Restaurante 2 Estrelas Michelin, Inclui Vinho Brasileiro na Carta

Não sei qual foi o critério, nem o que motivou o restaurante Britânico Sat Bains, detentor de 2 estrelas do Guia Michelin, à incluir um vinho brasileiro em sua carta, o que eu sei é que eles não correriam o risco de oferecer ao seu público seleto, qualquer produto que não seja de ótima qualidade.

Enquanto isso aqui no Brasil, ainda são poucos os restaurantes que possuem vinhos nacionais em suas cartas.

Um amigo português que está passando uma temporada em Porto Alegre, ficou espantando ao ver que não havia vinhos brasileiros na carta de um restaurante onde foi jantar.

Em plena Capital do estado que concentra quase 90%  da produção de vinhos do país, é realmente de causar espanto para quem não conhece a nossa realidade.

Infelizmente a questão cultural e a concorrência criminosa do grande volume de contrabando, estão na origem desta preferência por vinhos importados. 

Tenho certeza que assim como o Miolo Reserva Chardonnay que foi incluido na carta do Sat Bains, outros vinhos nacionais, tem qualidade suficiente para estar presente nas cartas de restaurantes em todo o mundo, inclusive no Brasil.

 

 
 

50 ESPUMANTES BRASILEIROS ABAIXO DE 50 REAIS

Com a proximidade das festas de final de ano, o ideal é não deixar para comprar seus espumantes, na última hora, pois neste período a demanda é grande e os produtos com preços mais em conta, acabam ficando mais difíceis de encontrar.  

Visando facilitar a sua escolha, resolvi publicar esta relação com 50 espumantes brasileiros de vários tipos, para os mais diversos gostos e paladares, porém todos, com preços inferiores a 50 reais.

 

Os espumantes desta relação, encontram-se à venda na loja Vinhos e Sabores de Porto Alegre – http://www.vinhosesabores.com.br- com entrega em todo o Brasil.

E se você pretende pagar com boleto ou crédito em conta, ainda ganhará um desconto de 5% sobre o valor da compra.

Para isso basta informar qual das duas opções você deseja utilizar, através do e-mail: atendimento@vinhosesabores.com.br – citando o Blog Vinhos do Umpierre.

A Epamig e o Sucesso dos Vinhos da Região Sudeste

Começa a surgir no Sudeste do Brasil mais um pólo vitivinícola, impulsionado pela descoberta da  uma tecnologia que está revolucionando a produção de vinhos finos naquela região.

Depois de ler e ouvir vários comentários elogiosos a respeito de alguns vinhos produzidos no interior de São Paulo e no Sul de Minas, resolvi fazer a prova e o resultado confirmou tudo o que estão falando,  fiquei surpreso e impressionado com a ótima qualidade dos produtos.

A curiosidade e a vontade de conhecer esta inovação, me levaram até a Estação Experimental de Viticultura e Enologia – Epamig, no município de Caldas-MG,onde tudo começou.

Numa tarde de sexta-feira, deste mês de novembro,fomos recebidos pela enóloga Isabela Peregrino, após as apresentações de praxe, Isabela fez um breve relato sobre a história da Epamig, fundada há 81 anos, com o objetivo de apoiar os produtores de uvas e vinhos da região. Inaugurada em 1936, pelo então Presidente da Republica Getúlio Vargas, pertenceu ao Governo Federal até 1973, quando foi assumida pelo Governo do Estado de Minas Gerais.

A seguir, Isabela explanou sobre os diversos trabalhos e pesquisas desenvolvidas pela Epamig, onde se destacam a elaboração de vinhos e a produção de mudas de videiras.

Depois fomos conhecer os vinhedos experimentais, onde estão sendo desenvolvidas várias pesquisas, com diversos tipos de castas.

Também conhecemos a estrutura da cantina, onde são elaborados os vinhos experimentais e para alguns pequenos produtores da região.

Na sequência, Isabela explicou detalhadamente, a utilização da técnica de dupla poda e a colheita de inverno, responsável pela grande transformação na produção de vinhos finos de toda a região Sudeste do Brasil.

Este sistema que já é utilizado em alguns países, consiste na inversão do ciclo produtivo da videira, alterando para o inverno o período da colheita das uvas, quando o clima naquela região é seco e de grande amplitude térmica, propiciando ótimas condições para obtenção de uvas mais maduras e sadias. 

Quem descobriu a viabilidade desta técnica, foi Murilo Albuquerque Regina, pesquisador da Epamig há 30 anos, após anos de estudos e testes.

No ano de 2007 a vinícola Estrada Real,do município mineiro de Três Corações, onde Murilo é um dos sócios, implantou os primeiros vinhedos e iniciou a produção de algumas castas.

O vinho pioneiro resultante da utilização do novo processo, foi o Primeira Estrada Syrah safra 2010, com passagem de 12 meses por barricas de carvalho, 70% francesas e 30% americanas.

Ao final da visita, degustamos um espumante Nature 100% Chardonnay,da vinícola Carvalho Branco, com 2 anos de autólise que está na sua fase final de produção, um Sauvignon Blanc da casa Verrone que já está pronto, um Syrah cuja colheita e vinificação ocorreu no último mês de agosto, a caminho das barricas de carvalho, onde ficará por 11 meses e o Primeira Estrada Syrah 2010 que aos 7 anos mostra o seu grande potencial de guarda!

