Rosso di Montalcino em taça e outras surpresas!

Por , 17/05/2014 23:07

São poucos os restaurantes em Porto Alegre que oferecem aos seus clientes, a opção de vinhos em taça e menos ainda, os que disponibilizam rótulos de boa qualidade para servir neste formato, mas dia destes ao almoçar no tradicional restaurante Copacabana,  fui surpreendido ao me deparar  com o excelente Rosso di Montalcino 2011 produzido pela Caprili, entre as opções da carta e mais surpreso fiquei, ao constatar que a  dose estabelecida, eram generosos 187,5 ml ( 1/4 da garrafa)  e o preço cobrado, seguia a mesma proporção(1/4 do valor total do vinho).   

Uma das minhas preocupações ao escolher um vinho servido em taça, é tentar descobrir  se a garrafa foi aberta naquele dia, ou então procurar saber que tipo de tecnologia utilizam, para não deixar alterar as caraterísticas do vinho depois de aberto, pois já passei pela experiência  desagradável de beber um Bourgogne  mal conservado, num dos mais conhecidos restaurantes da nossa Capital .

Fiquei  bem satisfeito ao saber que a garrafa do Rosso di Montalcino da Caprili, ainda estava lacrada e foi aberta na minha frente, para servir a minha taça. Também gostei quando o garçon  mostrou o moderno equipamento  adquirido pelo restaurante, cuja função principal é impedir o contato do vinho com o oxigênio, depois de aberta a garrafa,  conservando o vinho em boas condições por um tempo maior.

Mas as boas surpresas não pararam por ai,  ao fazer o pedido dos pratos, não acreditei quando o garçon  me convenceu a pedir apenas meia porção, ao invés de uma, como eu havia solicitado , pois os pratos eram bem fartos e certamente uma porção seria demais. E ele tinha razão, a meia porção se mostrou suficiente e ainda sobrou um pouco, que foi prontamente colocada numa embalagem para levar.

Como não compartilhar esta bela experiência com meus leitores ? Como não indicar este restaurante, depois deste exemplo magnifico de como encantar o cliente?

Em Porto Alegre existe uma excelente opção, para aqueles que desejarem fazer uma bela refeição típica italiana e beber uma taça de vinho de qualidade, conservado adequadamente , por um preço justo !    

 

 

O VINHO NACIONAL NÃO MERECIA ISSO

Por , 01/05/2014 17:22

 

A proposta deste blog, não é transcrever publicações de jornais ou revistas, mas diante da gravidade dos fatos, estou abrindo uma exceção, para divulgar uma notícia publicada pelo jornal Zero Hora de Porto Alegre-RS, agora a tarde.

Só espero que após as devidas comprovações, os responsáveis, ou  seria irresponsáveis? Sejam punidos, para o bem dos produtores sérios, consumidores e de todos os  que vivem do vinho.

Ministério da Agricultura encontra antibiótico em vinhos gaúchos

Secretaria estadual diz que Estado não possui equipamento para detectar substância

01/05/2014 | 15h12

O Ministério da Agricultura identificou a presença de antibióticos em vinhos de mesa produzidos no Rio Grande do Sul. As amostras foram coletadas no ano passado, em uma operação conjunta com a Secretaria da Agricultura (Seapa).

Os rumores vinham preocupando a secretaria há mais tempo, segundo o gerente da Defesa Vegetal, José Cândido Motta. Mas a pasta não possui condições técnicas de comprovar o uso de substâncias como, principalmente, a natamicina — um tipo de conservantes cuja utilização é permitida na fabricação de queijos e embutidos.

O processo de compra do equipamento para realizar este tipo de teste está em tramitação há mais de dois anos, através do Fundo para a Convergência Estrutural e Fortalecimento Institucional do Mercosul (Focem).

— Isto [o uso de antibióticos] não é novidade para nós. No momento em que estivermos aparelhados, teremos condições de coibir a prática — disse.

De acordo com Motta, uma nota técnica sobre o problema foi encaminhada ao Ministério Público no ano passado. O texto alertava sobre os efeitos da substância para a saúde humana. “No Brasil é permitido para conservação de determinados tipos de queijos e embutidos e alguns medicamentos humanos. A preocupação é seu uso continuado, que pode criar resistência e venha a perder seu efeito quando necessário.”

Conforme apuração da Rádio Gaúcha, 13 indústrias vinícolas são investigadas por adulteração no vinho. Os processos por fraude no vinho estão sendo concluídos pelo Ministério da Agricultura e serão encaminhamento ao Ministério Público.

Leia trechos da nota técnica da Secretaria da Agricultura:

“Os rumores, nos bastidores, de que se está usando conservantes/antibióticos de uso proibido em vinhos e espumantes, que contém açúcar residual, e em suco de uva, é grande [sic]. E não só no nacional, mas principalmente em vinhos chilenos e argentinos demi-sec e suaves.”

“Um dos poucos países que permitem a sua utilização [natamicina] é a África do Sul, mas para o seu mercado interno. A UE proíbe e recentemente a Alemanha rechaçou vários rótulos de vinhos argentinos e sul-africanos que continham esta substância antifúngica.”

“O que o setor reivindica e o serviço de fiscalização deseja é que se tenha esse equipamento no LAREN [Laboratório de Referência Enológica], para que todos os industriais sigam a mesma prescrição, tanto para a produção nacional como dos importados, o que garantirá a concorrência sadia e a preservação da saúde do consumidor.”

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