Vinho Branco Português de Qualidade a 30 Reais !

avelho

Encontrar um vinho português de boa qualidade, produzido por uma vinícola renomada, por apenas 30 reais, é uma bênção para quem não abre mão de beber um bom vinho, sem comprometer o seu orçamento, principalmente em meio a toda esta turbulência econômica, onde o dólar subindo de forma descontrolada, vai acabar refletindo nos preços dos vinhos importados a curtíssimo prazo.

Portanto se você gosta de um vinho branco, para beber  num inicio de noite, sem nenhuma outra expectativa que não seja relaxar do estresse do dia a dia e de outras tantas coisas desagradáveis que estão acontecendo no Brasil nos últimos meses, eu me arrisco a lhe indicar  o Monte Velho Branco 2013, um belo custo/benefício, produzido pela Herdade do Esporão, uma das vinícolas mais conceituadas do Alentejo e de Portugal que por enquanto está custando  30 reais, preço que paguei por ele hoje na Banca 38 do Mercado Público de Porto Alegre, onde comprei 2 garrafas. 

Domaine Des Roches Neuves- A Potência, a Elegância e a Pureza da Cabernet Franc do Loire

photo1 (9)

Um dos melhores e mais equilibrados varietais de Cabernet Franc que eu já tomei até hoje, chama-se  Domaine Des Roches Neuves 2012, proveniente de vinhedos cultivados na  AOC Saumur Champigny, uma soberba região vitícola do Loire, onde uma combinação especial de argila, calcário, sílex e solos aluviais, ajudam na produção de vinhos, com potência e elegância ao mesmo tempo, suas videiras produzem Cabernet Franc com grande pureza, podendo envelhecer por décadas.

De coloração rubi profundo, com nuances granada, o vinho encanta pela intensidade e complexidade dos seus aromas, onde predominam as frutas vermelhas maduras e toques de chocolate, na boca confirma o que o nariz prometeu, possui a elegância dos grandes vinhos,  corpo médio, macio e saboroso, acidez viva, extremamente equilibrado e um final de longa duração. Uma das caraterísticas que mais me impressionou neste Cabernet Franc, foi o seu poder de evolução na taça,  pouco a pouco vai  se  revelando e mostrando todas as suas qualidades. A graduação alcóolica é de civilizados 12.5% .

O produtor Thierry Garmain, é de uma tradicional família de vinhateiros de Bordeuax que mudou-se para o Loire em 1991, atraído pelo equilíbrio do  terroir, considerado um dos melhores da França, para o cultivo das castas  Cabernet Franc, Chenin Blanc e Sauvignon Blanc.  De acordo com alguns críticos franceses, Germain é um dos viticultores de elite e todos os seus vinhos são de excelente qualidade, mas não são fáceis de encontrar, pois a demanda por eles é muito grande.

champigny

Totalmente biodinâmicos desde a safra  2005, seus 28 hectares de vinhedos são trabalhados de uma forma natural, com o objetivo de manter a videira e o solo de forma mais saudável , possui um terreno , onde prepara o seu próprio adubo, esmaga suas uvas a pé e evita o uso de enxofre até onde é possível, além disso incorpora em sua agricultura, filosofias do zodíaco, para entender a posição do homem e da vinha no cosmos.  A colheita é manual e a seleção de uvas é feita num nível mais maduro, a vinificação é  realizada em pequenos lotes e o engarrafamento é sem colagem e nem filtragem. 

Alguém já disse e eu concordo plenamente que uma das maneiras de saber que estamos diante de um bom vinho, é  quando ele acaba e a vontade de continuar bebendo permanece. Pois foi exatamente isso que aconteceu quando bebemos  o Domaines Des Roches Neuves 2012, há alguns dias atrás. 

Pouco conhecido aqui no Brasil e difícil de encontrar, este  Cabernet Franc do Loire , superou as minhas expectativas em todos os quesitos, inclusive no preço de 80 reais que paguei por ele, na Loja Vinhos do Mundo em Porto Alegre. 

Leitor francês comenta sobre o preconceito contra os vinhos roses

photo1 (10)

No dia 01 de março, recebi  o comentário de um leitor francês, a respeito de um post que escrevi no dia 20 de fevereiro último, cujo título se chamava: Chateau De Pourcieux- Um Rose Para Derrubar Preconceitos- se por um lado fiquei muito honrado, ao saber que estou sendo lido no país  que é berço do vinho no mundo,  por outro, fiquei surpreso, pois tudo indica que não devo ter sido bem interpretado, talvez pela diferença na tradução do nosso idioma, ou até mesmo por uma possível falta de talento da minha parte, para traduzir o meu pensamento, a verdade é que o meu ilustre leitor francês, ataca, com uma certa razão, mas com algum exagero,  o preconceito aos vinhos roses, conforme vocês poderão ler abaixo:

” Olá, com todo o respeito que eu tenho  para você, o assunto é justamente que você é vítima do preconceito que rosé não é vinho! E o pior para mim é que você está induzindo uma influença muito nefasta sobre seus leitores. A onde se enfrenta com o poder critivável dos bloggers especializados que impõe uma visão puramente pessoal do seu próprio mundo do vinho.”

