Vinícola Gaúcha Recebe Medalha de Ouro… em 1923 !

Olá amigos !

Acredito que poucas pessoas tenham conhecimento que há mais de 100 anos, já existia uma vinícola na região da Campanha Gaúcha.

Pois saibam que em 1888 o  imigrante espanhol José Marimon, adquiriu terras, implantou vinhedos e construiu a primeira vinícola gaúcha e brasileira que se tem notícias, cuja Razão Social denominava-se, J.Marimon & Filhos, localizada na Vila de Seival, no município de Bagé, onde manteve suas atividades por quase 80 anos.

IMG_2520

photo1 (4)

photo4 (7)

Como sou daquele região, eu  já conhecia um pouco a história da vinícola Marimon,  mas o que eu não sabia, é que há 94 anos atrás, a J.Marimon & Filhos, recebeu uma medalha de ouro pela qualidade dos seus vinhos,  como mostra de forma inequívoca, este artigo  de fevereiro de 1923,  do extinto jornal Correio do Sul de Bagé. 

abcjmarimon

Por essas coincidências da vida, quis o destino que no início dos anos 2000, a propriedade da  antiga J.Marimon,   fosse adquirida, por uma das principais vinícolas brasileiras da atualidade, que naquelas mesmas terras, está produzindo belos vinhos, inclusive alguns  que já receberam diversas medalhas de ouro.

amiolo

J.Marimon & Filhos e Miolo Group, duas vinícolas pioneiras em diferentes momentos da vitivinicultura brasileira, ligadas por uma história de quase 130 anos !

4 comments for “Vinícola Gaúcha Recebe Medalha de Ouro… em 1923 !

  1. Sandro Luis Marques Ferreira
    24/05/2019 at 11:01

    Conheço as ruínas da vinícola , e o neto do fundador Marco Marimon . Na campanha Gaucha é onde se produz as melhores uvas para vinhos finos

  2. 24/05/2019 at 13:55

    Olá Sandro!

    Minha esposa quando era criança, morou em Seival e também conheceu alguns membros da família Marimon e a história da vinícola. Eu mesmo fui várias vezes jogar futebol naquela localidade. Já voltei algumas vezes à região, mas não conheci as ruínas da vinícola, mas conheço a sua história. Pena que não foi preservada.

    Grande abraço

    Paulo Umpierre

  3. Beatriz Marimon
    16/09/2019 at 09:42

    Bom dia! Encontrei este post, por indicação da minha irmã Amélia!
    Somos bisnetos do José Marimon e eu, Beatriz Marimon, nasci em Bagé, em 1952, mas me criei nesse lugar. A foto que aparece é exatamente como era o ambiente durante minha infância, com muita atividade de colheita e produção de vinhos, visitantes e atividade comercial. É uma pena que os compradores daquelas terras não tenham sabido apreciar a história que continha e preservar algo. Talvez hoje já é tarde para resgatar as lembranças físicas, mas pesquisadores e amantes de vinhos, como vc, contribuem para não deixar morrer completamente esta iniciativa pioneira dos Marimon no campo dos vinhos!

  4. 16/09/2019 at 10:59

    Bom dia Beatriz!
    Sou bageense de coração, nasci em Rio Grande, mas aos 5 anos de idade fui morar em Bagé, minhas raízes estão na Rainha da Fronteira, onde ainda tenho amigos e familiares. Atualmente moro em Porto Alegre, mas pelo menos uma vez ao ano, vou à Bagé beber na fonte da minha juventude.
    Sou um apaixonado pelo mundo do vinho, há quase 10 anos criei este blog para falar sobre o assunto. Fiquei muito feliz ao me deparar com a história da vinícola Marimon e foi muito prazeroso, poder relatar aos meus leitores que o vinho brasileiro não nasceu ontem. Concordo com você sobre a falta de valorização do legado da Marimon, com certeza muitas ações poderiam ter sido feitas, para manter vivo este verdadeiro patrimônio da vitivinicultura brasileira, mas posso lhe assegurar que a Miolo, atual proprietária das terras que pertenceram a Marimon, está tomando iniciativas para resgatar esta história. Um exemplo disso aconteceu em maio deste ano, quando levei um grupo de enófilos de vários estados brasileiros, para visitar a propriedade, a funcionária que recepcionou o grupo, fez um relato sobre, os 80 anos da J.Marimon e filhos.
    Mas com certeza, diante da importância da J.Marimon, para a história do vinho brasileiro, creio que é preciso fazer muito mais, para a sua divulgação, principalmente neste momento, em que a região da Campanha, se transformou num polo de produção de vinhos e caminha para solidificar o enoturismo.
    Agradeço pelo seu comentário, quem sabe um dia possamos nos encontrar, para conversar mais sobre esta linda história do seu Bisavô !
    Cordiais saudações
    Paulo Umpierre

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *