O Bourgogne estava morto!

Nosso almoço deste primeiro domingo de junho, transcorria dentro da mais absoluta normalidade, com muita alegria e descontração como sempre. Em nossas taças, brilhava intensamente e exalava seus aromas tradicionais, um belo Bourgogne Pinot Noir safra 2011, produzido pela Ropiteau Frères, Cour Des Hospices, Meursault (Côte D’Or)  que eu havia comprado há poucos dias, pela internet!

O vinho agradou  em cheio, tanto pela qualidade, quanto pelo preço (abaixo do praticado no mercado), sendo muito elogiado por todos.

abour1

Lá pelas tantas, com o almoço já chegando ao seu final,  constatamos que o nosso o Borgonha havia acabado e deixado um forte  gostinho de quero mais. Lembrei que havia outro igual (inclusive da mesma safra)guardado em minha adega e decidi  prolongar aquele momento prazeroso. Para a alegria de todos, abri  a outra garrafa !

Porém  o que ninguém imaginava, era o que estava para acontecer, com a segunda garrafa daquele vinho que encantou a todos !

Desconfiamos quando visualizamos na taça aquela cor mais escura, com tons puxando para o marron, bem diferente do vermelho rubi  vivo da primeira garrafa,  nos primeiros aromas que sentimos, nos perguntamos: onde estão os morangos, as cerejas frescas e as especiarias que haviam em profusão no primeiro vinho? Em seu lugar, havia um  cheiro forte e adocicado de vinho do Porto Tawny. Quando bebemos o primeiro gole, passamos da desconfiança ,para a certeza, o  sabor era bem desagradável, lembrava um vinho aberto há  muitos dias e a acidez havia sumido. O vinho estava oxidado e sem condições de ser bebido.

No início  ficamos olhando um para outro,  meio que sem acreditar que aquilo estivesse acontecendo,  principalmente por se tratar de um vinho, com apenas 4 anos de idade  e por ter dado um show na garrafa anterior,  demonstrando que ainda poderia durar muitos anos. 

Refeitos do susto, não nos restou alternativa, senão encarar a realidade e ficar com boa lembrança da primeira garrafa!

abour5

Infelizmente não havia mais nada a fazer . O Bourgogne  estava  morto !   

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *