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VINHO É POESIA

Por , 10/07/2017 22:47

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Definitivamente o vinho não é apenas uma bebida.
Dentro de uma garrafa vazia, 
existirá sempre uma história de vida.

Pode ser o começo de um grande amor,
o início de uma amizade, 
uma reconciliação, um encontro,
uma viagem.

Talvez uma comemoração,
uma festa, pode ser até uma paisagem.

Pode ser um momento de emoção,
de alegria, 
uma música, poesia,
pode ser contemplação,
quem sabe,encanto ou magia.

A grande verdade meus amigos,
é que o vinho não é somente uma bebida,
para mim, o vinho é a própria vida.

 

Só não é Champagne porque é feito no Brasil!

Por , 05/07/2017 18:51

Olá amigos!


No início de junho, durante o último encontro do Projeto Winemaker, realizado no Castelo Benvenutti em Garibaldi na Serra Gaúcha, tive o privilégio e o prazer de degustar um novo espumante que será lançado somente em 2019, quando completar 10 anos de maturação.

O Íride Miolo Brut 2009, foi elaborado pelo método Champenoise e o nome é uma homenagem à esposa de um dos fundadores da Vinícola.

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Fiquei impressionado com a grande qualidade deste espumante, no visual apresenta uma linda cor dourada, perlage intenso e persistente, aromas de leveduras,frutas secas, mel e tostado, na boca é fresco e estruturado, possui ótima acidez e uma mistura de tudo que senti no aroma.

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Na minha opinião, só não é um Champagne, porque é  feito no Brasil, pois em termos de qualidade, nada fica a dever aos bons espumantes daquela região.

Agora é só aguardar 2 anos para conferir !

Um personagem do vinho artesanal brasileiro

Por , 17/06/2017 19:01

No último dia 03  de junho, durante um intervalo das atividades do projeto Winemaker  da Miolo,  no Vale dos Vinhedos, acabei participando de um  bate papo/degustação, com  Vilmar Bettú, um dos primeiros e mais conhecidos vinhateiros de garagem  do Brasil.

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Bettú, é um engenheiro mecânico e professor estadual aposentado,aprendeu a fazer vinhos ainda criança, ajudando seu pai, desde então sempre alimentou o sonho de um dia fazer o seu próprio vinho.

Muito conhecido nas rodas de enófilos, Bettú tem um estílo único de produzir vinhos, a começar pelos rótulos feito a mão, alguns o chamam de louco, por outros é chamado de mago e tem também quem o chame de alquimista, tem lá as suas excentricidades, mas é uma pessoa simples, autêntica e muito bem humorada, como a grande maioria dos descendentes de imigrantes italianos.

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Mas quem estiver pensando que o universo de Bettú é limitado apenas à Serra Gaúcha, “pode tirar o cavalo da chuva”, nosso vinhateiro já viajou pelas principais regiões viníferas do mundo, agora mesmo já está com viagem marcada para a Europa.  

Para elaborar seus vinhos, Bettú compra uvas de terceiros, em várias regiões do estado, produz uma grande variedade de rótulos, mas sempre em pequenos lotes, faz varietais e assemblages, brancos, tintos e até mesmo um suave com uva isabel, também produz um espumante, mas este ele diz que não vende, “é só para consumo da família”.

Aos interessados(grupos,confrarias, etc…) em fazer o seu próprio vinho, Bettú ensina todo o processo de elaboração na prática, na sua cantina em Garibaldi, basta combinar qual o tipo de vinho a(s) pessoa(s) deseja elaborar e definir a quantidade de garrafas, no mínimo duzentas e no máximo quinhentas, a um preço médio em torno de 70 reais.

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Na última quarta-feira, Bettú foi um dos entrevistados no programa “Um Brinde ao Vinho” na GloboSat, onde ele conta a sua trajetória no mundo do vinho.

Degustamos cinco vinhos feitos por este engenheiro/professor/vinhateiro , mas o melhor do encontro quase casual, foi poder conversar  e ouvir as histórias deste verdadeiro personagem do vinho artesanal brasileiro!

