DIONÍSIO UM TINTO BRASILEIRO QUE FAZ JUS AO NOME

Foi há mais ou menos, uns 10 anos que eu fiquei sabendo da existência da Vinicola Ravanello, localizada no município de Gramado na Serra Gaúcha, um dos destinos mais procurados pelos turistas brasileiros, mas sem tradição na produção de vinhos.

Nos últimos meses, vários elogios sobre a qualidade dos vinhos da Ravanello, me chamaram a atenção e aguçaram a minha curiosidade, pois ainda não os conhecia.

Ontem ao visitar o site de uma loja, me deparei com alguns rótulos desta vinícola e decidi que havia chegado o momento de provar um de seus exemplares.

Depois de analisar as opções, decidi comprar o Dionísio safra 2013, um assemblage de Teroldego(52%), elaborado com uvas da Serra do Sudeste, Tannat(35%), da Campanha Gaúcha e Merlot(13%), de vinhedos próprios em Gramado, submetidas à técnica de dupla maturação direcionada(DMD)que consiste na realização provocada de uma segunda maturação das uvas no próprio vinhedo, por meio do corte de parte dos ramos que sustentam os cachos. O resultado é uma forte passificação natural das bagas.

O Teroldego passou 12 meses em barricas de carvalho francês, o Tannat, 14 meses e o Merlot, 7 meses, o teor alcoólico do vinho, ficou em 14%.

Na taça, mostrou uma bela cor púrpura-violácea intensa e brilhante, senti aromas de café, carvalho tostado, especiarias e frutas vermelhas maduras, tudo muito bem integrado, na boca é um vinho de grande estrutura, encorpado, taninos macios, boa acidez, bem equilibrado e final de grande persistência.

O Dionísio, fez jus ao nome e aos comentários elogiosos, foi aprovado com louvor, é mais uma ótima opção de vinho brasileiro que indico aos amigos que acompanham o nosso blog.

Comprei este vinho na loja Vinhos e Sabores de Porto Alegre, por R$119,00.

Vale a pena experimentar!

A MAIOR FESTA DO VINHO BRASILEIRO VAI COMEÇAR!

Nesta terça-feira, dia 4, a partir das 08:30 horas, começa a venda de ingressos para a  XXVI Avaliação Nacional de Vinhos que será realizada no dia 29 deste mês de setembro, no Parque de Eventos de Bento Gonçalves.

As vendas serão feitas somente através do site www.enologia.org.br , da Associação Brasileira de Enologia-ABE.

Alertamos aos interessados que devido a grande demanda, as inscrições costumam esgotar rapidamente, já nas primeiras horas após a abertura, portanto o ideal é acessar o site nos primeiros minutos.

O valor do ingresso é de R$350,00 e a novidade desta edição, é que os lugares serão numerados. Depois de efetuada a inscrição e o pagamento,o participante deverá acessar o site a partir do dia 15 de setembro, para reservar o seu lugar.

A Avaliação Nacional de Vinhos é considerada a maior degustação do mundo, onde quase mil pessoas de várias partes do Brasil e do mundo,se reúnem para avaliar as cegas os vinhos da safra do ano.

É um evento que todo o apaixonado por vinhos deveria participar, pelo menos  de uma  edição, pois é a maior e mais bela festa do vinho brasileiro.

Os Espumantes Brasileiros de Jayme Monjardim

Em jantar realizado na noite deste domingo, no Hotel Plaza São Rafael de Porto Alegre, foi lançado o Espumante Maysa Brut e o segundo lote do Maysa Rosé, um projeto do diretor e cineasta Jayme Monjardim, em homenagem a sua mãe, a célebre cantora Maysa Matarazzo.

A versão Brut é um blend de uvas Chardonnay e Gewurztraminer, elaborado através do método tradicional, é leve,frutado e ao mesmo tempo intensa, como era Maysa.

Já o novo lote do Maysa Rosé,é feito com uvas Pinot Noir, Gewurztraminer e um pequeno percentual de Chardonnay envelhecido em barricas de carvalho, garantindo frescor e personalidade.

Há alguns anos, Jayme Monjardim, criou o projeto Villa Matarazzo, coordenado pela enóloga gaúcha Maria Amelia Duarte Flores, o primeiro produto desta parceria, foi uma edição de 2 mil garrafas, já esgotadas,  do vinho Villa Matarazzo 2008, um tinto português da Região do Douro, produzido pela vinícola Quinta dos Avidagos. 

