A democracia do Enoblogs

Publicar 15 ou mais posts em sequência, para ocupar toda a primeira página do feed do Enoblogs, pode até ser uma boa estratégia de marketing, mas tenho dúvidas se é uma atitude ética. No meu entender isso cria uma certa desigualdade entre os mais de 500 blogs que fazem parte desta blogsfera do vinho.

Como podem constatar, não sou profissional do ramo  e nem tenho pretensão ou talento para tal empreitada,  minha única e exclusiva intenção, é poder eventualmente, compartilhar  as minhas experiências de enófilo, e é nesta condição que as vezes me sinto um pouco incomodado, quando vejo estas publicações em série tomar conta de toda a página principal do feed do enoblogs, empurrando para as páginas secundárias os demais posts, mas com certeza, não é nada que vá atrapalhar o meu sono, pois para mim, escrever é apenas uma diversão

Mas enfim, como não existe uma regulamentação proibindo este formato de publicação, então está tudo certo, no final das contas , é possível que seja um certo exagero ou implicância da minha parte.

De qualquer forma, como o Enoblogs é uma democracia,  decidi deixar registrado o meu ponto de vista.

Desejo a todos uma excelente semana !

Por trás de um grande vinho tem uma grande história!

 Todo o enófilo que se preze  sabe que  o ato de degustar um vinho, tem tudo a ver com subjetividade, gosto pessoal e afetividade,  é  utilizar os  sentidos, para extrair todo  prazer que ele pode proporcionar.  Vou mais além, na minha opinião, para degustar um vinho em toda a sua plenitude(não estou falando em degustação técnica), é preciso  conhecer as suas origens, saber de onde veio, como tudo começou, quando começou e o que se passou, até  o momento  de  chegar às nossas taças.

Um dos momentos marcantes destas minhas andanças pelo mundo dos vinhos, foi conhecer  a história de D. Antonia Adelaide Ferreira, a Ferreirinha,  uma das principais personagens da vitivinicultura do Douro no século XIX.

Ouvir os relatos dos fatos desta lenda do vinho português, estando presente num dos  cenários históricos,  foi um momento mágico. A beleza daquele lugar e a emoção de estar naquele ambiente, fez a minha mente viajar no tempo e imaginar D. Antônia, entrando por este portão entreaberto, para admirar aquela que foi a sua obra mais arrojada. 

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Em 1877,  já aos 76 anos de idade, D. Antônia decidiu comprar  300 hectares de terras virgens em Vila Nova de Foz Coa, para a implantação de um  ambicioso projeto vitivinícola. Nascia ali a Quinta do Monte Meão, hoje denominada Quinta do Vale Meão,  a obra mais importante da incansável Ferreirinha que no entanto, teve pouco tempo para desfrutar mais um sucesso retumbante do seu talento  empreendedor, pois veio a falecer um ano após a conclusão do empreendimento, em 1895.

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Desde então a Quinta se manteve sempre na posse de seus descendentes, nos anos 70, o seu trineto  Francisco Javier de Olazabal, assumiu a sua gestão e iniciou um processo de  aquisição das partes de seus familiares e co-proprietários, em 1994 tornou-se o único proprietário da Quinta.

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Até então as uvas da Quinta eram vendidas a empresa AA Ferreira S.A, fundada pelos descendentes de D. Antonia Ferreira e estavam na base de seus melhores vinhos.

Em 1998 Francisco Javier Olazabal, renunciou ao cargo de presidente que ocupava na AA Ferreira S.A, para se dedicar, juntamente com seu filho enólogo Francisco  de Olazabal y Nicolau de Almeida, a produção e comercialização de vinhos da Quinta, fundando a empresa  F. Olazabal & Filhos, Lda.

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Os primeiros vinhos lançados, foram os da safra de 1999, muito bem aceitos pelo mercado, a partir dai foi ganhando notoriedade a cada safra.