Vinho Laranja Brasileiro

Por , 24/01/2017 09:00

Se você assistiu o Globo Repórter de 18 de novembro do ano passado, já está sabendo que Eduardo Zenker, é o “jovem que faz sucesso produzindo vinho na garagem de casa”no município de Garibaldi na Serra Gaucha!

A partir de agora você também vai conhecer um dos vinhos elaborado por este “alquimista do vinho” que não é enólogo e nem químico, apenas um apaixonado pela bebida.

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O Sui Generis Brasilis 2014, é um vinho branco natural(sem a adição de produtos químicos),elaborado com a uva Peverella, utilizando o mesmo método de vinificação dos tintos, onde o suco da uva permanece um período mais longo em contato com as cascas, o que  faz com que adquira uma coloração que varia entre o  dourado  e o cobre.

Esta técnica denominada de “Vinho Laranja”  que remonta os primórdios da vitivinicultura, nasceu há milhares de anos em algum ponto da atual república da Geórgia.

Nos últimos 17 anos, alguns países retomaram a produção do vinho laranja, influenciados pelo produtor Italiano Josko Gravner que foi o pioneiro nesta retomada.  

Mas vamos ao vinho do nosso Alquimista: No visual possui uma coloração amarelo dourado, puxando para o âmbar, os aromas são maravilhosos, complexos, uma mistura de frutas secas, raízes, terra molhada e um final com toque de mel, na boca apresenta um volume médio, a acidez é boa e o final fica entre curto, para médio.

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O Sui Generis Brasilis Peverella 2014 é um vinho diferente,  encanta pelo aroma, mas deixa a desejar no paladar. 

O preço é de R$134,00, mas este eu comprei numa promoção em Gramado, por R$80,40.

Não é um vinho fácil de encontrar, pois a sua produção é bem reduzida.

Indícios de uma grande safra 2017 na Serra Gaúcha

Por , 16/12/2016 15:26

Prezados Amigos!

A sexta-feira amanheceu ensolarada, com boas notícias e lindas imagens, vindas diretas do Vale dos Vinhedos que dizem respeito ao Projeto Winemaker Vinhos Tintos da Miolo, do qual estou participando.

É com prazer que compartilho com vocês o conteúdo que recebi da equipe técnica da vinícola Miolo na manhã de hoje.

 

“Boa dia Winemakers….

Aqui na Miolo o Vinhedo, Winemakers Vinhos Tintos, está cada dia mais belo, com o nível de produtividade ideal ! Os dias na serra gaúcha estão um espetáculo a parte, o clima está muito favorável para a maturação da uva,madrugadas frias com temperaturas que chegam a 8ºC graus e dias que ao amanhecer indicam temperaturas de 10 a 15ºC graus e tardes quentes que chegam a máxima de 30ºC graus.

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O Estágio Fenológico da uva se encontra no final do pré-fechamento e início do fechamento do cacho. O próximo passo é o Estágio Pintor, onde obteremos a coloração da uva, ocorrendo em meados de janeiro.

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Winemakers estamos presenciando dias ensolarados, dignos de uma obra de arte a céu aberto… que favorecem muito e nos indicam que teremos uma excelente safra! ”  

 

Arte da Vinha no Globo Repórter

Por , 17/11/2016 18:49

Eduardo Zenker, proprietário da Arte da Vinha, uma mistura de vinhateiro, mago e alquimista, é um dos personagens do programa Globo Repórter de amanhã que vai abordar, sobre pessoas que mudaram de vida em função do vinho.
Na garagem da sua casa no município de Garibaldi, na Serra Gaúcha, Zenker produz vinhos e espumantes artesanais nada convencionais, sem adição de produtos químicos e ainda pesquisa sobre técnicas milenares, tais como a utilização de ânforas de terracota(vasos de barro). 

