indicados por enólogos, sommeliers e especialistas.

Espero que esta relação  seja útil e caso necessitaram de alguma informação adicional, estou a disposição, em nossa página no Facebook – facebook.com.br/blogdoumpierre ou @blogdoumpierre.

 

 

 

Aprendendo a fazer vinho !

Por , 26/11/2016 12:10

Depois de realizar a poda seca no mês de agosto, neste início de novembro, realizamos a  poda verde nas vinhas do projeto Winemaker da Miolo que consiste em retirar o excesso de folhas da frente dos cachos, para que as uvas recebam mais luz solar.

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Em 3 meses(início de março), elas deverão estar em condições de serem colhidas e prontas para iniciar o processo de vinificação e se Deus quiser, lá estaremos para participar de mais esta etapa.

Em junho retornaremos novamente à vinícola, para definir se faremos ou não, um corte com alguma outra casta.

Ainda em junho, definiremos qual o  tipo de barrica será utilizada no envelhecimento do vinho e o tempo de maturação.  

Se tudo continuar correndo bem, as uvas Merlot deste vinhedo, darão origem a um vinho premium, com a denominação DO Vale dos Vinhedos, safra 2017 !

Cada participante do projeto, receberá 10 caixas deste vinho com o seu rótulo personalizado, podendo optar pela aquisição a parte, de um volume maior de garrafas. 

Projeto Winimaker da Miolo – O Sonho do Vinho Próprio

Por , 08/08/2016 18:40

Qual o enófilo que não sonhou um dia, em fazer o seu próprio vinho ? Pois eu, na condição de discípulo de Baco, mesmo tendo consciência  que as chances eram  remotas, as vezes imaginava esta possibilidade.

Acontece que há cerca de uns dois meses atrás, eu li uma publicação na internet  informando que  estavam abertas as inscrições para  um curso, onde uma renomada vinícola gaúcha, oferecia toda a sua estrutura e  know-how aos interessados, justamente em  realizar este sonho.

Estando eu, já numa fase da minha existência, em que o tempo vivido é maior do que o tempo que resta à viver, achei que deveria investir na realização deste sonho e decidi fazer a minha inscrição.

Lembrei das palavras de Antoine  de Saint-Exupéry que dizia: ” desta vida nada se leva…A não ser a vida que se leva…Só se deixa.”

Então quero deixar um vinho que eternize a memória deste enófilo.

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O projeto Winimaker da Miolo, destinado a ensinar os participantes a elaborar o seu próprio vinho, começa nesta sexta-feira 12/08, em sua primeira etapa que tratará da pode seca.

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Durante quase 1 ano, um grupo de pessoas de vários estados do Brasil, participará de encontros periódicos na sede da vinícola, no Vale dos Vinhedos, em Bento Gonçalves, onde o corpo técnico da Miolo, sob a coordenação do seu diretor Adriano Miolo, ensinará na prática e na teoria, todos os processos, para a produção de um vinho com a D.O. Vale dos Vinhedos.aselo
Estaremos lá para participar desta experiência inédita e realizar o sonho improvável de  produzir o nosso próprio vinho.

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Angheben Reserva Merlot Safra 2000

Por , 07/04/2016 16:49

Dias destes, pesquisando as minhas imagens  de vinhos que degustei há mais de 10 anos, tive a grata surpresa de encontrar  a foto de um dos melhores vinhos nacionais que já tomei até hoje.

O Angheben Reserva Merlot Safra 2000, era um vinho elegante, de corpo médio, taninos macios e muito redondo, que me lembrava  de alguns Bordeaux, antes da parkerização.

Bebi este Merlot pela primeira vez, entre 2003 e 2004  e gostei tanto que  o comprava com frequência, até  que  um belo dia  ele sumiu do mercado. Não estou bem lembrado se esta foi a sua última safra, mas sei que foi a que ficou marcada na minha memória.

Naquele tempo os Angheben faziam seus vinhos com uvas compradas de terceiros, cultivadas no Vale dos Vinhedos, passando mais tarde a produzir somente com uvas de vinhedos próprios em Encruzilhada do Sul.

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Mesmo já tendo passado mais de uma década da última vez que o degustei,  as vezes ainda lembro com saudade deste belo vinho, uma criação do professor Francisco Idalêncio  Angheben  e seu filho Eduardo,  quando a revolução da indústria de  vinhos nacionais, dava os seus primeiros passos.

Achei que devia compartilhar esta história com meus leitores, para testemunhar a qualidade de um vinho, feito há 16 anos atrás, por uma pequena vinícola brasileira que  não se rendeu ao mercado  e as técnicas de fazer vinhos “modernos,” ao longo de todo  este tempo  e continua até hoje,  fiel aos seus princípios de elaborar apenas vinhos autênticos,  a preços acessíveis.

