VINÍCOLA BRASILEIRA ACEITA PAGAMENTO EM BITCOIN

Buscando inovar em todos os âmbitos, vinícola gaúcha especializada em vinhos de alta qualidade, divulgou recentemente que está aceitando pagamentos em Bitcoin, para tanto já está cadastrada no Blockchain, o “livro-chave” onde constam e ocorrem todas as negociações com a criptomoeda, sempre autenticadas três vezes por mineradores para certificar  a veracidade da operação. O procedimento é muito seguro e confiável, representando inclusive, maior segurança tanto para os clientes, como para a própria vinícola.

Para os que ainda não conhecem do que se trata, Bitcoin é uma criptomoeda descentralizada, uma forma de dinheiro eletrônico que permite transações financeiras e comerciais sem intermediários, mas verificadas por todos os usuários da rede, pois são gravadas em um banco de dados distribuídos, chamado de blockchain, uma estrutura sem uma entidade administradora central o que torna inviável qualquer autoridade financeira ou governamental manipular a sua emissão e valor, ou induzir inflação com a produção de mais dinheiro. Empresas de vários países, já estão aceitando Bitcoins como pagamento pela compra de seus produtos.

No Brasil, a vinícola pioneira neste modelo de transação, é a Maximo Boschi do Vale dos Vinhedos, também conhecida por ser a única que possui uma linha de vinhos que são colocados a venda no mercado, após 10 anos de envelhecimento.

Ao optar pelo pagamento com a criptomoeda, o cliente deverá entrar em contato com a área de vendas da Maximo Boschi, solicitando a tabela de valores em Bitcoin. O pagamento é realizado pelo comprador, inserindo através de sua carteira, o endereço público de recebimento, que nada mais é do que o “número da conta” registrado no Blockchain e previamente informado pela vinícola.

Desta forma, apesar de ainda ser um pouco manual, pela proximidade e facilidade de comunicação, a Maximo Boschi consegue oferecer uma ótima cotação frente ao real.

 

A PETERLONGO NÃO É MAIS AQUELA

Prestes a completar um século de existência, em 2002 a Vinícola Peterlongo, primeira produtora de espumantes no Brasil, caminhava inexoravelmente para a falência e consequentemente, para um triste desfecho, da linda história iniciada em 1915, pelo imigrante italiano Manoel Peterlongo e continuada pelo seu filho Armando.

Por obra do destino, por uma coincidência, ou por qualquer outro nome que se queira dar ao fato, o certo é que um encontro casual no aeroporto de Garibaldi, entre o empresário Luiz Carlos Sella e um  enólogo da Peterlongo, angustiado com a situação da empresa, acabou mudando o rumo da história.

Faltando apenas 5 dias para ter a sua falência decretada, a vinícola foi comprada por Luiz Sella que muito além de aceitar o desafio de recuperar a empresa, também se propôs a salvar um dos mais valiosos patrimônios da história da vitivinicultura brasileira.

A partir daquele momento, o empresário que nem gostava de vinho, mas era especialista em comprar e recuperar empresas em situação pré-falimentar, passou a trabalhar em dois pilares, renegociar com credores e gerar caixa, mas um dos maiores desafios, era e ainda é, recuperar a imagem da Peterlongo, desgastada pela elaboração de produtos de baixa qualidade, a partir dos anos 70.

Alguns anos depois, uma outra obra do acaso colocou o novo proprietário da Peterlongo, frente a frente, com o renomado consultor, produtor e enólogo francês Pascal Marty, que liderou projetos de grande sucesso, como o da criação dos vinhos Alma Viva no Chile e Opus One, nos Estados Unidos. Sella havia encontrado o comandante, para vencer a grande desconfiança dos consumidores, num primeiro momento e na sequência, colocar a vinícola entre as mais conceituadas do país.

Quase duas décadas depois, já com as finanças saneadas, a empresa ganhou fôlego para realizar uma série de investimentos, com foco na melhoria da qualidade e na criação de novos produtos. Foram adquiridas novos equipamentos e implantadas novas tecnologias, a cantina e o prédio principal, foram restaurados e os vinhedos, estão recebendo cuidados especiais.

Em outra frente, a área de marketing foi reestruturada e o enoturismo ganha um destaque especial, é criado o programa Wine Movie Peterlongo que une cinema, espumante e vinhedos, a vinícola abre as suas portas para visitações e degustações, viabiliza a locação dos salões para eventos, inaugura o museu do vinho, com peças e equipamentos antigos, fotos e documentos raros doados pela comunidade, além de uma nova loja de varejo que disponibiliza aos visitantes, toda sua linha de produtos. 

Em visita recente às instalações da vinícola, além de degustar bons vinhos e espumantes, da nova linha, foi possível constatar um clima de otimismo no ar, fruto dos bons resultados que já começam a aparecer, após um longo período, para colocar ordem na casa.

Não resta a menor dúvida que estamos diante de uma nova empresa, a Peterlongo não é mais aquela do final do século XX !    

 

 

VINÍCOLA BRASILEIRA LANÇA LINHA DE ESPUMANTE BIODINÂMICO

Chega ao mercado ainda neste mês, o primeiro lote do Astral Brut Champenoise, a primeira linha de espumante biodinâmico do Brasil, com certificação internacional, produzido pela Cooperativa Vinícola Garibaldi, da cidade que lhe empresta o nome, na serra gaúcha.

