Nova degustação as cegas, mostra o que muitos já sabem !

Desde que a  mais famosa degustação as cegas realizada em Paris, surpreendeu o mundo em 1976, a grande maioria das provas de vinhos realizadas no mesmo formato, continuam apresentando resultados inesperados e aplicando lições de humildade nos grandes experts no assunto .

Na mais recente degustação as cegas  que participei, realizada no final de outubro, pelo Clube do Tinto, cujo tema foi: descobrindo as diferenças e semelhanças, entre os vinhos da Serra Gaúcha e os vinhos de Bordeaux, pelo menos para mim não teve nenhuma surpresa, o resultado apenas mostrou o que muita gente já sabe.

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Os vinhos gaúchos que participaram da prova foram os seguintes:

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Valmarino Reserva da Familia 2008- Pinto Bandeira- 79,00

Dall’Agnol Superiore 2008- Faria Lemos- 105,00

Máximo Boschi Merlot 2005- Vale dos Vinhedos-62,00

Os vinhos de Bordeaux, foram os seguintes:

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Chateau Mancèdre Cuvée du Roy 2005- Pessac Léognan- 107,40

Chapelle Saint-Martin 2009- Puisseguin Saint-Emilion-58,50

Chateau Luc de Beaumon 2009- Blaye Côtes de Bordeaux-59,33 

O ranking final ficou assim:

1º lugar- Maximo Boschi Merlot 2005

2º lugar- Dall’Agnol Superiore 2008

 3º lugar- Chateau Luc de Beaumon 2009

4º lugar-Valmarino Reserva da Familia 2008

5º lugar-Chateau Mancèdre Cuvée du Roy 2005

6º lugar- Chapelle Saint-Martin 2009

 O objetivo desta degustação não  foi de forma nenhuma, provar que os vinhos nacionais são melhores, mas apenas mostrar  que o Brasil já está produzindo vinhos de muito bom nível e que em alguns casos, são iguais ou superiores a muitos vinhos importados.

 

Um vinho para quem não tem preconceitos

Na última quarta-feira degustei e gostei muito de um Pinot Noir nacional, do município de Candiota na Campanha Gaúcha, mas fiquei na dúvida se o ambiente e o clima da festa, não teriam influenciado na minha impressão.

Como eu sou um fã declarado de  Pinots e ciente de que são raros os bons varietais desta uva, produzidos aqui no Brasil, decidi comprar uma garrafa, para provar o vinho sem nenhum tipo de interferência.  

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Na noite da última sexta-feira, era somente eu, o vinho e uma pizza para acompanhar. Abri a garrafa, servi a taça e comecei o ritual degustativo de praxe. Desde o primeiro momento, a impressão que eu havia tido durante o evento, se confirmou plenamente.

O vinho apresentava todas as caraterísticas de um bom Pinot Noir, na cor e no aroma de frutas vermelhas, no frescor  e no sabor, na acidez e mineralidade. Lembrei de Pinots da Patagônia e alguns Pinots da Borgonha. Entre os nacionais, eu não tenho dúvida que está entre os melhores, e o preço de 55 reais não é nenhum absurdo.

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Mas como diz o título deste post, é um vinho para pessoas que não tem preconceitos, primeiramente ao fato de ser um vinho nacional, depois por ter sido produzido por Galvão Bueno que de uns tempos para cá, tem sido atacado por um exército de xiitas das redes sociais e finalmente por ter a vedação da garrafa com tampa rosca, aliás para quem ainda não sabe, alguns produtores da conservadora Borgonha, também já estão utilizando este sistema, para os seus Pinots mais jovens.  

10 anos de vinho e arte !

Ontem a noite, o Hotel Plaza São Rafael em Porto Alegre, foi palco de um mega evento do mundo dos vinhos, em comemoração ao aniversário de 10 anos da Vinho & Arte Consultoria, da enóloga e  multi empreendedora, Maria Amélia Duarte Flores que teve como atração principal, o enólogo italiano Roberto Cipresso, parceiro de Galvão Bueno na produção de vinhos na Itália e agora também no Brasil.

As grandes estrelas da noite, foram os  três Brunellos de Montalcino  Bueno-Cipresso. O 2007 me agradou mais que o 2005,  mas o Riserva 2004, é o que eu costumo chamar de grande vinho !

