Os Taxistas Folgados de Reims

Planejamos a nossa visita à região de Champagne, com uma boa antecedência, conforme recomendação de alguns sites de viagens.

A ideia era pegar o trem em Paris pela manhã e retornar no final do dia, tempo suficiente para visitar uma Maison pela manhã em Reims e a outra em Epernay à tarde.

Pegamos o TGV em Paris às 09:28, 46 minutos depois(10:14), já estávamos na Gare de Reims.

O horário da primeira visita, estava marcada para 10:45, na Maison Ruinart que fica a 3.2 km de distância da Gare, o tempo de carro até lá, é estimado em 8 minutos, teríamos uma boa folga para chegar ao endereço da Cave.

Mas o que não estava em nossos planos, era a inacreditável falta de táxis no ponto da Gare de Reims.

A cada 5 minutos em média, aparecia um táxi, ficamos quase uma hora na fila, até chegar a nossa vez. Resultado, perdemos o horário da visita na Ruinart e os 140 euros que havíamos pago pelos ingressos.

Quando chegou o nosso táxi, fomos direto para Epernay, para não correr o risco de perder a visita que teríamos à tarde na Maison Mercier.

É difícil entender, como uma cidade da importância de Reims, com grande fluxo de turistas do mundo inteiro, não disponha de uma frota de táxis suficiente, para atender a demanda, no horário de chegada do TGV de Paris. Onde estão os aplicativos que ainda não se instalaram por lá?

Ficamos com a impressão que os taxistas da cidade, estão muito folgados, pois do outro lado da rua, havia 3 táxis estacionados, sem motoristas dentro, enquanto isso, as pessoas na fila, a beira de uma crise nervosa, com a falta de carros, pois certamente, também deveriam ter  compromissos com horário marcado.

Noutro dia em Paris, uma amiga me falou que esta é uma situação normal em pequenas cidades da França, se bem que Reims, para pequena não serve,possui em torno de 200 mil habitantes, é maior que muitas cidades do interior do Rio Grande do Sul, onde não existe este tipo problema, mesmo em cidades sem atrações turísticas.

Vamos torcer para que na nossa próxima visita à Reims, a cidade possa oferecer aos seus visitantes, serviços de aplicativos de transportes, para atender a demanda reprimida e tirar os taxistas da zona de conforto, gerada pela falta de concorrência.

Mercado da Ribeira é Uma Festa

O Mercado da Ribeira, no Cais do Sodré, em Lisboa, é um lugar incrível, um verdadeiro festival de vinhos e gastronomia.

Tudo o que você imaginar em termos de pratos tradicionais da culinária portuguesa e de algumas regiões do mundo, você vai encontrar lá.

Para os apreciadores de vinhos, existem opções para todos os bolsos e gostos, brancos, rosés, tintos, espumantes, licorosos e Porto.

Tem vinhos de todas as regiões de Portugal, vendidos em taças ou em garrafas  e se você ainda desejar comprar para levar, tem uma loja da Garrafeira Nacional, uma das maiores do país.

O Mercado da Ribeira,é uma grande  festa enogastronômica, onde milhares de pessoas do mundo inteiro, circulam em meio aos stands dos mais variados tipos de comidas e bebidas.

O clima de descontração e alto astral do mercado quase à beira do Tejo é simplesmente contagiante.

O Mercado da Ribeira, no Cais do Sodré, é uma visita imperdível para quem for a Lisboa!

Brasileira Faz Sucesso Em Paris

Uma das visitas imperdíveis em Paris, principalmente para enófilos brasileiros, é a Divvino Paris de propriedade da sommeliere brasileira,Marina Giuberti.

Radicada na Capital Francesa há 13 anos, Marina faz sucesso vendendo vinhos para turistas do mundo inteiro e para moradores de Paris.

A Divvino Paris, conta hoje com duas lojas, uma localizada na rua Elzevir 16, no famoso bairro de Marais e a outra no Boulevard Voltaire 163.

