O VINHO NACIONAL NÃO MERECIA ISSO

 

A proposta deste blog, não é transcrever publicações de jornais ou revistas, mas diante da gravidade dos fatos, estou abrindo uma exceção, para divulgar uma notícia publicada pelo jornal Zero Hora de Porto Alegre-RS, agora a tarde.

Só espero que após as devidas comprovações, os responsáveis, ou  seria irresponsáveis? Sejam punidos, para o bem dos produtores sérios, consumidores e de todos os  que vivem do vinho.

Ministério da Agricultura encontra antibiótico em vinhos gaúchos

Secretaria estadual diz que Estado não possui equipamento para detectar substância

01/05/2014 | 15h12

O Ministério da Agricultura identificou a presença de antibióticos em vinhos de mesa produzidos no Rio Grande do Sul. As amostras foram coletadas no ano passado, em uma operação conjunta com a Secretaria da Agricultura (Seapa).

Os rumores vinham preocupando a secretaria há mais tempo, segundo o gerente da Defesa Vegetal, José Cândido Motta. Mas a pasta não possui condições técnicas de comprovar o uso de substâncias como, principalmente, a natamicina — um tipo de conservantes cuja utilização é permitida na fabricação de queijos e embutidos.

O processo de compra do equipamento para realizar este tipo de teste está em tramitação há mais de dois anos, através do Fundo para a Convergência Estrutural e Fortalecimento Institucional do Mercosul (Focem).

— Isto [o uso de antibióticos] não é novidade para nós. No momento em que estivermos aparelhados, teremos condições de coibir a prática — disse.

De acordo com Motta, uma nota técnica sobre o problema foi encaminhada ao Ministério Público no ano passado. O texto alertava sobre os efeitos da substância para a saúde humana. “No Brasil é permitido para conservação de determinados tipos de queijos e embutidos e alguns medicamentos humanos. A preocupação é seu uso continuado, que pode criar resistência e venha a perder seu efeito quando necessário.”

Conforme apuração da Rádio Gaúcha, 13 indústrias vinícolas são investigadas por adulteração no vinho. Os processos por fraude no vinho estão sendo concluídos pelo Ministério da Agricultura e serão encaminhamento ao Ministério Público.

Leia trechos da nota técnica da Secretaria da Agricultura:

“Os rumores, nos bastidores, de que se está usando conservantes/antibióticos de uso proibido em vinhos e espumantes, que contém açúcar residual, e em suco de uva, é grande [sic]. E não só no nacional, mas principalmente em vinhos chilenos e argentinos demi-sec e suaves.”

“Um dos poucos países que permitem a sua utilização [natamicina] é a África do Sul, mas para o seu mercado interno. A UE proíbe e recentemente a Alemanha rechaçou vários rótulos de vinhos argentinos e sul-africanos que continham esta substância antifúngica.”

“O que o setor reivindica e o serviço de fiscalização deseja é que se tenha esse equipamento no LAREN [Laboratório de Referência Enológica], para que todos os industriais sigam a mesma prescrição, tanto para a produção nacional como dos importados, o que garantirá a concorrência sadia e a preservação da saúde do consumidor.”

Le Pergole Torte 2008 – A elegância de um grande vinho.

 Considerado um dos grande vinhos da Toscana e por que não dizer de toda a Itália, o Le Pergole Torte 2008, já me conquistou pela obra de arte estampada em seu rótulo.

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A elegância do vinho que saiu de dentro desta garrafa, eu nunca tinha visto antes, num varietal, elaborado com  Sangiovese .

A cor rubi claro translúcida, o aroma explosivo de frutas vermelhas frescas, as notas de especiarias e um toque floral, a elegância e a complexidade na boca, o sabor das frutas integrados aos taninos redondos, a acidez perfeita e o final longo, remetem a minha memória, a um  dos grandes terroirs da Bourgogne.    

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Se eu tivesse degustado este vinho as cegas , certamente diria que se tratava de um Pinot Noir da Borgonha.

Esta garrafa eu comprei em 2011 na pequena Radda in Chianti, em cujas colinas está localizada a sede e os vinhedos da Società Agrícola Montevertine, produtora deste excelente Supertoscano, considerado um dos vinhos Cult da Itália e um dos mais elegantes que já degustei.