Para a linha de espumantes, a escolhida foi a vinícola gaúcha Guatambú Estância do Vinho da região da Campanha Gaúcha.

O NOVO D.O. VALE DOS VINHEDOS

Em evento realizado na última terça-feira dia 14 de agosto, na loja Vinho & Arte, nas dependências do Hotel Plaza São Rafael em Porto Alegre, foi lançada a primeira safra do Gran Canário 2017, um projeto da Família Umpierre. 

O Gran Granário é um blend com 60% de uvas Merlot do vinhedo que dá origem ao vinho Lote 43, um ícone do Brasil, complementado com 20% de Cabernet Sauvignon e 20% de Merlot de outro vinhedo.

O vinho foi produzido através do Programa Winemaker da Miolo, estagiou por 11 meses em barricas de carvalho francês de segundo uso e o seu engarrafamento ocorreu a pouco mais de 30 dias, devendo completar a sua maturação em garrafa, por no mínimo 6 meses, seu teor alcoólico é de 13.5%.

No visual apresentou uma coloração rubi violáceo intensa, aromas de frutas negras maduras, com notas de especiarias, na boca é um vinho elegante,estruturado,com toques picantes, taninos presentes, porém macios, ótima acidez, madeira bem integrada e final persistente. Pode ser degustado agora, mas com certeza ficará melhor depois de algum tempo, pois se trata de um vinho feito para durar entre 10 e 15 anos. 

 

O Gran Canário 2017 é um vinho exclusivo, estilo Velho Mundo e recebeu o selo da D.O. Vale dos Vinhedos, conferido aos vinhos daquela região que atendem ao conjunto de normas estabelecidas, após aprovação do conselho regulador, desta que é a primeira e única Denominação de Origem do Brasil. 

O nome do vinho é uma alusão às Ilhas Canárias, lugar de origem da Família Umpierre.

Foram produzidas apenas 300 garrafas de uma única partida e não será comercializado no varejo, porém os amigos que nos acompanham, através deste Blog e da nossa página no Facebook, poderão adquirir até 2 garrafas, ao valor de R$125,00 a unidade.

Quem tiver interesse, deve fazer a solicitação pelo email: grancanario@vinhosdoumpierre.com.br 

A imagem acima é do Instagram @terroirvinhosdeboutique, da sommeliere Débora Nazário que esteve presente no evento e adorou o Gran Canário.

OS DIFERENTES ESTILOS DO DON MELCHOR AO LONGO DE TRÊS DÉCADAS

Na última segunda-feira, dia 06 de agosto, eu tive o prazer e o privilégio de participar de uma degustação vertical,com dez safras do vinho chileno Don Melchor, considerado em alguns anos,  o melhor Cabernet Sauvignon do mundo.

A degustação foi realizada na loja Vinho e Arte,do Hotel Plaza São Rafael, no Centro Histórico de Porto Alegre.

Entre os vinhos degustados, havia um exemplar da primeira safra(1987) e outro da safra mais recente(2015).  

Inicialmente degustamos os vinhos mais antigos: 1987, 1989, 1990, 1993 e 1995.

Na sequência,degustamos os vinhos das safras 1998, 2005, 2009, 2014 e 2015.

Os vinhos pertenciam a coleção pessoal da enóloga e empresária gaúcha, Maria Amélia Duarte Flores, proprietária da Vinho e Arte que também coordenou o evento.

Foi muito gratificante degustar de uma só vez, dez safras deste ícone da América do Sul e  analisar as suas diferentes propostas ao longo de três décadas.

Fiquei encantado com o vinho da primeira safra(1987), onde ficou evidente o estilo Velho Mundo. Apresentou aromas discretos e agradáveis, boa estrutura e elegância,apesar dos seus 31 anos de idade, mantinha boa acidez e final persistente, seu teor alcoólico era de 12.5%.

Dos mais modernos, gostei muito das safras 2005 e 2009, porém são vinhos mais potentes, com taninos adocicados,madeira mais presente,menor acidez e maior teor alcoólico, bem ao estilo Novo Mundo.

Estilos e paladares a parte, o mais importante é que o Don Melchor é um vinho reconhecido em todo o mundo, pela sua qualidade excepcional.