Além de vender raridades de pequenos produtores, das principais regiões da França e de outros países, inclusive do Brasil, Marina também realiza periodicamente, cursos de degustações, para grupos de enófilos, sejam eles iniciantes ou mais experientes.

Outra especialidade da brasileira, é levar grupos para visitações de um dia às Maisons de Champagne, com direito a degustações, transfers e o seu acompanhamento especializado.

Visitamos os dois endereços da Divvino e nas duas vezes, Marina fez questão de nos receber pessoalmente.

Em nossa última visita, Marina propôs um desafio, degustar dois vinhos brancos, às cegas, feitos com a mesma uva, porém de regiões diferentes.

O de cor mais clara, tinha aromas frescos, cítricos e florais, na boca era leve refrescante, de boa acidez e média persistência, ótimo para acompanhar pratos à base de saladas, peixes ou até mesmo como aperitivo. Foi produzido na região da Alsácia, ao norte da França, onde as temperaturas são mais baixas e as uvas pegam pouco sol.

Já o vinho amarelo dourado, senti aromas de mel, frutas brancas maduras e notas de especiarias, na boca mostrou-se com boa estrutura, denso e de final persistente. Foi produzido no Languedoc, uma região mais quente e mais ensolarada, onde as uvas são mais concentradas.

Os dois vinhos foram produzidos com a uva Muscat, mas com propostas totalmente diferentes, o primeiro tinha um teor alcoólico de 12.5% e o segundo, 14%.

Fiquei muito feliz por ter sido aprovado no teste de conhecimento, proposto pela nossa super sommeliere.

Todo o apreciador de vinho que que visitar Paris, não pode deixar de conhecer uma das lojas Divvino Paris.

Entre no site www.divvino.com e conheça em detalhes tudo o que a loja oferece.

Produtores Vendem Seus Vinhos na Feira Livre

Na manhã do último domingo, fui visitar o mercado de Bastille, uma das maiores feiras livre que eu já conheci, localizado no bairro de Marais, um dos mais famosos e movimentados de Paris.

O que eu vi por lá é de encher os olhos, tem tudo o que se possa imaginar, desde frutos do mar, hortifruti,carnes diversas, coelho,codorna,cordeiro,porco,frango cru e assado,inúmeras variedades de queijos, jamons e uma infinidade de produtos de vários segmentos.

Mas a minha maior surpresa ficou por conta da barraca de dois pequenos produtores de vinhos, um da Borgonha e outro do Vale do Loire, vendendo seus vinhos, direto ao consumidor, com preços abaixo do praticado no varejo.

Imediatamente comecei a refletir, se esta estratégia para vender vinhos, não seria uma boa ideia, para ser aplicada no Brasil, como forma de baratear e popularizar o vinho brasileiro.

Sai encantado com a grandeza da feira e não estou falando apenas em dimensão, mas principalmente pela diversidade e pela multidão de parisienses e turistas que lotavam o imenso espaço do mercado de Bastille.

O Melhor Tinto Nacional do Guia Descorchados

Chega em breve ao mercado, o vinho tinto brasileiro que obteve a melhor pontuação no Guia Descorchados edição 2018.

O Miolo Single Vineyards Touriga Nacional safra 2017, faz parte da mais nova linha que será lançado pelo Grupo Miolo  e vem acompanhado por outros três varietais.

No total, esta linha contará com 4 vinhos, um Riesling safra 2018, da Almadén, em Santana do Livramento, região da Campanha Central, fronteira com o Uruguai, um Pinot Noir e um Touriga Nacional safra 2017, do Seival na Campanha Meridional e um Syrah  Baiano do município de Casa Nova, no Vale do São Francisco.

Em relação a qualidade, os vinhos Miolo Single Vineyards,estarão num segmento superior a linha Reserva e abaixo da Terroir do Brasil.

A nova linha será exclusiva para on-trade, direcionada a restaurantes e delicatessen especializadas, portanto não estará disponível no varejo.

A data de lançamento, ainda não foi definida, mas o processo está em fase final.

Assim que tivermos novas informações, divulgaremos aqui neste espaço.