Assim como este comentário do leitor, a minha resposta está publicada no espaço do blog, destinado à esta finalidade, porém além disso, também decidi escrever um post sobre este assunto, não apenas para fazer uma mea culpa, mas também para ajudar a combater este preconceito que existe não só no Brasil, mas em várias partes do mundo.

Acho que vale a pena a reflexão,  pois até podemos  não gostar de um determinado tipo de vinho, mas não podemos deixar de beber, apenas por preconceito!  

 

Chateau De Pourcieux-Um Rose Para Derrubar Preconceitos

Nestes quase 20 anos habitando o planeta vinho, devo ter comprado no máximo, umas duas ou três garrafas de vinhos rose, os demais bebi em  eventos e apesar de ter gostado de alguns, nenhum despertou o meu entusiasmo.

Não sei ao certo os  motivos pelos quais nunca me interessei pelos roses, mas desconfio que o principal seja  preconceito. 

Ocorre que na última sexta-feira 13, eu fui surpreendido por um rose simplesmente maravilhoso.  Beber o Chateau De Pourceiux 2013, um legítimo Provence,  foi muito prazeroso e vai fazer eu explorar com mais frequência o universo dos roses.  

 

rose

Tudo é bom  neste rose, sua bela coloração salmão já seduz ao primeiro olhar, o aroma é um festival de frutas vermelhas, um mix de framboesa, cerejas e morangos, além de um agradável toque floral,  quando o palato entra em contato com o vinho é um show de sensações, desde sabor, frescor,  acidez, até o  final persistente. 

Produzido a partir de um corte de 3 uvas, Cinsault, Syrah e Grenache, não foi por mero acaso que venceu o Top Ten da Expovinis por 5 anos (2007, 2008, 2010,2011 e 2012). Pode ser tomado como aperitivo ou serve também, para acompanhar saladas,  frutos do mar, peixes, frangos grelhados e outros alimentos leves. Seu teor alcóolico é de 13.5% .

Abrir uma garrafa deste Chateau De Pourcieux, para tomar num final de tarde ou inicio de uma noite de verão, após um dia de trabalho cansativo e estressante, é  garantia de  total relaxamento e momentos de muito prazer .

 

Os meus critérios na hora de comprar vinho

Este post pré-carnavalesco é para falar sobre uma das minhas atividades mais prazerosas da atualidade que é comprar vinhos. Faço isso sempre que possível e que o bolso permite.

Depois de tantos anos frequentando inúmeras lojas especializadas, acabei criando instintivamente,  alguns  critérios  que  costumo utilizar, na hora de adquirir uma, ou mais garrafas desta bebida fantástica.

No começo, devido ao pouco conhecimento, fui muito influenciado por diversos fatores externos(vendedores, crítica, mercado, mídia, amigos, etc…) e acabei desenvolvendo uma preferência, por vinhos mais encorpados, com alto teor alcóolico e carvalho acentuado.

Tomei muito vinho(e gostava) australiano, sul-africano, argentino e chileno acima de 15% e não esqueço nunca de um nacional , com inacreditáveis 16.3%. 

Com o passar do tempo o meu paladar foi  mudando e hoje  raramente eu bebo vinhos, com teor alcóolico acima de 14.5%, exceto em ocasiões especiais. Hoje o meu vinho ideal , tem que ter entre 12.5% a 13.5% e corpo médio, onde a fruta e o carvalho estejam bem integrados, em perfeita harmonia com a acidez .

Não é segredo que os meus preferidos são os tintos com potencial de guarda, mas também bebo  tintos jovens, assim como, não deixo de beber brancos e espumantes, principalmente no verão.

Vinhos brancos eu tenho comprado os mais leves, sem passagem por carvalho, pois são mais frutados e refrescantes. Além disso, não é muito fácil encontrar um bom branco envelhecido, a preço acessível. 

Já os espumantes eu prefiro os Brut, Extra-Brut e Nature , com mais estrutura, principalmente os nacionais que são de excelente qualidade.

Também desenvolvi o hábito de  não comprar  o mesmo vinho com frequência, estou sempre procurando por vinhos que eu nunca tomei antes, pois descobri que é uma boa estratégia, para ampliar os meus conhecimentos.

Gosto muito de comprar vinhos de pequenos produtores, que elaboram vinhos diferenciados de estilo único e produção limitada.

 E finalmente, outro quesito de grande relevância que  considero fundamental na hora de comprar um vinho, é o seu custo benefício, dificilmente eu compro um vinho acima de 100 reais , mas isto não  tem sido empecilho, para beber vinhos maravilhosos.