Enquanto os Cães Ladram a Caravana Passa

Boa Noite Amigos!

De volta aos vinhos brasileiros, tive a grata surpresa de degustar no feriado do dia 02, esta maravilha de Tannat!

O Helios Corcéis Tannat 2010 é produzido pela Vinícola Helios sediada em Monte Belo do Sul, vizinha ao Vale dos Vinhedos, com uvas cultivadas no município de Guaporé na Serra Gaúcha, passou 12 meses maturando em barricas de carvalho francês e o seu teor alcoólico é de 13%.

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No visual mostrou um vermelho rubi com nuances violeta, sem sinais de evolução, apesar dos seus 7 anos de idade, no olfato senti aromas intensos de frutas vermelhas maduras em meio a notas amadeiradas e toques de especiarias, na boca é um vinho de grande potência, estruturado, macio, boa acidez e final de grande persistência.

Mais um vinho brasileiro de altíssima qualidade e pequena produção, desta safra 2010, foram produzidas apenas 6.720 garrafas.

Os preconceituosos em relação ao vinho brasileiros, estão diminuindo a cada dia, mas ainda existe uma meia dúzia de esnobes que se acham os donos da verdade e continuam pregando ao vento, o seu discurso ultrapassado.

Enquanto isso, o vinho nacional vai conquistando o seu espaço entre grande parte dos consumidores. 

Uma Delícia de Pinot

Direto das montanhas dos Pirineus, no sul da França, uma delícia de Pinot Noir para inaugurar o final de semana.

Faz um quarto de século que o produtor Bernard Delmas, decidiu adotar o cultivo biodinâmico em seus vinhedos, bem antes deste conceito virar moda e se transformar no queridinho da mídia.

O Delmas Pinot Noir 2015, é um vinho orgânico de grande qualidade, estagiou por 12 meses em barricas de carvalho e ficou mais 1 ano em garrafa, antes de ser disponibilizado no mercado e a sua produção foi de apenas 5.000 garrafas.

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No visual apresentou coloração vermelho rubi, translúcido,límpido e brilhante, o aroma discreto do início, foi abrindo aos poucos, mostrando um mix de frutas vermelhas frescas,especialmente cerejas, ervas e especiarias, na boca é um vinho delicioso, elegante, de corpo médio, muito equilibrado, boa acidez, retrogosto bem agradável e final de boa persistência. Seu teor alcoólico é de 13.5%.

Para o meu paladar, se mostrou um Pinot Noir acima da média, melhor que muitos borgonhas na mesma faixa de preço e até alguns mais caros.

Foi a minha primeira compra na importadora De La Croix e fiquei bem satisfeito, pois recebi o pedido em embalagem super segura e na metade do prazo previsto para a entrega.

Achei muito justo o valor de R$98,00, comparando com os preços praticados no mercado.

Duas Preciosidades da Borgonha

A quinta-feira chuvosa de 12 de outubro de 2017, entra para a minha história de enófilo, como o dia em que tive o prazer e o privilégio de degustar duas maravilhas do mundo do vinho !

A primeira é apontada pelos especialistas, como um dos grandes vinhos de Nuits-Saint-Georges. O Premier Cru Clos de la Marechale safra 2008, produzido pelo Domaine Jacques-Frederic Mugnier é simplesmente magnifico, apesar do seu grande potencial de guarda, possui corpo médio, é um vinho refinado, macio, acidez perfeita e final de grande persistência, no aroma lembrei de cerejas frescas e morangos, com leves toques de especiarias e no visual apresentou um vermelho rubi vivo, de média intensidade, sem o menor traço de evolução. Não tenho dúvidas que ficará ainda melhor, com mais alguns anos de garrafa.

A segunda, foi o Vosne-Romanée Premier Cru Les Suchots safra 2008, produzido por Lucien le Moine, um vinho excepcional, para o meu paladar, superior ao primeiro, apresentou uma cor rubi com reflexos escuros, no olfato senti aromas persistentes e complexos, um misto de frutas vermelhas, tostado de barrica e especiarias, na boca é muito elegante, de grande potência, acidez perfeita, carvalho integrado e final muuuito longo! Já está muito bom agora, mas com a passagem do tempo, ficará espetacular!

 

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Os dois vinhos foram comprados na França ao preço de €110,00, a garrafa, aqui no Brasil não sairia por menos de R$1.200,00 cada.

O valor investido, foi rateado entre amigos que compartilharam cada gota dos 1.500ml destas duas verdadeiras preciosidades, em volta de uma mesa acompanhados por um maravilhoso risoto de funghi, com carne de cordeiro.

VIVENDO, e aprendendo.

Comprei o Calyptra Vivendo Reserva Assemblage 2012, através de uma loja virtual, com alguma desconfiança, pois comparando as qualidades descritas pelo sommelier, com vinhos semelhantes à venda no mercado, o seu preço estava bem abaixo.

Durante alguns meses o vinho ficou esquecido na minha adega, até que ontem, eu decidi abri-lo para acompanhar um espaguete à bolonhesa.

E qual não foi a minha surpresa ao constatar que realmente se tratava de um grande vinho, cujo valor, tranquilamente poderia ser no mínimo o dobro.

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Apresentou um visual rubi violáceo intenso, no olfato era um mix de frutas vermelhas maduras, com toques de especiarias e tostado da barrica, na boca se mostrou um vinho encorpado e aveludado,taninos marcantes e macios, boa acidez e final de muita persistência.

Resumindo, um vinhaço!

Elaborado, com 36% de uvas Syrah, 32% de Cabernet Sauvignon e 32% de Merlot, passou por estágio de 26 meses em barricas de carvalho francês, com teor alcoólico de 14.5% .

Este belo assemblage foi produzido pela Calyptra, uma vinicola boutique, localizada no Valle del Cachapoal, no Chile, produção anual ao redor de 40 mil garrafas, onde tantos seus vinhos, quanto suas barricas, são produzidos pelo enólogo e toneleiro Francois Massoc.

Entrei no site da Wine, para tentar comprá-lo novamente, mas consta a informação que o produto está indisponível.

O preço que paguei pelo vinho, foi de pouco mais de R$70,00.

A Grande Revolução dos Gaúchos

Na data em que o Rio Grande do Sul está em festa, comemorando os mais de 172 anos do final da Guerra dos Farrapos, na minha opinião, a  grande revolução gaúcha que deveria ser comemorada, é a que está acontecendo há mais de 20 anos, nos vinhedos e nas vinícolas das mais diversas regiões do nosso estado, de forma pacífica, ordeira e transparente, onde o sangue derramado inutilmente pelos nossos antepassados, foi substituído por vinhos de qualidade e as armas, foram trocadas entre outras, por ferramentas, barricas, tanques, garrafas, taças, etc…

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Ao contrário da Guerra dos Farrapos, o resto do Brasil reconhece a vitória dos produtores(guerreiros) gaúchos, que lutam bravamente contra a concorrência desleal, de contrabandistas, dos vinhos importados(com taxas de exportação reduzida)  e principalmente da extorsiva carga tributária do governo brasileiro.

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