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Já o Bueno-Cipresso La Valleta Sangiovese IGT 2011, pertence a uma categoria inferior, mas é um belo vinho.

Entre os nacionais, o meu destaque foi o Bueno Bellavista Pinot Noir 2012 ! Me lembrou alguns Borgonhas, pelo aroma, pela acidez e a mineralidade.

A degustação dos vinhos italianos, foi conduzida pelo convidado especial do evento, Roberto Cipresso que comentou, sobre as características de cada um dos seus vinhos.

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A festa estava perfeita ! Jantar excelente, vinhos maravilhosos, pessoas alegres e descontraídas ! Vai ficar por muitos anos na memória de todos os que tiveram o privilégio de estar presente.

Parabéns à Maria Amélia e a sua equipe, pelos 10 anos de vinho e arte !

 

Vinícola Peruzzo um sucesso anunciado!

Este post eu publiquei na plataforma antiga do meu blog, em 01/03/2012, onde relatei a visita que fiz à Vinícola Peruzzo num domingo pela manhã, alguns dias antes !

 Fiquei muito feliz quando soube do sucesso do Peruzzo Cabernet Franc 2012 na Vinum Brasilis 2014, uma das maiores feiras de vinhos nacionais realizada em Brasília, onde foi classificado entre os 10 melhores vinhos brasileiros !

Vinícola Peruzzo uma estrutura de fazer inveja

Em Bagé na Região da Campanha gaúcha, que faz fronteira com a cidade uruguaia de Aceguá, existe uma vinícola pouco conhecida por críticos e enófilos, que possui uma estrutura somente vista nas grandes vinícolas, inspirada nos célebres Châteaux de Bordeaux, integra cantina e vinhedos. Conta com modernos equipamentos para a vinificação e demais etapas do processo de produção,  dentro dos mais exigentes padrões de qualidade. 

Estou falando da Peruzzo Vinhas & Vinhos, localizada no paralelo 31 sul, 1º Distrito de Bagé, propriedade da família Peruzzo, tradicionais empresários da região.

A Vinícola Peruzzo é comandada por Eder Peruzzo, engº Agronomo de formação, com  especialização em enologia na França, e ainda conta com a supervisão de Adolfo Lona, um dos mais experientes e competentes enólogos em atividade no Brasil.

O projeto teve início em 2003 com a implantação dos vinhedos em 16 hectares de um total de 180 que fazem parte da propriedade. Em 2008 apresentou seus primeiros produtos: um Cabernet Sauvignon, um Chardonnay, um espumante Extra-Brut, produzido pelo método champenoise e um Demi-Sec.

Os vinhedos foram preparados para oferecer qualidade e produtividade, não superior a 2 quilos de uvas por planta. A meta final, estipulada para este ano  é colher entre 130 a 140 mil quilos de uvas, de forma a garantir uma produção de 100 mil garrafas.

Degustei todos os produtos e gostei de todos, especialmente o espumante Extra-Brut.  

 Os altos investimentos feitos na vinícola e a reconhecida capacidade empreendedora dos Peruzzo, não deixam dúvidas, sobre o sucesso deste novo empreendimento da familia .

 

Ainda não foi desta vez !

Uma das tarefas mais difíceis nas minhas incursões por este universo vitivinícola é  a de encontrar um vinho ruim produzido pela Valmarino de Pinto Bandeira na Serra Gaúcha e não é  por falta de tentativa, pois já tomei uma boa parte dos seus rótulos, desde os mais  tops, até os mais simples, além de um espumante fantástico !

Quando ganhei este Cabernet Sauvignon 2012, um dos que eu ainda não havia provado, pensei  que havia chegado o momento, pois  além de ser um vinho da linha básica deste produtor, o preço abaixo dos 30 reais era mais um indício.

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Mas hoje  quando decidi abrir o Cabernet da Valmarino que havia ganho e exalar os primeiros aromas que saiam da garrafa recém aberta, desconfie que eu poderia estar enganado, a confirmação veio a seguir, quando degustei o primeiro gole.  Novamente eu estava diante de um belo vinho, desta vinícola que  me surpreende com  a sua capacidade de fazer bons vinhos e pela sua política de preços .

Ainda não foi desta vez que eu encontrei um vinho ruim da Valmarino, mas continuarei tentando e prometo que quando conseguir, vou publicar sobre esta raridade aqui neste espaço.