Lamento apenas que o fotógrafo que fez o registro, não estava inspirado e  a qualidade da foto ficou comprometida, mas isto é apenas um detalhe !

Está Aberta a Temporada de Espumantes

Por , 21/11/2015 20:16

Já está  se tornando um hábito entre os brasileiros, beber espumantes em todas as estações do ano, mas com o aumento das temperaturas  a sua presença é quase uma obrigação em qualquer evento.

O espumante é o legítimo representante da alegria e do prazer,  harmoniza perfeitamente com sol, calor e festa, é bom para relaxar e  para comemorar, mas acima de tudo, o espumante é a bebida ideal para brindar a vida. 

Sem dúvida nenhuma a grande explosão de consumo do espumante, acontece no nosso verão que coincide com as festas de final de ano, formaturas, férias, praia, piscina, carnaval, etc…

Pensando nisso, o Blog do Umpierre  decidiu que a partir de hoje, até o final de março do próximo ano, irá postar neste espaço, todos os  espumantes degustados durante este período, visando oferecer aos nossos leitores, algumas opções, para auxiliar nas suas escolhas.

Desde já antecipo que a grande maioria, serão espumantes nacionais Brut, Extra-Brut e Nature, elaborados pelo método tradicional(Champenoise) que são os nossos preferidos.

Para inaugurar esta série, quero apresentar dois  belos espumantes  nacionais de grande qualidade, mas com algumas diferenças significativas.

O primeiro espumante , é nada menos do que o Cave Geisse Blanc de Noir Brut, considerado um dos melhores do Brasil,  elaborado com 100% de uvas Pinot Noir, cultivadas em vinhedos especiais da própria vinícola, na localidade de Pinto Bandeira. Seu produtor é o reconhecido enólogo chileno Mário Geisse, radicado no Brasil há muitos anos. Além de tocar a sua vinícola na Serra Gaúcha, Geisse é também diretor técnico da famosa Casa Silva do Chile e considerado um dos maiores experts do mundo, na produção de espumantes, já tendo inclusive produzido um Champagne a convite de um produtor francês.  

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Um espumante da categoria do Cave Geisse Blanc de Noir, é para aqueles apreciadores que  estão acostumados a beber Champagne e desejam uma opção mais barata, sem perder a qualidade.

Custa R$79,00(  metade do preço de um Champagne) e  vale muito a pena !

O segundo  espumante, é o Vivere Brut, produzido pela  Casa Venturini  de Flores da Cunha-RS, elaborado com 80% de uvas Chardonnay da região da Campanha  e 20% de Pinot Noir da Serra Gaúcha. Não tem o mesmo nome e a tradição do Cave Geisse,  mas é de muito boa qualidade. Nas duas ou três vezes, em que tive a oportunidade de degusta-lo, sempre me agradou.

 Seu preço abaixo dos R$45,00, é  um ótimo custo/benefício.

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Espero que estas duas primeira dicas, agradem aos nossos leitores e atendam as expectativas daqueles que por ventura decidirem comprar qualquer um destes dois espumantes , porém é sempre bom lembrar que  paladar  é algo muito pessoal .

 

A verdade sobre os vinhos autênticos da Borgonha

Por , 24/08/2015 21:08

Durante os nove dias em que circulamos pela Borgonha, no início deste mês de agosto, um dos fatos que mais me chamou a atenção, foi a visível preocupação de alguns produtores tradicionais, com as mudanças que estão ocorrendo na produção de vinhos da região. 

De acordo com estes mesmos produtores, a substituição da tradição, pela modernização  é uma triste  e irreversível realidade que já chegou a Borgonha, um dos últimos redutos mundiais que ainda não havia se rendido a esta tendência mundial avassaladora, fruto de uma demanda gigantesca, por vinhos  fáceis  de beber e  de consumo rápido.

Para piorar ainda mais a situação, numa das Apelações (AOC) que visitamos,  uma pesquisa feita, para saber a intenção dos filhos em dar continuidade  no trabalho dos pais, mostrou resultados  desanimadores, apenas dez por cento, responderam afirmativamente, a grande maioria respondeu que deseja seguir outros caminhos.

Os que decidiram assumir os negócios da família,  por conta de uma visão  mais globalizada, sobre o mundo dos negócios e desapegados da tradição, fruto de longos anos de estudos em grandes centros, acabaram por implantar uma política de standartização dos seus vinhos, como forma de obter lucro imediato e outros não resistiram a tentação das propostas milionárias dos grandes grupos nacionais e internacionais e optaram por vender as suas propriedades.

Assim,  a vida vai ficando cada vez mais difícil, para o  pequeno produtor que ainda  continua  elaborando vinhos autênticos.