 

 

Château Mouton Rothschild-Loucuras de um enófilo deslumbrado

Não vou tomar o precioso tempo dos meus leitores, tentando descrever as minhas impressões e sensações, sobre a degustação deste ícone da enologia mundial, também não é minha intenção, ficar repetindo histórias que já foram contadas  por muita gente, mas o que eu vou contar agora, é a história verídica de um enófilo deslumbrado que cometeu uma das suas maiores loucuras, ao comprar aqui no Brasil, um Château Mouton Rothschild 1998 .

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Este  fato ocorreu há mais ou menos uns 10 anos atrás, quando eu ainda era um enófilo ingênuo e vaidoso que ficava encantando ao ler e ouvir  as histórias dos grandes vinhos do mundo, imaginando o momento em que iria degustá-los.

Acontece que com o passar dos anos, aquela fase de deslumbramento foi desaparecendo e fui me tornando um enófilo mais maduro e mais realista, cheguei a conclusão que “nem tudo o que reluz é ouro” e compreendi que o processo para definir  os altos preços de um grande vinho,  não leva em consideração, apenas e tão somente a sua qualidade, mas também  uma série de outros fatores, alguns deles intangíveis. 

Ao me dar conta desta realidade, não consegui fugir do arrependimento de ter pago um valor exorbitante, por uma garrafa de vinho, mesmo que  tenha sido por um dos grandes vinhos já produzidos neste planeta.

A medida em que eu degustava e conhecia outros grandes vinhos, com preços bem inferiores,  fui ficando com receio de me decepcionar, ao  degustar aquele que é um dos Premiers Grand Cru Classé de Bordeaux e constatar que o preço pago, foi muito  maior que o vinho.    

Depois de relutar por algum tempo, decidi que o vinho da comemoração do meu aniversário e do aniversário do meu filho que também é no mesmo dia, neste inicio de abril, seria  o Château Mouton Rothschild 1998, convenci a minha consciência que eu merecia beber um grande vinho, para brindar uma longa e feliz existência, juntamente com a minha  família.

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O Château Mouton era tudo o que eu esperava de um grande vinho   e o contexto em que foi degustado fez com que ele ficasse ainda maior!

O receio de me decepcionar acabou não se concretizando,  mas o vinho não superou  a expectativa que eu criei sobre ele, durante todos estes anos. 

 

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Surge uma nova “Era” de vinhos nacionais

Um show de estilo e elegância, são os melhores adjetivos que encontrei para definir  o Era dos Ventos Marselan 2008, um vinho artesanal de produção limitada a menos de 600 garrafas .

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O Era do Ventos é um projeto do enólogo/poeta  L.H. Zanin, em parceria com mais dois sócios,  voltado a produção de vinhos artesanais, direcionados para um público exclusivo  que está a procura de vinhos únicos e experiências novas.  

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Quando o vinho encontra a poesia, nasce uma obra de arte !

Tão sábio para fazer o Barca Velha. Tão simples para produzir o Tons de Duorum

Este cidadão na foto abaixo( ao meu lado esquerdo), foi por durante mais de 20 anos, o  grande responsável pela produção do Barca Velha,  o  vinho mais famoso e mais caro de Portugal.

Atualmente tocando o seu projeto próprio, o qual já foi assunto de um post anterior aqui neste blog.dupla (640x478)

Seu Nome é José Maria Soares Franco, depois de beber algumas taças  de vinho, passou a chamar-se, simplesmente Zé Maria!  

O brinde da foto acima, serviu para selar uma aposta que fizemos, após outras taças de vinho a mais. Se o Brasil for campeão, ele virá ao nosso País para as comemorações. Se Portugal conquistar o título , vou participar das festas no Douro.

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Um dos grandes momentos de 2013, foi conviver por algumas horas com uma pessoa, tão sábia e tão simples!

Sábia para fazer o ícone Barca Velha, um vinho vendido no mercado por preços que atingem facilmente, cifras superiores 2 mil reais. Simples para produzir o Tons de Duorum, um dos melhores custos benefício que já bebi até hoje, cujo preço gira em torno de 40 reais.