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Um personagem do vinho artesanal brasileiro

Por , 17/06/2017 19:01

No último dia 03  de junho, durante um intervalo das atividades do projeto Winemaker  da Miolo,  no Vale dos Vinhedos, acabei participando de um  bate papo/degustação, com  Vilmar Bettú, um dos primeiros e mais conhecidos vinhateiros de garagem  do Brasil.

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Bettú, é um engenheiro mecânico e professor estadual aposentado,aprendeu a fazer vinhos ainda criança, ajudando seu pai, desde então sempre alimentou o sonho de um dia fazer o seu próprio vinho.

Muito conhecido nas rodas de enófilos, Bettú tem um estílo único de produzir vinhos, a começar pelos rótulos feito a mão, alguns o chamam de louco, por outros é chamado de mago e tem também quem o chame de alquimista, tem lá as suas excentricidades, mas é uma pessoa simples, autêntica e muito bem humorada, como a grande maioria dos descendentes de imigrantes italianos.

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Mas quem estiver pensando que o universo de Bettú é limitado apenas à Serra Gaúcha, “pode tirar o cavalo da chuva”, nosso vinhateiro já viajou pelas principais regiões viníferas do mundo, agora mesmo já está com viagem marcada para a Europa.  

Para elaborar seus vinhos, Bettú compra uvas de terceiros, em várias regiões do estado, produz uma grande variedade de rótulos, mas sempre em pequenos lotes, faz varietais e assemblages, brancos, tintos e até mesmo um suave com uva isabel, também produz um espumante, mas este ele diz que não vende, “é só para consumo da família”.

Aos interessados(grupos,confrarias, etc…) em fazer o seu próprio vinho, Bettú ensina todo o processo de elaboração na prática, na sua cantina em Garibaldi, basta combinar qual o tipo de vinho a(s) pessoa(s) deseja elaborar e definir a quantidade de garrafas, no mínimo duzentas e no máximo quinhentas, a um preço médio em torno de 70 reais.

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Na última quarta-feira, Bettú foi um dos entrevistados no programa “Um Brinde ao Vinho” na GloboSat, onde ele conta a sua trajetória no mundo do vinho.

Degustamos cinco vinhos feitos por este engenheiro/professor/vinhateiro , mas o melhor do encontro quase casual, foi poder conversar  e ouvir as histórias deste verdadeiro personagem do vinho artesanal brasileiro!

Vinho Laranja Brasileiro

Por , 24/01/2017 09:00

Se você assistiu o Globo Repórter de 18 de novembro do ano passado, já está sabendo que Eduardo Zenker, é o “jovem que faz sucesso produzindo vinho na garagem de casa”no município de Garibaldi na Serra Gaucha!

A partir de agora você também vai conhecer um dos vinhos elaborado por este “alquimista do vinho” que não é enólogo e nem químico, apenas um apaixonado pela bebida.

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O Sui Generis Brasilis 2014, é um vinho branco natural(sem a adição de produtos químicos),elaborado com a uva Peverella, utilizando o mesmo método de vinificação dos tintos, onde o suco da uva permanece um período mais longo em contato com as cascas, o que  faz com que adquira uma coloração que varia entre o  dourado  e o cobre.

Esta técnica denominada de “Vinho Laranja”  que remonta os primórdios da vitivinicultura, nasceu há milhares de anos em algum ponto da atual república da Geórgia.

Nos últimos 17 anos, alguns países retomaram a produção do vinho laranja, influenciados pelo produtor Italiano Josko Gravner que foi o pioneiro nesta retomada.  

Mas vamos ao vinho do nosso Alquimista: No visual possui uma coloração amarelo dourado, puxando para o âmbar, os aromas são maravilhosos, complexos, uma mistura de frutas secas, raízes, terra molhada e um final com toque de mel, na boca apresenta um volume médio, a acidez é boa e o final fica entre curto, para médio.

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O Sui Generis Brasilis Peverella 2014 é um vinho diferente,  encanta pelo aroma, mas deixa a desejar no paladar. 

O preço é de R$134,00, mas este eu comprei numa promoção em Gramado, por R$80,40.

Não é um vinho fácil de encontrar, pois a sua produção é bem reduzida.

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