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Um exemplo disso é  este espumante literalmente inusitado, elaborado com 5 uvas tintas(Pinot Noir, Cabernet Sauvignon, Cabernet Franc, Malbec e Carmenere), vinificadas em branco  que tive a oportunidade de degustar em 2012. 

O Inusitado Nature 2011  é um belo espumante, mas tem uma proposta bem diferente da grande maioria dos espumantes nacionais, sua cor é um amarelo, puxando para o bronze, possui aromas  de grande intensidade, lembrando frutas doces, leveduras e tostado, seu perlage é de boa intensidade e persistência, na boca é denso, possui grande estrutura, boa acidez e  final longo.

Uma coisa é certa, os vinhos e espumantes, elaborado por Eduardo Zenker, não são para iniciantes.

 

Não está longe o dia em que os brasileiros descobrirão os seus vinhos

Por , 26/06/2015 19:29

A despeito do grande preconceito que existe contra  o vinho nacional,  principalmente por parte dos próprios brasileiros, o Lote 43 da Miolo, continua sendo um vinho de qualidade internacional, superior a muito vinho importado, desde que foi produzido pela primeira vez 1999, com uvas cultivadas, pelo antigo sistema de Latada.

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Desde o seu lançamento, a Miolo somente produz o Lote 43, em safras  consideradas especiais ! Já provei os exemplares de quase todas as safras em que foi lançado e gostei de todas, mas este  2011, um corte de Merlot e Cabernet Sauvignon, que eu tomei hoje no almoço, está excelente ! Em 2013 eu já havia provado  este vinho e tinha gostado muito, mas agora ele está bem melhor.

O vinho apresentou uma linda coloração rubi violácea, bem viva e brilhante, aromas intensos e agradáveis de frutas negras maduras, com toques de especiarias e chocolate, na boca é  bem saboroso e suculento, sedoso, taninos macios, carvalho na medida certa, bem integrado ao vinho, acidez correta e final de longa duração.Seu teor  alcóolico de 14%, representa menos do que realmente possui. É um vinho sem nenhum defeito.

Mas não pensem que este  vinho é uma exceção, atualmente o vitivinicultura nacional está produzindo uma grande quantidade de vinhos de qualidade, em todas as faixas de preço e mais dias, menos dias, os brasileiros acabarão descobrindo e valorizando os seus vinhos, assim como já descobriram o seu espumante.  

Apesar de já estar na terceira idade, ainda goza de boa saúde !

Por , 02/06/2015 11:29

 No último final de semana, finalmente degustamos o Baron de Lantier Cabernet Sauvignon safra 1991, produzido no município de Garibaldi, na Serra Gaúcha, pela Bacardi-Martini do Brasil Indústria e Comércio Ltda., sob a responsabilidade do enólogo Adolfo Lona.

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A rolha estava quase que totalmente umedecida, exceto o ultimo milímetro da parte superior,  mas em perfeitas condições, tanto que consegui tira-la inteira, sem necessitar de  saca-rolha especial.

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Seguindo recomendações, o vinho não foi decantado, abrimos a garrafa e começamos a degustação de imediato.

A sua cor  atijolada, denunciava o efeito dos  seus quase 25 anos, mas o líquido estava totalmente límpido. Os primeiros aromas lembravam claramente defumados, com toques de café em segundo plano, depois de algum tempo, surgiram aromas não muito intensos de frutas vermelhas maduras.

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Na boca o vinho estava perfeito, macio, boa estrutura, equilibrado, madeira super integrada e uma acidez surpreendente, seu final era de média persistência .

Antes que os fundamentalistas de plantão venham a destilar o seu ódio ao vinho nacional, quero deixar claro que a única intenção desta degustação, foi  a curiosidade de saber as condições de um vinho tinto nacional, produzido na Serra Gaúcha, há quase 25 anos atrás.

Fiquei muito feliz  ao constatar que depois de todos estes anos, o vinho  manteve intacta todas as suas caraterísticas, mesmo tendo sido elaborado numa época em que não  se tinha acesso a toda  tecnologia que existe hoje.