Uma das três fornecedoras de uvas biodinâmicas utilizadas pela Cooperativa na produção do Astral, é a produtora Rosângela Bettú Lazzari, sobrinha do conhecido vinhateiro Vilmar Bettú e do enólogo Orgalindo Bettú. Em 2008, Rosângela converteu seus vinhedos, para cultivo orgânico e desde 2016 desenvolve técnicas biodinâmicas.

O espumante Astral terá uma partida limitada à 700 garrafas numeradas que serão vendidas no varejo anexo ao complexo enoturístico da Cooperativa Vinícola Garibaldi, em algumas lojas virtuais e restaurantes ligados à proposta slow food. O preço é de R$70,00 por garrafa.

VINÍCOLA GAÚCHA PRODUZ ESPUMANTE EM LATA

No último domingo degustei as três versões do primeiro espumante brasileiro em lata e fiquei encantado,com a novidade!

É bem leve,fresco,frutado e tem boa acidez, ideal para beber a beira da praia, da piscina, no pagode, no carnaval ou no lugar que você achar melhor, mas é obrigatório que seja bem gelado.

Pode acompanhar batatinha fritas, petiscos, churrascos, feijoadas, frutos do mar, ou apenas para matar a sede. 

O espumante em lata, é o novo projeto da AVR-Águas Vão Rolar, dos fundadores da Cerveja Coruja, em parceria com a vinícola Giaretta de Guaporé da serra gaúcha.

Acredito que o espumante em lata, tem boas chances de fazer sucesso e até mesmo,  pegar uma fatia dos consumidores de cerveja, vai depender, entre outras coisas, da estratégia de marketing e da logística de distribuição.

Em Porto Alegre, está sendo vendido na Banca 38 do Mercado Público e na Costi Bebidas, na região Sul e Campanha, na ViVi Vinhos Finos e Espumantes, em Canguçu e Pinheiro Machado, por R$10,00 a unidade.

Vale a pena experimentar! Só não vale comparar com o espumante tradicional!

A HISTÓRIA DE UMA PAIXÃO PELO VINHO NATURAL

Na noite desta última quinta-feira, participei de uma palestra/degustação, com a mais nova e creio que também a mais jovem, produtora de vinhos naturais brasileiros, a enóloga gaúcha Vanessa Kohlrausch Medin.

Filha, neta e bisneta  de viticultores,Vanessa nasceu em meio aos parreirais, desde muito cedo tornou-se  apaixonada por este universo e já na sua adolescência, decidiu que queria trabalhar com vinhos.

Formada em enologia, Vanessa foi para o  mercado, trabalhou em vinícolas de grande e médio porte. Começou em 2008 na Miolo Group, onde atuou nas unidades da Serra, Campanha Gaúcha e no Vale do São Francisco, desempenhando múltiplas funções. Depois passou pela Pizzato em 2013 e Bueno Wines, em 2014, mas o seu contato com a  vinificação natural, aconteceu somente a partir de 2015, quando foi trabalhar no Atelier Tormentas, foi paixão a primeira vista!

Além do conhecimento e da experiência adquirida, com Marco Danielle, um dos mais antigos produtores de vinhos naturais do Brasil, Vanessa teve a oportunidade de conhecer pessoalmente, alguns dos principais nomes do vinho natural da Europa.

Encantada com o mundo do vinho “natureba”, Vanessa passou a sonhar em  produzir vinhos que acima de tudo, representassem a sua filosofia de vida, vinhos com alma e identidade, verdadeiros, saudáveis, puros, sem  adição de  produtos enológicos, sem correções e mínima ou nenhuma intervenção. 

A partir de 2018, começa a concretizar o sonho e lança os seus primeiros vinhos, uma modesta produção de apenas 1.600 litros, distribuídos em seis diferentes rótulos. Um branco vinificado em laranja, com Chardonnay e Malvasia de Cândia, um varietal de Gamay, um corte de Pinot Noir e Gamay, um corte de Gamay, Pinot Noir e duas uvas não divulgadas, um varietal de Teróldego e um corte de Ancellotta,Sangiovese,Negroamaro e Primitivo, com exceção dos dois últimos, as uvas são cultivadas em vinhedo próprio, localizado no Vale dos Vinhedos, próximo ao Spa do Vinho.

Durante o evento realizado na sede da Fundação Ecarta, em Porto Alegre, tive a oportunidade de degustar os seis exemplares, produzidos por Vanessa Medin.

Todos são vinhos leves, aromáticos, fáceis de beber, com boa acidez e baixa graduação alcoólica, quase um rosé, inspirados no vinho francês, feitos com a uva Poulsard da região  do Jura.  

O que mais me chamou a atenção, foi o “Laranja”, Guardião da Intuição, elaborado com 85% de Chardonnay e 15% de Malvasia de Cândia, é um vinho de cor amarelo ouro, com alguma turbidez, normal para este tipo de vinificação, aromas florais de grande intensidade, na boca, o vinho entrega o que senti no nariz, é leve, equilibrado, boa acidez e retrogosto de média persistência. Seu teor alcoólico é de 11.1% . Foram produzidas apenas 129 garrafas e o preço deste e dos outros 5 vinhos, é de R$100,00.

Vanessa fala do vinho natural, com paixão e entusiasmo contagiante, mas sem nenhum resquício de vaidade, pelo contrário, demonstra ser uma pessoa simples, verdadeira e humilde, para reconhecer que ainda tem muito à aprender e um caminho longo e cheios de obstáculos, para percorrer.