Dia da Liberdade de Impostos do Vinho

Não tive notícias, sobre a participação do setor do vinho ou de algum produtor neste movimento, destinado a mostrar aos consumidores o tamanho real dos impostos de cada produto.

Na minha opinião os produtores de  vinhos no Brasil,  que tanto tem lutado pela redução da enorme carga tributária, estão perdendo uma excelente oportunidade, para mostrar ao seu público consumidor o tamanho e o peso destes impostos que acabam fazendo com que os nossos vinhos, sejam mais caros  que uma boa parte dos vinhos importados.

Chega a ser surpreendente que nenhum produtor e nem as suas associações, tenham tomado a iniciativa de participar deste evento, com grande repercussão nacional, que no Rio Grande do Sul, já está na sua 11ª edição. 

 

 

 

 

Apesar de já estar na terceira idade, ainda goza de boa saúde !

 No último final de semana, finalmente degustamos o Baron de Lantier Cabernet Sauvignon safra 1991, produzido no município de Garibaldi, na Serra Gaúcha, pela Bacardi-Martini do Brasil Indústria e Comércio Ltda., sob a responsabilidade do enólogo Adolfo Lona.

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A rolha estava quase que totalmente umedecida, exceto o ultimo milímetro da parte superior,  mas em perfeitas condições, tanto que consegui tira-la inteira, sem necessitar de  saca-rolha especial.

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Seguindo recomendações, o vinho não foi decantado, abrimos a garrafa e começamos a degustação de imediato.

A sua cor  atijolada, denunciava o efeito dos  seus quase 25 anos, mas o líquido estava totalmente límpido. Os primeiros aromas lembravam claramente defumados, com toques de café em segundo plano, depois de algum tempo, surgiram aromas não muito intensos de frutas vermelhas maduras.

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Na boca o vinho estava perfeito, macio, boa estrutura, equilibrado, madeira super integrada e uma acidez surpreendente, seu final era de média persistência .

Antes que os fundamentalistas de plantão venham a destilar o seu ódio ao vinho nacional, quero deixar claro que a única intenção desta degustação, foi  a curiosidade de saber as condições de um vinho tinto nacional, produzido na Serra Gaúcha, há quase 25 anos atrás.

Fiquei muito feliz  ao constatar que depois de todos estes anos, o vinho  manteve intacta todas as suas caraterísticas, mesmo tendo sido elaborado numa época em que não  se tinha acesso a toda  tecnologia que existe hoje.

Depois desta degustação, posso afirmar tranquilamente que  o Baron de Lantier Cabernet Sauvignon 1991, apesar de já estar na terceira idade,  ainda goza de boa saúde !

Pietro Rinaldi Monpiano Barbera D’Alba 2010

Alguns momentos de felicidade que surgem na vida da gente, vem de coisas simples que quase sempre estão ao nosso alcance, dependem unicamente da nossa vontade, criatividade e inspiração.

Há algum tempo tenho por hábito, dar alguns dias de descanso para o fígado, assim sendo, depois dos nossos almoços dominicais, só volto a tomar vinho na quarta-feira, mas ontem resolvi quebrar a rotina, decidi mudar o calendário e antecipei a quarta-feira.

O vinho escolhido não poderia ter sido mais apropriado para transformar uma prosaica noite de terça-feira, em momentos de prazer.

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O Pietro Rinaldi Monpiano Barbera D’Alba 2010 arrasou  e de quebra ainda trouxe belas lembrança de grandes momentos vivenciados  no Piemonte! 

Foi produzido com 100% de uvas Barbera, cultivadas em vinhedos na localidade de Madonna Di Como, com exposição Sul-Oeste, em solo rico de calcário e argila, numa altitude entre 280 a 340 metros acima do nível do mar.

O envelhecimento durante 6 meses em barricas de segundo uso 80%  e  barricas novas 20%, revelou-se uma estratégia acertada,  pois  a madeira ficou bem integrada, servindo apenas para dar estrutura e complexidade ao vinho, sem  a pretensão de ser a protagonista.

 De cor vermelho rubi translúcido, apresentou aromas intensos e nítidos de frutas vermelhas maduras, toques de especiarias e notas balsâmicas, na boca muito elegante, equilibrado, ótima acidez e final persistente. Seus 14% de teor alcóolico em nenhum momento se destacou.  

Eu diria que o  Pietro Rinaldi Monpiano Barbera D’Alba 2010, entra para a minha galeria dos  vinhos especiais, não só pela sua alta qualidade, mas principalmente por ter me proporcionado  momentos prazerosos, numa simples e corriqueira noite de terça-feira   !

 

Abrir uma garrafa de Champagne não é para amadores.

Que o diga Djokovic, o grande vencedor do Master 1000 de Roma na tarde do último domingo e  atual número 1 do ranking da ATP.

Pois o nosso campeão, ao abrir o Champagne para comemorar o título, foi atingido na testa pela rolha, sem maiores consequências é verdade, mas se por acaso a rolha tivesse acertado um dos seus olhos, poderia inclusive, comprometer a sua brilhante carreira.

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Certa vez vez num curso de degustação ministrado pelo mestre Adolfo Lona, fiquei sabendo que é preciso tomar muito cuidado ao abrir um espumante, pois a força da pressão que existe dentro de uma garrafa , pode causar sérios problemas, se  a rolha atingir algum órgão mais sensível.

Outra coisa que eu aprendi com o mestre Lona, foi a não confiar totalmente na segurança da rolha,  pois as vezes  ela pode ser expelida imediatamente a retirada da gaiola de proteção, devido ao aumento da pressão, principalmente quando a garrafa é agitada antes de ser aberta, como costumam fazer os campeões.

Há muitos anos atrás,  ao abrir uma garrafa de espumante, para celebrar uma data especial, eu acabei quebrando o vidro da janela da minha cozinha, pois a rolha saiu da garrafa que nem um projétil e abriu um rombo no vidro,  como se tivesse sido atingido por uma bala de revólver 38.

Desde então,  eu sempre retiro a rolha e a gaiola ao mesmo tempo, fazendo pressão  com uma mão e girando a garrafa devagar, com a outra, de forma que o gás que está concentrado, vá  sendo eliminado lentamente e com total segurança.

Como foi possível assistir pela TV no último domingo, abrir uma garrafa de espumante não é coisa para amadores !

Desconto de 30 por cento e frete grátis

Os leitores que acompanham este blog há mais tempo, sabem que o nosso compromisso é escrever  com total isenção, sobre os assuntos ligados ao mundo do vinho.

Esta publicação não tem  fins lucrativos e nenhum interesse comercial de qualquer espécie, desta forma gozamos de ampla e total liberdade para dar a nossa opinião, sem nenhum tipo de condicionamento.

O que  as vezes acontece, é que no intuito de bem informar os nossos leitores, precisamos  fazer  algumas citações que acabam se tornando uma espécie de comercial, mas isto não temos como evitar. O mais importante é que não auferimos nenhuma vantagem nestas divulgações. 

Agora mesmo por exemplo, eu não posso deixar de informar, sobre a  parceria do Itaú Personnalité e da Wine.com, que está oferecendo aos clientes daquele banco, a possibilidade de comprar vinhos pelo seu site, com o expressivo desconto de 30%  e frete grátis, para entrega em todo o Brasil.

Na semana que passou,  pude comprovar que não se trata daquelas promoções, para enganar os menos avisados, onde os preços são aumentados, para depois oferecer um desconto atraente!

A  promoção é realmente muito boa e os vinhos do catálogo também, principalmente os franceses da Borgonha.