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Atualmente a Quinta do Vale Meão, é uma das  mais  renomadas  do Douro e de Portugal e seus vinhos são sucesso de crítica e de público em todo o mundo .

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O prazer que sentimos aos degustar os excelentes vinhos da Quinta do Vale Meão, só não foi maior que a emoção de conhecer a sua história !

 

Felipa Pato, uma mulher que faz a diferença

Num ambiente predominantemente masculino, esta pequena grande mulher, desbravou e conquistou um considerável espaço no mundo do vinho, tendo como armas principais, a autenticidade, a simplicidade e a coragem.

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Não cedeu aos apelos de buscar o lucro fácil, através da produção de vinhos padronizados, para agradar o grande público, ao invés disso, decidiu seguir por caminhos mais tortuosos e de resultados duvidosos, produzindo vinhos autênticos sem maquiagem que são a legítima expressão do terroir da sua região,  apenas com uvas nativas, nem sempre de fácil compreensão .

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Felipa Pato é de uma  determinação surpreendente e de uma simplicidade comovente, despojada e sem afetação, em nenhum momento deixa transparecer que se trata de uma das enólogas mais conceituadas de Portugal e já reconhecida  em vários países.

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No dia internacional da mulher, aqui vai a minha homenagem para uma mulher que faz a diferença!  

 

Surge mais um excelente vinho nacional !

Quando comprei este vinho, fui aconselhado a deixá-lo guardado por um tempo, para que pudesse mostrar todo o seu potencial . 

Consegui esperar uns seis meses no máximo, mas num jantar da família no final de fevereiro, não resisti a curiosidade e decidi abrir a garrafa.

Para que tivéssemos um parâmetro, degustamos antes, um dos vinhos que considero  estar entre os melhores do País, o Máximo Boschi Merlot 2004.

Após uma decantação de aproximadamente, 1 hora e meia,  servi o vinho as cegas  para os outros dois enófilos que me acompanharam na degustação, evitando que o rótulo pudesse trazer qualquer tipo de influência.

Mesmo ainda um pouco fechado no inicio,  já deu mostras  de que estávamos diante de um  vinho de grande qualidade, com o passar do tempo foi abrindo e a cada taça, os aromas foram ficando cada vez mais intensos , numa profusão de frutas vermelhas maduras, toques herbáceos e café . Na boca se mostrou elegante, muito equilibrado, acidez perfeita e final persistente.

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Em sua segunda safra apenas, o Elephant Rouge 2011, já entra para o seleto grupo dos  grandes vinhos nacionais. Agradou em cheio ! Na comparação ( as cegas para os meus 2 parceiros) com o Máximo Boschi Merlot 2004, consideramos estar num nível superior !

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Assino em baixo das afirmações do produtor deste belo vinho,  Jean Claude Cara  e da  Sonia Denicol, uma das profissionais que mais entende de vinhos nacionais; este vinho vai   ficar muito melhor com o passar dos anos. Mas  já está muito bom hoje !

Como a produção é de poucas garrafas, se ainda existir alguma a venda, vou tratar de comprar.

 

 

Coleção à venda por preço abaixo de mercado

Ícones  da França e Itália de safras especiais, pertencentes a uma coleção pessoal, estão sendo colocados à venda, por preço abaixo de mercado.

Os vinhos serão vendidos somente em lotes,  de no mínimo  3 garrafas.

Segue abaixo a descrição e foto  dos vinhos:

 Ícones franceses- Premier Cru Classe de Bordeaux

-Chateau Latour 1999

-Chateau Mouton Rothschild 1998

-Chateau Lafite Rothschild 2001

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 Clássicos italianos

-Tenuta San Guido-SASSICAIA 2008

-Marchesi Antinori- SOLAIA 2007

-Angelo Gaja-SPERSS 2005

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Informações mais detalhadas, serão fornecidas através do email; pauloumpierre@bol.com.br