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Diante deste cenário, não restam muitas alternativas para estes verdadeiros heróis da resistência: ou continuam nadando contra a corrente, na luta pela manutenção da tradição, até onde conseguirem suportar,  deixam os seus ideais para trás e assumem a modernidade,  correndo o  risco de uma depressão, ou então vendem as suas terras e vão viver  das lembranças do passado, gozando uma aposentadoria confortável.

O certo é que os vinhos autênticos da Borgonha, estão desaparecendo  e a tendência é que se tornem, cada vez mais difíceis e raros de encontrar.

 

O Bourgogne estava morto!

Por , 08/06/2015 11:19

Nosso almoço deste primeiro domingo de junho, transcorria dentro da mais absoluta normalidade, com muita alegria e descontração como sempre. Em nossas taças, brilhava intensamente e exalava seus aromas tradicionais, um belo Bourgogne Pinot Noir safra 2011, produzido pela Ropiteau Frères, Cour Des Hospices, Meursault (Côte D’Or)  que eu havia comprado há poucos dias, pela internet!

O vinho agradou  em cheio, tanto pela qualidade, quanto pelo preço (abaixo do praticado no mercado), sendo muito elogiado por todos.

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Lá pelas tantas, com o almoço já chegando ao seu final,  constatamos que o nosso o Borgonha havia acabado e deixado um forte  gostinho de quero mais. Lembrei que havia outro igual (inclusive da mesma safra)guardado em minha adega e decidi  prolongar aquele momento prazeroso. Para a alegria de todos, abri  a outra garrafa !

Porém  o que ninguém imaginava, era o que estava para acontecer, com a segunda garrafa daquele vinho que encantou a todos !

Desconfiamos quando visualizamos na taça aquela cor mais escura, com tons puxando para o marron, bem diferente do vermelho rubi  vivo da primeira garrafa,  nos primeiros aromas que sentimos, nos perguntamos: onde estão os morangos, as cerejas frescas e as especiarias que haviam em profusão no primeiro vinho? Em seu lugar, havia um  cheiro forte e adocicado de vinho do Porto Tawny. Quando bebemos o primeiro gole, passamos da desconfiança ,para a certeza, o  sabor era bem desagradável, lembrava um vinho aberto há  muitos dias e a acidez havia sumido. O vinho estava oxidado e sem condições de ser bebido.

No início  ficamos olhando um para outro,  meio que sem acreditar que aquilo estivesse acontecendo,  principalmente por se tratar de um vinho, com apenas 4 anos de idade  e por ter dado um show na garrafa anterior,  demonstrando que ainda poderia durar muitos anos. 

Refeitos do susto, não nos restou alternativa, senão encarar a realidade e ficar com boa lembrança da primeira garrafa!

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Infelizmente não havia mais nada a fazer . O Bourgogne  estava  morto !   

Acredite ! Existe um vinho nacional acima de 500 reais.

Por , 17/04/2015 14:14

Com todo o preconceito que existe no Brasil contra o vinho nacional, não creio que seja uma boa política colocar a venda em nosso mercado, um vinho,  cujo preço é um verdadeiro acinte para os padrões da imensa maioria dos consumidores. 

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Não vou entrar no mérito se o vinho vale ou não vale este valor, pois esta é uma questão subjetiva. Muito menos vou fazer comparações de qualquer ordem,  apenas acredito que neste momento, em que produtores e instituições ligadas ao setor, tentam  de várias maneiras,  mudar a cultura dos brasileiros que hoje preferem consumir vinhos importados, por considerar que vinho nacional bom é caro, vender um vinho por mais de 500 reais,  é uma atitude que  vai totalmente contra as campanhas de mostrar ao consumidor que existe sim, vinho nacional de qualidade a preço baixo. 

A não ser que este produtor  esteja  pensando, apenas no seu próprio negócio, na sua própria empresa e no seu próprio vinho e  não está nem um pouco preocupado, com  o contexto.

Os que acompanham as minhas postagens, sabem que além de defensor dos vinhos nacionais, também sou um consumidor assíduo, bem como,  através deste meu blog e no meio social em que convivo,  procuro combater o forte preconceito  que existe contra o nosso vinho.

Nesta condição me sinto muito a vontade para expressar a minha  contrariedade, sobre este fato, que diga-se a bem da verdade não é o único(este  apenas superou  os demais),  cabe ressaltar que  existem muitos outros, cuja faixa de preço é  menor, mas ainda assim, caríssimos.

Esta prática  acaba sendo um forte argumento,  para a grande maioria dos consumidores que vivem alardeando que o vinho nacional de boa qualidade é muito caro.

Repito, não acho que seja uma boa política para o vinho brasileiro, mas enfim,  cada produtor tem todo o direito de colocar o preço que quiser no seu vinho, assim como o consumidor tem o direito de fazer o que quiser com o seu dinheiro, inclusive comprar este vinho.

Eu por exemplo, jamais farei essa loucura.

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