Um personagem do vinho artesanal brasileiro

No último dia 03  de junho, durante um intervalo das atividades do projeto Winemaker  da Miolo,  no Vale dos Vinhedos, acabei participando de um  bate papo/degustação, com  Vilmar Bettú, um dos primeiros e mais conhecidos vinhateiros de garagem  do Brasil.

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Bettú, é um engenheiro mecânico e professor estadual aposentado,aprendeu a fazer vinhos ainda criança, ajudando seu pai, desde então sempre alimentou o sonho de um dia fazer o seu próprio vinho.

Muito conhecido nas rodas de enófilos, Bettú tem um estílo único de produzir vinhos, a começar pelos rótulos feito a mão, alguns o chamam de louco, por outros é chamado de mago e tem também quem o chame de alquimista, tem lá as suas excentricidades, mas é uma pessoa simples, autêntica e muito bem humorada, como a grande maioria dos descendentes de imigrantes italianos.

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Mas quem estiver pensando que o universo de Bettú é limitado apenas à Serra Gaúcha, “pode tirar o cavalo da chuva”, nosso vinhateiro já viajou pelas principais regiões viníferas do mundo, agora mesmo já está com viagem marcada para a Europa.  

Para elaborar seus vinhos, Bettú compra uvas de terceiros, em várias regiões do estado, produz uma grande variedade de rótulos, mas sempre em pequenos lotes, faz varietais e assemblages, brancos, tintos e até mesmo um suave com uva isabel, também produz um espumante, mas este ele diz que não vende, “é só para consumo da família”.

Aos interessados(grupos,confrarias, etc…) em fazer o seu próprio vinho, Bettú ensina todo o processo de elaboração na prática, na sua cantina em Garibaldi, basta combinar qual o tipo de vinho a(s) pessoa(s) deseja elaborar e definir a quantidade de garrafas, no mínimo duzentas e no máximo quinhentas, a um preço médio em torno de 70 reais.

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Na última quarta-feira, Bettú foi um dos entrevistados no programa “Um Brinde ao Vinho” na GloboSat, onde ele conta a sua trajetória no mundo do vinho.

Degustamos cinco vinhos feitos por este engenheiro/professor/vinhateiro , mas o melhor do encontro quase casual, foi poder conversar  e ouvir as histórias deste verdadeiro personagem do vinho artesanal brasileiro!

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