Comprar vinhos nos free shop é confiável?

Por , 25/07/2014 08:02

Conversando com alguns amigos que moram fora do RS, descobri um tanto surpreso que  eles não compram vinhos nas lojas dos free shop que fazem fronteira  com o Brasil, pois acreditam que são todos “made in China”.

O risco da falsificação sempre vai existir, não somente nos free shop, mas em quase todos os lugares do mundo, basta lembrar  do recente escândalo  dos Brunellos descoberto na Itália, mas isso não impediu que continuássemos comprando brunellos pelo mundo afora.

O que se sabe, é que fazer compras nas Zonas Livre do Paraguay realmente não é muito confiável, pois lá existe  uma cultura de produtos falsificados, porém nas lojas do Uruguay, nunca  ouvimos falar, principalmente no caso dos vinhos, mas pelo visto os meus amigos acham que são todos iguais. 

O que eu posso dizer aos meus leitores, é que há muitos anos  eu compro vinhos nos free shop das cidades uruguaias de Rivera, Rio Branco, Chuy e Aceguá, e nunca notei nenhuma diferença dos vinhos, comprados nas lojas do Brasil e de alguns países que visitei, além do mais conheço gente com muita experiência e até mesmo profissionais do ramo que não abrem mão de viajar até a fronteira, para abastecer as suas adegas. Creio que se houvesse alguma desconfiança não viajariam 500 km, para comprar vinhos de procedência duvidosa.

O que pode acontecer nas pequenas lojas é a falta de um local apropriado para guardar os vinhos, mas isso dificilmente vai acontecer nas lojas maiores, tipo a Siñeriz de Rivera e outras que possuem  excelentes estruturas, para o armazenamento e comercialização de grande variedade de vinhos, das principais regiões vinícolas do mundo.

Outra situação que já vi acontecer é  abrir alguma garrafa para beber e o vinho estar estragado, mas isso também acontece eventualmente com os vinhos que trazemos da Europa e até mesmo comprada no Brasil. Recentemente um amigo me relatou, sobre um episódio semelhante com uma garrafa de Vega Sicília que trouxe da Espanha.

Não vejo motivos para se ter medo de comprar vinhos nos free shop das cidades uruguaias que fazem fronteira com o Brasil,  apenas sugiro que tenham o cuidado de procurar lojas conceituadas, com estrutura apropriada para esta finalidade.

Da minha parte , sempre que possível seguirei comprando vinhos nestes lugares, pois é a única alternativa que existe, de beber os grandes vinhos do mundo, pagando um terço do preço que é vendido aqui no Brasil. 

Atenção consumidores de vinhos, Cuidado! Não é bem assim como está sendo divulgado

Por , 19/07/2014 12:42

A propósito de uma recente publicação, sobre o ranking dos 100 melhores vinhos do mundo, da Associação Mundial de Escritores e Jornalistas sobre Vinhos e Destilados,  é preciso esclarecer que nesta lista, estão apenas os  que participaram e receberam premiações, nos mais de 70 concursos realizados em várias partes do mundo, muitos até podem ser ótimos vinhos,  mas isso não quer dizer que sejam os melhores do mundo.

É preciso informar ao grande público, com a mesma ênfase e formato que a  maioria dos produtores em todo o mundo, inclusive  brasileiros, (eu conheço muitos) não participam de nenhum tipo de concurso,  por  entender que estes eventos são puramente promocionais. Entendo que a bem da verdade, é preciso alertar o consumidor, sobre como funciona este tipo de ranking, para que na hora em que ele for escolher um vinho, não  venha a ser induzido a comprar  um produto iludido por publicações não muito claras .

Eu sou um entusiasta do vinho nacional e como consumidor assíduo, sei que o Brasil está produzindo, uma grande diversidade de vinhos de ótima qualidade e a cada dia surge um novo produto na mesma linha. O vinho nacional já assumiu um espaço razoável neste universo vínico e não tenho dúvidas que este espaço será cada vez maior com o passar do tempo.

 Por tudo isso é que tenho  sérias dúvidas sobre este tipo de lista, assim como também, não compro vinhos apenas porque é bem pontuado pelos experts, pois sei que existem muitos interesses comerciais por trás destas avaliações. Alguns já entendem que  estas divulgações são ótimas para promover e consolidar o vinho nacional em todo o mundo, eu porém acredito que pode ser um tiro no pé. Fico imaginado que pessoas menos esclarecidas ao provarem os nossos vinhos da lista dos considerados melhores do mundo, possam deduzir que todos os demais  são inferiores, pois nem ao menos aparecem  no tal ranking, quando sabemos  que isso não é verdade. Também imagino ainda, algum turista  em visita ao Brasil, bebendo um destes vinhos nacionais ranqueados, acabar levando para o seu país de origem uma  impressão distorcida dos nossos vinhos. 

Não quero com isso demonstrar que sou o dono da verdade, cada um tem as suas convicções, as suas opiniões e eu respeito todas, apenas não poderia deixar de registrar as minhas, além de alertar e esclarecer aos meus leitores, sobre como funcionam estas publicações! 

Vega Sicília “Unico”, Oremus Tokaji Eszencia e o strogonoff do Maxim’s-Uma noite para ficar na história

Por , 11/07/2014 20:21

Na noite da última quarta-feira, eu tive a sorte e o privilégio de  degustar dois dos maiores vinhos já produzidos em todo o mundo, considerados ícones da enologia deste planeta.

Este verdadeiro sonho de consumo de qualquer enófilo que se preze,  materializou-se durante um jantar exclusivo, oferecido por um dos amigos que  o mundo dos vinhos me apresentou . 

O primeiro grande vinho da noite, dispensa apresentações, qualquer comentário que eu fizer sobre o Vega Sicília  “Unico” safra 2000, não conseguirá traduzir toda a  sua grandeza e o quanto ele contribuiu para  o encanto da magnífica confraternização, mas o que eu posso falar sem medo de errar, é que foi um dos melhores tintos que eu já degustei em todos os tempos.

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 Após o show de abertura do Vega Sicília, ao longo da noite foram servidos mais três belos vinhos (um Sul africano e dois nacionais), para acompanhar o excepcional strogonoff  de cordeiro, receita do restaurante Maxim’s de Paris, e os assuntos que se tornavam mais animados a medida em que  passavam as horas.

O  encerramento da noite,  foi digno de   um daqueles finais de espetáculo, em que a platéia  aplaude de pé, faz reverência e fica pedindo bis ao grande artista que se retira do palco. Foi exatamente isto que deu vontade de fazer quando acabamos de degustar o último vinho da noite, o excepcional Oremus Tokaji Eszencia 2000, também conhecido, como o vinho dos reis, ou o rei dos vinhos!

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Só quem conhece  e  já provou deste vinho vai entender o que eu estou falando!  O mínimo que eu posso dizer, é que é de se beber rezando !

Esta noite foi com certeza,  um dos grande momentos que vivenciei por conta da magia que só o mundo dos vinhos  é capaz de nos proporcionar. Entrou com honras, para a galeria das minhas melhores emoções !

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