Por tudo que testemunhei lá na sede da Estação Experimental de Viticultura e Enologia e pelo sucesso que alguns vinhos daquela região, já estão fazendo, junto a críticos e enófilos, não tenho dúvidas que a região Sudeste, está entrando para o mapa do vinho brasileiro de qualidade!

 

A MAIS NOVA REVELAÇÃO DO VINHO NACIONAL

O relógio marcava 14 horas e 10 minutos, de sábado 18/11, quando chegamos em frente aos portões da Vinícola Guaspari, a mais nova sensação do vinho nacional , que está conquistando corações e mentes dos enófilos brasileiros.

A Guaspari é a primeira e única vinícola do município de Espírito Santo do Pinhal, localizada na divisa com o estado de Minas Gerais, a 200 km da Capital Paulista.

A tão aguardada visita, agendada com mais de 30 dias de antecedência, estava começando.

Fomos recebidos pelo enólogo João Felipe, que começou contando sobre a história da vinícola, fundada pela família Guaspari, de origem italiana, ligada a empreendimentos rurais .

Tudo começou em 2001, quando a família compra duas fazendas cafeeiras na região da Serra da Mantiqueira paulista e identifica condições ideais à viticultura.

As primeiras videiras foram plantadas em 2006, ocupando uma área de 6 hectares. Eram mudas de diversas variedades francesas, escolhidas em conformidade com as características do terroir da região.

Um das decisões mais importantes, foi a implantação do sistema de dupla poda e colheita de inverno, que havia sido descoberto recentemente pelo pesquisador Murilo Regina da Epamig de Caldas, onde os primeiros vinhos da Guaspari foram elaborados. A partir de 2008, construiu a sua própria vinícola.

Na sequência, fomos conhecer uma das várias parcelas de vinhedos que receberam denominações, inspiradas na vista de cada local.

Assim surgiram o Vista da Serra, Vista do Chá,Vista D’Agua,Vista das Pedras,Vista do Vale, Vista do Bosque,Vista da Mata, Vista do Lago, Vista da Vinícola, Vista do Barão, Vista do Café e Vista de Pinhal, em cada uma destas parcelas são cultivadas uma ou mais variedades de uvas.

Na continuação, entramos no interior da vinícola, onde nos deparamos, com instalações e equipamentos importados de países europeus, distribuídos por vários espaços do prédio.

As barricas de carvalho são importadas da França, compradas de 3 dos mais renomados produtores daquele país.

Também importaram da Borgonha 2 ovos de cimento para dar um toque mineral aos vinhos brancos.

Na última etapa da visita, fomos conduzidos à sala de degustação, onde primeiramente assistimos a um vídeo institucional e depois degustamos 4 belos vinhos( 2 brancos, 1 rose e 1 tinto) que comentarei oportunamente.

Três horas depois a visita havia chegado ao seu final.

O lugar é lindo, de uma paisagem exuberante, cercado de vinhedos, vales, lagos e montanhas, o programa de enoturismo, inaugurado recentemente, foi planejado minuciosamente, para encantar os visitantes.

A vinícola conta hoje com 170 funcionários, a grande maioria são moradores do próprio município, alguns são oriundos de outras regiões do Brasil e outros vieram de importantes centros vitivinícolas, como Chile, Portugal e EUA.

Os 6 hectares de vinhedos do início, em apenas 11 anos, se transformaram em 40 hectares e mais 10 à implantar.

Tudo na Guaspari é pensado e realizado com muita qualidade e a sua administração é digna de grandes empresas.

Não é por acaso que em tão pouco tempo, conseguiu a proeza de colocar a região no mapa do vinho nacional de qualidade.

Por tudo que eu vi, ouvi  e degustei, a vinícola Guaspari, chega para ser uma das protagonistas no cenário do vinho brasileiro de qualidade.

CARREIRA SOLO

Depois de mais de 13 anos como Enólogo-chefe da Villa Francioni de São Joaquim na serra catarinense(desde o início das atividades da vinícola), Orgalindo Bettú, vai seguir carreira solo,mas continuará dando consultoria à distância.

Para realizar seu projeto, Bettú está construindo uma vinícola na Serra Gaúcha, onde irá elaborar vinhos diferenciados, de Alta Gama e baixa produção, algo em torno de 3.000 garrafas/ano, utilizando uvas próprias de um pequeno vinhedo que adquiriu há pouco mais de 10 anos.

A previsão para lançamento dos primeiros vinhos, ainda não tem data definida, mas estima-se algo em torno de seis meses a um ano.

Os vinhos serão vendido somente na vinícola, que contará com uma sala de degustação, para que os apreciadores conheçam o produto antes de comprar.

Orgalindo não pretende investir em nenhum tipo de publicidade,para divulgar seus vinhos, pois será uma produção muito pequena e acredita que o boca a boca,será suficiente.

Não tenho dúvidas que estes vinhos farão grande sucesso entre os conhecedores.