As cegas eu diria que era um Pinot da Borgonha !

Quando eu bebo um varietal de Pinot Noir, independentemente da região em que foi produzido, fico tentando encontrar alguma semelhança com os Pinots da Borgonha, pois para mim, estes são sem a menor dúvida, os melhores do mundo .

Embora existam bons Pinots em outras partes do mundo, alguns  inclusive muito parecidos na cor e no aroma, na boca são completamente diferentes dos Borgonhas e  não é segredo para ninguém que a parte gustativa é a mais importante, para definição de um vinho.

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Mas eis que hoje, neste segundo domingo de 2015, eu fui surpreendido por um Pinot Noir da Nova Zelândia,  o Sanctuary 2011, produzido na Região de Marlborough que me lembrou muito de um verdadeiro Borgonha, em todas as suas caraterísticas, talvez a sua acidez fique um pouquinho abaixo, mas no conjunto da obra era muito semelhante.

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As cegas, eu diria que era um Pinot Noir da Borgonha !

Espumantes brasileiros para não sentir saudade dos importados

Este  não é mais um post, para alardear sobre a qualidade dos espumantes nacionais, pois isto o Brasil inteiro e uma boa parte do mundo já está sabendo.

O ultimo post de 2014 deste blog, será sobre alguns dos muitos espumantes brasileiros especiais que com certeza, não  deixarão  saudade dos estrangeiros.

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– LH Zanini Extra-Brut

– Máximo Boschi Speciale- Extra-Brut

-Valmarino e Churchill Extra Brut

-Cave Geisse Blanc de Noir-Brut

-Estrelas do Brasil Brut Champenoise

-D.Giovanni Brut Ouro

-Dona Bita Champenoise

-Valduga 60 meses

Como eu falei no inicio, estes são apenas alguns dos considerados espumantes brasileiros extra classe, mas existe uma relação maior de rótulos dentro da mesma categoria.

Desejo a  todos os leitores que prestigiaram este blog ao longo  de 2014, que tenham um 2015, muito acima das suas expectativas, em todas as áreas das suas vidas.

Feliz 2015 ! 

Nova degustação as cegas, mostra o que muitos já sabem !

Desde que a  mais famosa degustação as cegas realizada em Paris, surpreendeu o mundo em 1976, a grande maioria das provas de vinhos realizadas no mesmo formato, continuam apresentando resultados inesperados e aplicando lições de humildade nos grandes experts no assunto .

Na mais recente degustação as cegas  que participei, realizada no final de outubro, pelo Clube do Tinto, cujo tema foi: descobrindo as diferenças e semelhanças, entre os vinhos da Serra Gaúcha e os vinhos de Bordeaux, pelo menos para mim não teve nenhuma surpresa, o resultado apenas mostrou o que muita gente já sabe.

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Os vinhos gaúchos que participaram da prova foram os seguintes:

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Valmarino Reserva da Familia 2008- Pinto Bandeira- 79,00

Dall’Agnol Superiore 2008- Faria Lemos- 105,00

Máximo Boschi Merlot 2005- Vale dos Vinhedos-62,00

Os vinhos de Bordeaux, foram os seguintes:

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Chateau Mancèdre Cuvée du Roy 2005- Pessac Léognan- 107,40

Chapelle Saint-Martin 2009- Puisseguin Saint-Emilion-58,50

Chateau Luc de Beaumon 2009- Blaye Côtes de Bordeaux-59,33 

O ranking final ficou assim:

1º lugar- Maximo Boschi Merlot 2005

2º lugar- Dall’Agnol Superiore 2008

 3º lugar- Chateau Luc de Beaumon 2009

4º lugar-Valmarino Reserva da Familia 2008

5º lugar-Chateau Mancèdre Cuvée du Roy 2005

6º lugar- Chapelle Saint-Martin 2009

 O objetivo desta degustação não  foi de forma nenhuma, provar que os vinhos nacionais são melhores, mas apenas mostrar  que o Brasil já está produzindo vinhos de muito bom nível e que em alguns casos, são iguais ou superiores a muitos vinhos importados.

 

Um vinho para quem não tem preconceitos

Na última quarta-feira degustei e gostei muito de um Pinot Noir nacional, do município de Candiota na Campanha Gaúcha, mas fiquei na dúvida se o ambiente e o clima da festa, não teriam influenciado na minha impressão.

Como eu sou um fã declarado de  Pinots e ciente de que são raros os bons varietais desta uva, produzidos aqui no Brasil, decidi comprar uma garrafa, para provar o vinho sem nenhum tipo de interferência.  

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Na noite da última sexta-feira, era somente eu, o vinho e uma pizza para acompanhar. Abri a garrafa, servi a taça e comecei o ritual degustativo de praxe. Desde o primeiro momento, a impressão que eu havia tido durante o evento, se confirmou plenamente.

O vinho apresentava todas as caraterísticas de um bom Pinot Noir, na cor e no aroma de frutas vermelhas, no frescor  e no sabor, na acidez e mineralidade. Lembrei de Pinots da Patagônia e alguns Pinots da Borgonha. Entre os nacionais, eu não tenho dúvida que está entre os melhores, e o preço de 55 reais não é nenhum absurdo.

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Mas como diz o título deste post, é um vinho para pessoas que não tem preconceitos, primeiramente ao fato de ser um vinho nacional, depois por ter sido produzido por Galvão Bueno que de uns tempos para cá, tem sido atacado por um exército de xiitas das redes sociais e finalmente por ter a vedação da garrafa com tampa rosca, aliás para quem ainda não sabe, alguns produtores da conservadora Borgonha, também já estão utilizando este sistema, para os seus Pinots mais jovens.  

10 anos de vinho e arte !

Ontem a noite, o Hotel Plaza São Rafael em Porto Alegre, foi palco de um mega evento do mundo dos vinhos, em comemoração ao aniversário de 10 anos da Vinho & Arte Consultoria, da enóloga e  multi empreendedora, Maria Amélia Duarte Flores que teve como atração principal, o enólogo italiano Roberto Cipresso, parceiro de Galvão Bueno na produção de vinhos na Itália e agora também no Brasil.

As grandes estrelas da noite, foram os  três Brunellos de Montalcino  Bueno-Cipresso. O 2007 me agradou mais que o 2005,  mas o Riserva 2004, é o que eu costumo chamar de grande vinho !

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Já o Bueno-Cipresso La Valleta Sangiovese IGT 2011, pertence a uma categoria inferior, mas é um belo vinho.

Entre os nacionais, o meu destaque foi o Bueno Bellavista Pinot Noir 2012 ! Me lembrou alguns Borgonhas, pelo aroma, pela acidez e a mineralidade.

A degustação dos vinhos italianos, foi conduzida pelo convidado especial do evento, Roberto Cipresso que comentou, sobre as características de cada um dos seus vinhos.

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A festa estava perfeita ! Jantar excelente, vinhos maravilhosos, pessoas alegres e descontraídas ! Vai ficar por muitos anos na memória de todos os que tiveram o privilégio de estar presente.

Parabéns à Maria Amélia e a sua equipe, pelos 10 anos de vinho e arte !