Depois desta degustação, posso afirmar tranquilamente que  o Baron de Lantier Cabernet Sauvignon 1991, apesar de já estar na terceira idade,  ainda goza de boa saúde !

Sauvignon Blanc Nacional Estilo Loire- É tudo aquilo que estão falando e mais um pouco

Por , 20/03/2015 19:37

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Por tudo o que eu já tinha ouvido falar a respeito deste vinho e pela demora em conseguir comprar uma garrafa, a minha primeira degustação do Dall’Agnoll Fumê Blanc 2014,  foi cercada de grande expectativa! 

Produzido com a uva  Sauvignon Blanc, ao estilo dos vinhos da Região do Loire, este é mais uma inovação da Vinícola Estrelas do Brasil de Faria Lemos que ganhou destaque nos últimos anos, exatamente pela criação de produtos diferenciados e inusitados, fruto do espirito  criativo e arrojado de seus enólogos.

As uvas que deram origem ao Dall’Agnoll Fumê Blanc, foram cultivadas em vinhedos próprios, localizados no município de Nova Prata-RS e  vinificadas na sua cantina em Faria Lemos, estagiou pelo período de seis meses em barricas de carvalho, tempo suficiente, para dar uma leve estrutura ao vinho, sem comprometer o  seu frescor e a  acidez.

A exemplo dos vinhos lançados anteriormente, o Dall’Agnoll Fumê Blanc 2014, também  foi produzido em escala reduzida, são apenas 2000 garrafas que certamente sumirão do mercado em pouco tempo.

Eu que sou fã dos Sauvignon Blanc do Loire, fiquei surpreso com as semelhanças deste Fumê Blanc, com os vinhos produzidos naquela região.

Na minha opinião este é mais um vinho da Estrelas do Brasil que chegou para fazer história no cenário da vitivinicultura nacional!

É tudo aquilo que estão dizendo dele e mais um pouco, confirmou com sobras as minha expectativas !

 

 

Nova degustação as cegas, mostra o que muitos já sabem !

Por , 01/12/2014 19:49

Desde que a  mais famosa degustação as cegas realizada em Paris, surpreendeu o mundo em 1976, a grande maioria das provas de vinhos realizadas no mesmo formato, continuam apresentando resultados inesperados e aplicando lições de humildade nos grandes experts no assunto .

Na mais recente degustação as cegas  que participei, realizada no final de outubro, pelo Clube do Tinto, cujo tema foi: descobrindo as diferenças e semelhanças, entre os vinhos da Serra Gaúcha e os vinhos de Bordeaux, pelo menos para mim não teve nenhuma surpresa, o resultado apenas mostrou o que muita gente já sabe.

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Os vinhos gaúchos que participaram da prova foram os seguintes:

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Valmarino Reserva da Familia 2008- Pinto Bandeira- 79,00

Dall’Agnol Superiore 2008- Faria Lemos- 105,00

Máximo Boschi Merlot 2005- Vale dos Vinhedos-62,00

Os vinhos de Bordeaux, foram os seguintes:

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Chateau Mancèdre Cuvée du Roy 2005- Pessac Léognan- 107,40

Chapelle Saint-Martin 2009- Puisseguin Saint-Emilion-58,50

Chateau Luc de Beaumon 2009- Blaye Côtes de Bordeaux-59,33 

O ranking final ficou assim:

1º lugar- Maximo Boschi Merlot 2005

2º lugar- Dall’Agnol Superiore 2008

 3º lugar- Chateau Luc de Beaumon 2009

4º lugar-Valmarino Reserva da Familia 2008

5º lugar-Chateau Mancèdre Cuvée du Roy 2005

6º lugar- Chapelle Saint-Martin 2009

 O objetivo desta degustação não  foi de forma nenhuma, provar que os vinhos nacionais são melhores, mas apenas mostrar  que o Brasil já está produzindo vinhos de muito bom nível e que em alguns casos, são iguais ou superiores a muitos vinhos importados.

 

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