CONTRABANDO É CRIME E QUEM COMPRA É CÚMPLICE

Na última quarta-feira, dia 29, a Polícia Federal divulgou a apreensão de mil caixas de vinhos,aproximadamente, em estabelecimentos comerciais e residenciais nos municípios de Santa Rosa e Porto Mauá no Rio Grande do Sul, por não possuir comprovação regular de sua importação.

A operação Baco que teve início em abril deste ano, já identificou o ingresso de vinhos e espumantes contrabandeados, principalmente pela fronteira do Brasil com a Argentina.

Todos sabem que contrabando é crime, mas este crime só existe, porque existe o comprador. Quem compra qualquer produto, oriundo desta prática ilegal, não paga os impostos que teoricamente serviria para investimentos em saúde, educação e segurança, além disso, contribui para o aumento do desemprego, pois os empresários legalizados que pagam altos tributos, para desenvolver as suas atividades, muitas vezes acabam reduzindo ou até mesmo fechando os seus negócios, diante da total impossibilidade de concorrer com os preços deste comércio ilícito.  

Certa vez numa roda de enófilos, um “cidadão” culto de classe média alta, se vangloriava de ter um “contrabandista de confiança” que entregava na porta de sua casa, os rótulos mais famosos do mundo, ignorando ou pouco se importando que estava sendo cúmplice de um crime.

Assim como este exemplo que citei, há um grande contingente de pessoas que compram vinhos contrabandeados, para servir aos ilustres convidados de suas festas e comemorações.

Muitos destes “respeitáveis cidadãos”, reclamam da corrupção desenfreada, em seus discursos inflamados, pedem dura punição para os corruptos. Depois, investidos na condição de donos da moral e dos bons costumes, em paz com as suas consciências, brindam com suas lindas famílias, com Champagnes, comprados do “amigo” contrabandista.

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